| 13/12/2006 |
Superintendente do CBA recebe Premio Hospital Best 2006 |
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SUPERINTENDENTE DO CBA RECEBE PRÊMIO HOSPITAL BEST 2006
A médica e superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), único representante brasileiro da Joint Commission International (JCI), Maria Manuela dos Santos, recebeu no dia 13 de dezembro, em São Paulo, o Prêmio Hospital Best 2006, na categoria de Consultora, dado pela Associação Brasileira de Marketing em Saúde (ABMS). A quarta edição do prêmio teve como enfoque a inserção do Brasil no mercado internacional de saúde, visando promover a excelência no âmbito do mercado hospitalar brasileiro.
A escolha dos vencedores da premiação foi feita por votação pelos próprios profissionais do setor de saúde e pela comissão outorgante da ABMS. “O título de Consultor do Ano, atribuído a Dra. Maria Manuela resultou de escolha desta comissão, que considera de excepcional importância o trabalho por ela realizado em duas frentes: na elevação da qualidade do atendimento hospitalar brasileiro e na preparação dos hospitais e outros estabelecimentos de saúde para a futura inserção do setor de saúde brasileiro no mercado internacional do turismo médico e do medical outsourcing", comenta o presidente da ABMS, Celso Skrabe.
Para Maria Manuela, o prêmio foi encarado como um estímulo a que novas parcerias sejam feitas com instituições que possam divulgar a importância da qualidade e do processo de acreditação. “Esse prêmio não é meu, mas é de todos os que trabalham nesta área. É também das instituições que acreditaram neste método e que estão hoje acreditadas e recertificadas e que mudaram a sua filosofia de trabalho e a sua postura perante a sociedade. Instituições que passaram a ser responsáveis pelo seu compromisso social, ajudando o país a ter melhores padrões de ética e de atendimento ao necessitados”, defende.
O Presidente da ABMS avalia que a saúde brasileira tem evoluído muito e vem adotando novos métodos e novas práticas de gestão, mas os estabelecimentos de saúde, como média, estão ainda muito aquem de outros setores da economia. “Falta planejamento estratégico às instituições da área. Essa é uma séria deficiência em um setor mergulhado em rápidas transformações tecnológicas em seu portfólio de produtos”, explica. Skrabe reafirma que uma importante contribuição da acreditação para mudar esse quadro, vem do salutar efeito didático que suas metodologias produzem nas equipes internas dos estabelecimentos que buscam a acreditação. “A mentalidade voltada para a qualidade dos serviços médicos passa então a ser um efeito que resultará da evidência de que são as boas práticas que conduzem aos bons resultados”.
Balanço de 2006 - Para o presidente da ABMS, em 2006 o setor de saúde foi marcado por dificuldades crônicas, como custos crescentes, receitas insuficientes, entre outras, que levam às instituições a pensar mais em qualidade. “Felizmente, muitas instituições vêm descobrindo que nada reduz custos mais rapidamente do que a eficiência: fazer as coisas da forma certa, aliada à eficácia. E é isto que, em última análise, define a qualidade em saúde. O fato de que alcançar qualidade também resulta em prestígio e em competitividade costuma vir mais como uma grata surpresa para muitos dos dirigentes hospitalares brasileiros do que como um quadro previsível”, afirma Celso Skrabe, que é administrador de empresas e há 35 anos atua no setor hospitalar.
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| Dr.a. Maria Manuela - Superintendente do CBA |
| 29/11/2006 |
INCA investe em acreditacao internacional |
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Inca investe em acreditação internacional
Com cerca de 6.300 profissionais, o Instituto Nacional do Câncer iniciou, em dezembro de 2003, o processo de acreditação internacional para todas as suas unidades hospitalares, através do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Desde então, foram traçadas novas políticas institucionais, com vistas a orientar a Diretoria na gestão, tomada de decisão e elaboração de seus planos institucionais. Para a chefe da Assessoria de Gestão da Qualidade, Liliana Rodrigues, a implantação de uma metodologia de melhoria e avaliação constantes dos processos teve impactos significativos, já explicitados em pesquisas de satisfação do cliente e reuniões gerenciais internas. “A conscientização sobre a importância de processos seguros e avaliações de riscos para minimizar possíveis eventos adversos, foi o principal avanço que conquistamos na garantia da segurança do paciente, a partir da busca pela acreditação”, garante.
