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Artigo do Mês Janeiro 2016

Cuidados Clínicos dos Pacientes: quais cuidados básicos são necessários?
Por Rima Farah*

A melhoria do cuidado prestado aos pacientes apresenta-se como um grande desafio para as instituições de saúde. Os meios de comunicação tem noticiado a situação alarmante da prestação de cuidados clínicos aos pacientes, a despeito de políticas públicas voltadas à implementação de programas de qualidade e segurança em saúde, como o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), lançado em 01 de abril de 2013, e a RDC 36, de 25 de julho de 2013, que institui a criação do Núcleo de Segurança do paciente (NSP) ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa. A qualidade dos serviços deve buscar satisfazer as necessidades de assistência à saúde da população que recebe estes serviços, entendendo que a qualidade não depende de um único fator, mas considera outros componentes, atributos ou dimensões. aplicável aos serviços de saúde

Para as instituições que se encontram em estágios incipientes de discussão ou adoção de conceitos e princípios relacionados com segurança e qualidade, a implantação de ações estruturadas e sistematizadas torna-se ainda mais difícil. Estas instituições devem priorizar esforços de melhoria em cinco áreas que tem impacto direto sobre segurança e qualidade na prestação de cuidados clínicos aos pacientes. A primeira refere-se ao processo de liderança e de prestação de contas, que visa assegurar a identificação das responsabilidades e comprometimento da liderança, a inclusão dos requisitos de qualidade exigidos nos contratos clínicos e de gestão, além do compromisso com os direitos de pacientes e familiares, entre outros. A segunda área considera a competência e capacidade da força de trabalho, buscando oferecer profissionais orientados para as suas funções, com treinamento em técnicas de ressuscitação e prevenção e controle de infecção, e ainda, garantir a eficiência da comunicação entre aqueles profissionais que prestam cuidados aos pacientes, além de outros critérios. O ambiente é a terceira área na qual devem ser priorizados esforços para oferecer segurança aos profissionais e pacientes, através do controle de materiais perigosos, programas de segurança contra incêndio, e descarte apropriado de resíduos de serviços de saúde, minimamente. Os fundamentos para assegurar que os cuidados clínicos aos pacientes sejam seguros e de qualidade incluem esforços para a implantação do uso de protocolos para o planejamento e execução dos cuidados, uso seguro de medicamentos e educação das pessoas para participação em seu próprio cuidado, para começar. Já a quinta área para implantação de um processo de melhoria da segurança e da qualidade dos cuidados clínicos foca na gestão de riscos, envolvendo sistemas de notificação de eventos adversos, monitoramento de satisfação de pacientes e profissionais e o monitoramento de resultados clínicos.

A adoção de um instrumento de apoio e análise, de caráter institucional, abrangendo estas áreas-foco, consideradas como fundamentais, pode fornecer subsídios para iniciar esta jornada rumo à melhoria da segurança e da qualidade na prestação dos cuidados clínicos aos pacientes.

* Rima Farah é enfermeira e assessora de projetos do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

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