CBA - Consórcio Brasileiro de Acreditação

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Infecção Domiciliar: Prevenção e Cuidados

Infecção Domiciliar: Prevenção e Cuidados

A assistência domiciliar tem se expandido e ampliado a abrangência de atendimento na última década. O motivo desta demanda está relacionada ao aumento da expectativa de vida da população, aos esforços em diminuir o tempo de internação hospitalar, e também proporcionar conforto ao paciente e família, mediante a necessidade de cuidados especiais pós alta.

Este modelo de assistência está presente na formulação das políticas públicas de saúde e de assistência social (Portaria 2416, Lei 10.424b e RDC 11 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e na estratégia de serviços privados, que ampliaram as indicações de atendimento domiciliares, a fim de reforçar a qualidade do cuidado em casa e diminuir reinternações hospitalares.

A população que requer atenção domiciliar é de idosos e portadores de doenças crônicas, entretanto, tais cuidados são prestados para pacientes de todas as idades, que necessitem de intervenções invasivas como terapia intravenosa, ventilação mecânica, cuidados com traqueostomia, diálise, e outros.

Neste cenário, torna-se evidente a necessidade de implantar sistemas de prevenção, vigilância, medidas e controle de infecções no ambiente domiciliar, considerando que há poucos dados referentes à incidência de infecções adquiridas, apesar de se saber que a expansão é cada vez maior, evidenciando a necessidade de compartilhamento de dados para implementação de ações efetivas.

Segundo o Center for Disease Control and Prevention (CDC) e o National Nosocomial Infection Surveillance (NNIS), o sistema domiciliar depende muito de dados laboratoriais para um diagnóstico de infecção seguro, sem ser apenas embasado em observações empíricas dos profissionais do cuidado domiciliar. A grande inovação a ser lançada no mercado brasileiro é a Tecnologia do WBC Diff da Hemocue. Em cinco minutos, com uma gota de sangue capilar, o aparelho fornece resultados laboratoriais (neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos), com grande acurácia – validado pelo Food and Drug Administration (FDA) – para o diagnóstico de infecções, o que irá beneficiar o paciente em cuidado domiciliar.

No entanto, é bom estar alerta às principais recomendações para evitar Infecções domiciliares:

 

- Adesão ao processo de Acreditação, e seguimento dos padrões de assistência, políticas, procedimentos, normas e rotinas;

- Avaliar o risco da população atendida;

- Prestar cuidados baseado nas melhores práticas, implantando e gerenciando              medidas de prevenção e controle de infecções, acompanhando através de              indicadores sensíveis ao processo de cuidado;

- Adotar medidas e protocolos de prevenção de infecções, por exemplo, cuidado com             acessos vasculares, cateteres urinários, lesões de pele, lesão de sítio cirúrgico,            cuidados respiratórios, cuidados e terapia nutricional, uso de equipamentos etc.;

- Capacitar profissionais do cuidado, como também cuidadores e familiares.

 

Vale atentar ainda para:

 

- Uso de equipamentos de proteção individual;

- Limpeza do ambiente e utensílios utilizados ao paciente, como também equipamentos (estetoscópio, esfigmomanômetro, bomba de infusão, outros);

- Acondicionamento e descarte de resíduos;

- Manipulação de alimentos;

- Precauções de contato e aéreas;

- Animais no ambiente doméstico.

 

O futuro do controle de infecção domiciliar: Mais estudos precisam ser realizados para prevenir infecções e analisar as práticas atuais, a fim de apoiar uma abordagem baseada em evidências científicas para o controle e monitoramento de infecções domiciliares.

 

Referências:

APIC – HICPAC Surveillance Definitions for Home Health Care and Home Hospice Infections – 2008

Center for Disease Control and Prevention (CDC)

Food and Drug Administration (FDA)

Institute for Healthcare Improvement (IHI)

MANUAL DE LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS APECIH – 2010

MANUAL DE HIGIENE DAS MÃOS – ANVISA 2008

MANUAL DE INVESTIGAÇÃO E CONTROLE DE BACTÉRIAS MULTI RESISTENTES – ANVISA

2007

National Nosocomial Infection Surveillance (NNIS)

PORTARIA Nº 2616 GM/MS DE 1998 INFECÇÃO HOSPITALAR

Recommendations of CDC and the Healthcare Infection Control Practices Advisory

Committee. MMWR Recomm Rep

RDC Nº 11 DE 2006 SERVIÇOS DE ATENÇÃO DOMICILIAR

SHEA/APIC Guideline:Infection prevention and control in the long-term care facility

Por Enf. MS Seméia Corral

Consultora e Avaliadora para Acreditação Consórcio Brasileiro de Acreditação – CBA/JCI

Docente do curso de Pós Graduação da Fundação de Cardiologia – ICFUC RS

Doutoranda em Medicina e Ciências da Saúde- PUC RS




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