A opção pelo modelo internacional de acreditação da Joint Commission, representado com exclusividade no Brasil pelo CBA, não foi por acaso. O Inca, que já uma referência no tratamento do câncer no Brasil, pretende igualar-se ao mesmo nível de atenção e conhecimento dos melhores hospitais do mundo. “Além disso, a metodologia com linguagem de melhoria contínua se afina com a nossa instituição”, complementa Liliana.
Cerca de duzentos funcionários estão envolvidos diretamente com a implementação das normas e dos procedimentos de qualidade determinado pelo manual internacional. Para mantê-los motivados e participantes, são realizadas reuniões de integração e troca de experiências com outras instituições acreditadas. Segundo Liliana, a exemplo dos hospitais particulares, os setores que viveram as maiores mudanças foram os de profissionais médicos, “pela dificuldade de envolvimento e compreensão do processo de acreditação”. A primeira avaliação do Inca será feita em 2007 e a gestora de qualidade espera que a excelente imagem da instituição se confirme entre profissionais, parceiros e clientes, após a conquista da acreditação internacional.
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| 29/11/2006 |
Hospital Santa Catarina rumo a acreditacao internacional |
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HOSPITAL SANTA CATARINA RUMO À ACREDITAÇÃO INTERNACIONAL
Promover o contínuo aprimoramento de assistência hospitalar visando proporcionar atendimento de excelência técnica e humana, através de estrutura auto-sustentável é a missão do Hospital Santa Catarina (HSC). Localizado em Blumenau-SC, a instituição acaba de dar um importante passo nesse sentido: a busca pela acreditação internacional. A parceria com o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), único representante no Brasil da Joint Commission International (JCI), vem ratificar o que o HSC prioriza desde sua fundação, em 1920.
Com 150 leitos, três Unidades de Tratamento Intensivo, Centro de Diagnóstico por Imagem, Unidade Psiquiátrica, 500 cirurgias/mês, 3.800 atendimentos/mês e profissionais em mais de 50 especialidades, o HSC espera conquistar a acreditação internacional até o fim de 2008, o que segundo seu superintendente, Franklin Lindolf Bloedorn, irá transformar o hospital em um dos centros de referência qualitativa de assistência médica e hospitalar no Sul do País.
Para chegar a esse ideal, o HSC vem desenvolvendo, ao longo dos anos, ações voltadas para esse comprometimento. Além de ser um dos pioneiros na região a implantar a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, com infectologista, o hospital tem investido no aperfeiçoamento constante, em especial, no desenvolvimento tecnológico e na humanização.
“Frente às áreas de qualidade de uma forma geral e de assistência ao paciente, o HSC vem trabalhando há mais de quatro anos na busca gradual da excelência, através do modelo da JCI, o que tem trazido um grande avanço na segurança da assistência prestada à clientela da região do Vale do Itajaí”, revela o superintendente.
Na opinião de Franklin Bloedorn, a atenção ao paciente sempre foi o norte do HSC. “O trabalho desenvolvido formalmente pelo CBA vem nos auxiliar a referendar o que antes era feito internamente. A preocupação primeira em dar segurança ao paciente foi a questão primordial para tomarmos a decisão em busca da acreditação internacional.” Franklin acredita ainda que a expertise dos profissionais do CBA venha acelerar a identificação de problemas e desenvolver setores que não estejam em consonância com as demais áreas.
O superintendente espera que a conquista da acreditação internacional venha diferenciar ainda mais o HSC no mercado de saúde. “Há 14 anos iniciamos em cirurgia cardíaca, utilizando o modelo europeu de mensuração de risco, obtendo resultados similares à média européia, o que nos tornou referência nesse segmento. Somos reconhecidos também nas cirurgias cardíaca pediátrica, vascular de grande porte e geral. Nossa expectativa é que a acreditação do CBA/JCI venha avalizar nosso comprometimento com a qualidade dos serviços.”
Para Franklin Bloedorn, o HSC novamente prova estar à frente da concorrência. “Somos pioneiros em Santa Catarina e o segundo hospital do Sul do País a iniciar formalmente essa caminhada na busca pela acreditação internacional. A parceria com o CBA/JCI trará benefícios não só ao HSC, mas a toda a comunidade. Contaremos com a garantia de prestar um serviço de qualidade aos clientes.”
O Hospital Santa Catarina fica na Rua Amazonas, 301, Blumenau – SC. Telefone: (47) 3036-6002, www.hsc.com.br.
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| Dr. Franklin Lindolf Bloedorn- Superintendente |
| 27/11/2006 |
INCA - Dia Nacional de Combate ao Cancer |
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CÂNCER NO BRASIL
Doença é a segunda causa de morte no país, que busca prevenção contra o óbito
Criado em 1988 pelo Ministério da Saúde para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença, o Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado no dia 27 de novembro, foi marcado pelo lançamento da publicação Situação do Câncer no Brasil, uma análise comentada da causalidade, da ocorrência e das ações de controle do câncer em nosso país. Segundo o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Luiz Antonio Santini, “o desafio principal para enfrentar o câncer é passar a informação adequada para que as pessoas possam se prevenir ou detectar a doença o quanto antes. É mais econômico investir na prevenção do que gastar com o tratamento”, alertou. O câncer é a segunda doença que mais mata no Brasil. O país registra cerca de 140 mil óbitos por ano.
Anualmente, quase 500 mil casos novos da doença são registrados, o que implicou em aumento de 103% nos gastos federais com radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncológica, nos últimos seis anos. Para reverter esse quadro, o ideal é que o câncer seja detectado pelo profissional do Sistema Único de Saúde o quanto antes. “Os profissionais da rede de saúde pública devem ser mais bem treinados e ter acesso a exames complementares de boa qualidade para garantir diagnóstico correto e precoce da doença”, complementou Luiz Antonio Santini. Segundo ele, o grande desafio colocado para o controle do câncer no Brasil está no campo da mobilização social. “É preciso garantir a articulação de políticas de saúde com políticas de educação, rompendo preconceitos e quebrando o paradigma de que o câncer é sinônimo de morte”, afirma.
Atendimento integrado
O oncologista do INCA, Daniel Hechenhorn, destaca a importância do trabalho integrado de toda a equipe para se obter melhor resultado no tratamento. “É fundamental a integração do cirurgião com o oncologista e destes com os profissionais responsáveis pela radioterapia, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Essa multidisciplinaridade é uma tendência moderna de tratamento do câncer, com benefícios comprovados”, assegura. Esse atendimento integralizado e individualizado por paciente é um modelo adotado pelo INCA com base nas normas preconizadas pelo processo de acreditação internacional, iniciada em dezembro de 2003.
Outras melhorias promovidas no hospital diretamente relacionadas ao processo de acreditação são: cuidado humanizado; agilidade e resolutividade; maior nível de informação ao paciente sobre seu cuidado e registro no prontuário mais detalhado. “Várias ações de profissionais não-médicos não eram registradas no prontuário. Agora todas o são, inclusive ações educativas para paciente e parentes”, explica Liliana Rodrigues do Amaral, chefe da Assessoria de Gestão da Qualidade do INCA. Ela destaca que há um grande esforço para que os direitos dos pacientes sejam atendidos, como, por exemplo, a implantação do consentimento informado. Outros avanços são as oficinas ministradas para médicos, que os para comunicar da forma mais adequada possível as más notícias ao paciente. Segundo Liliana, o paciente já consegue perceber mudanças em termos de qualidade no atendimento. “O retorno tem sido explicitado nas pesquisas de satisfação do cliente e nas reuniões dos Conselhos de Gestão Participativa”, afirma. A partir do processo de acreditação internacional, o INCA avançou na garantia da segurança do paciente, através da conscientização de se desenvolver processos seguros e a avaliação de riscos para minimizar possíveis eventos adversos.
A instituição optou pela metodologia internacional de acreditação da JCI/CBA por considerá-la uma instituição de excelência na prestação de serviços e com projeção internacional.
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| 05/10/2006 |
Hospital Sao Vicente de Paulo - Comunicação como trunfo no processo de acreditação internacional |
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Hospital São Vicente de Paulo
Comunicação como trunfo no processo de acreditação internacional
A palavra que melhor define o ambiente corporativo do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro, é COMUNICAÇÃO. Ao aplicar todas as possibilidades do uso do vocábulo, a instituição consegue motivar seus colaboradores e profissionais do corpo clínico a buscarem o certificado de acreditação internacional, conferido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), em parceria com a Joint Commission Internacional (JCI). “A comunicação correta dos processos é a base do nosso projeto. Hoje, quando os novos profissionais passam pelo treinamento inicial, já recebem informações sobre a qualidade e o projeto de acreditação internacional”, diz Anália Jabur Salomão, diretora-superintendente do Hospital São Vicente de Paulo.
Para garantir o entendimento de todo o processo, a instituição desenvolveu um plano de comunicação minucioso. Palestras, cartazes, jornais-mural e intranet são usados como meios de divulgação do projeto. Até o papel usado para forrar as bandejas dos refeitórios servem como veículo de comunicação. Segundo a superintendente, a busca pela certificação internacional facilitou o entrosamento entre as diversas áreas: “Toda a equipe multiprofissional está integrada”. Um grupo facilitador - formado por médicos, profissionais de enfermagem, profissionais das áreas técnicas e administrativas – também atua no processo de comunicação oral e é responsável pela transmissão do conhecimento para toda força de trabalho.
Reforço na qualidade
A opção pelo credenciamento internacional no hospital é recente – desde fevereiro desse ano - mas a preocupação com a qualidade sempre foi uma constante. “O certificado da JCI prioriza o paciente e sua segurança. Outro fator determinante para nossa escolha foi a metodologia empregada, que avalia a instituição como um todo e de forma sistêmica”, analisa Anália Jabur. Para se adaptar ao processo, o hospital adequou algumas de suas principais rotinas às exigências do manual internacional de acreditação.
Além do paciente, visitantes, familiares e colaboradores já começam a sentir os resultados dessa mudança. A instituição está tomando medidas conforme a função de gerenciamento do ambiente hospitalar e segurança (GAS) para garantir o ambiente seguro. A qualidade buscada pelo processo também pode ser conferida no bom atendimento, que serve como diferencial: “As mudanças e ações tomadas a partir do processo, com certeza, irão validar e sedimentar a qualidade já percebida pelo cliente”, diz a diretora.
O processo de acreditação internacional reforça a visão da instituição, que é de ser reconhecida como referência na assistência médico-hospitalar, pela humanização e pela excelência nos serviços. “A partir do momento em que a instituição receber o certificado fará tudo para manter e melhorar os serviços e processos, envolvendo e motivando as pessoas. Nossa postura sempre inovadora, buscando novas tecnologias, novas formas de gestão, não esquecendo jamais que o principal foco de nosso trabalho é a segurança do paciente”, avalia a superintendente.
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| 04/10/2006 |
Hospital Moinhos de Vento - Consentimento informado: um direito do paciente, um dever do médico |
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Consentimento informado: um direito do paciente, um dever do médico
Um tema bastante discutido na atualidade é a importância do consentimento informado na relação entre médico e paciente. O termo se baseia na crença da informação, em que o profissional de saúde tem o dever de informar em linguagem simples, ao paciente ou a seu responsável todos os aspectos que envolvem sua doença. Sendo assim, cabe a ele decidir ou não as opções do tratamento. Na entrevista abaixo, a médica Sandra Seabra – supervisora do setor Materno-Infantil do Hospital Moinhos de Vento (RS) – esclarece sobre o uso do consentimento informado e diz que ao implantá-lo, durante o processo de acreditação internacional, as instituições de saúde garantem a qualidade e segurança dos pacientes. Confira.
CBA: O consentimento informado enquadra-se nos direitos dos pacientes?
Dra. Sandra: O consentimento informado é um dos direitos do paciente. Sabe-se que o paciente tem direito a consentir ou recusar procedimentos, investigações ou condutas terapêuticas a serem nele realizados. Ele deve consentir de forma livre, voluntária, esclarecida e com adequada informação. Para expressão do seu consentimento, é utilizado o "Termo de Ciência e Consentimento Informado". O paciente também tem o direito de revogar o consentimento anterior, a qualquer instante, por decisão livre, consciente e esclarecida, sem que lhe sejam imputadas sanções morais ou legais.
CBA: Em que é baseado o consentimento informado?
Dra. Sandra: O consentimento informado é constituído de explanação da doença e do procedimento pelo profissional (incluindo riscos do procedimento, os riscos de não fazê-lo e alternativas de tratamento), esclarecimento de dúvidas, certeza do entendimento pelo paciente e, finalmente, a formalização através de assinatura do documento pelo profissional e pelo paciente ou seu responsável. O Hospital Moinhos de Vento disponibiliza modelos para consentimento Informado. Caso o profissional opte por outro modelo, recomenda-se que seja utilizado documento com informações sobre o diagnóstico, procedimento, opções terapêuticas, riscos, esclarecimento de dúvidas, assegurando assim que todas as fases do processo foram efetivamente realizadas.
CBA: Os pacientes estão cientes de seus direitos?
Dra. Sandra: Os pacientes, ao serem admitidos no Hospital Moinhos de Vento (para atendimento hospitalar ou ambulatorial), são informados dos seus direitos, reforçados através de uma cartilha intitulada “Direitos e Responsabilidades do Paciente”. Um resumo das informações permanece afixado em áreas de circulação, como corredores, salas de espera e elevadores. Todos os colaboradores da instituição recebem treinamento específico e têm estes direitos demonstrados na rotina de suas atividades.
Os pacientes estão cientes dos seus direitos e os exercem dentro da instituição. Quando questionados nas avaliações, demonstram o conhecimento dos mesmos.
CBA– Qual a importância dos manuais de acreditação do CBA/JCI para os gestores hospitalares ou somente para os profissionais de saúde?
Dra. Sandra: Certamente o Manual de Acreditação JCI/CBA é um valioso instrumento para melhoria na assistência e na gestão das instituições. Tendo como foco o paciente, o Manual aborda questões fundamentais no dia-a-dia das organizações de saúde, incluindo o gerenciamento de processos críticos e acompanhamento de indicadores. O Hospital Moinhos de Vento considerou o consentimento informado como um dos fatores críticos para a acreditação e o seu acompanhamento através de indicadores, se constitui numa importante ferramenta. Estes indicadores são gerados mensalmente através de Auditoria de Prontuários, realizada em 80% das altas da instituição.
CBA -Há quanto tempo o Hospital Moinhos de Vento disponibiliza a seus pacientes o termo de consentimento informado? Esse termo já era usado antes ou foi o processo de acreditação internacional que o implementou na instituição?
Dra. Sandra: Antes do início do processo de acreditação internacional, documentos de consentimento informado eram usados esporadicamente por alguns médicos do corpo clínico. Esses termos foram criados pelos próprios médicos, porém, sem ter sido instituída uma regra pela Instituição. O processo de explanação da doença, do procedimento, riscos, alternativas diagnósticas eram feito pelos médicos, sem entretanto, formalizar em um documento.
Com a adoção do processo de acreditação pela JCI/CBA, foi criado no Hospital Moinhos de Vento um grupo multidisciplinar, coordenado por mim, intitulado Direitos dos Pacientes e Familiares (DPF). Estão representados nesse grupo, profissionais da área médica, enfermagem, de treinamento, administrativo e consultor jurídico. Através de reuniões semanais, o grupo estuda profundamente e discute temas pertinentes ao processo de acreditação internacional, estando o consentimento informado aí incluído. Também realiza discussões mais amplas, envolvendo corpo clínico e profissionais da área jurídica, através de eventos específicos para isso.
A partir de 2001, foram elaborados progressivamente modelos de consentimento informado. Além dele, foram criados junto às especialidades, modelos específicos para determinados procedimentos. Estes modelos estão disponíveis para profissionais através do site www.moinhos.net, assim como as indicações do uso do consentimento informado e explicações gerais.
Também foi criado um e-mail através do qual se esclarece dúvidas e se discute o assunto,consentimentoinformado@hmv.org.br. Através deste endereço, temos recebido mensagens de médicos de todo o país .
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| Maurício Vidal - Gerente do Departamento de Operações de Internet - BNDES |
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