CURSO DE GERENCIAMENTO DE SISTEMAS EM FÁRMACOS EM SÃO PAULO
Gerenciar o sistema e os processos que a instituição hospitalar utiliza para fornecer fármacos aos pacientes. Esse é o objetivo do curso Gerenciamento de Sistemas em Fármacos Baseados no Processo de Acreditação Internacional, que acontece nos dias 14 e 15 de julho, em São Paulo. Promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) em parceria com o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, o curso terá um diferencial: o conteúdo teórico será reforçado por simulação prática no Centro de Simulação Realística Albert Einstein.
“A simulação realística é uma metodologia de treinamento inovadora, apoiada por tecnologias de alta complexidade e que por meio de cenários replica experiências da vida real e favorece um ambiente participativo e de interatividade”, afirma Rosângela Boigues, Coordenadora de Ensino do CBA.
Voltado para profissionais da aérea de saúde (farmacêuticos, enfermeiros e gestores assistenciais), o curso será ministrado por instrutores das duas instituições. No programa teórico serão vistos, organização e gerenciamento, seleção, aquisição e armazenagem de medicamentos, prescrição e transcrição e, dispensação, administração e monitoramento. No Centro de Simulação Realística, a prática monitorada será voltada para o treino de habilidades práticas e revisão de conceitos. Entre eles, o preparo e administração de medicamento, a segurança na prescrição e práticas seguras, além de administração de medicamentos, comunicação de erro, gerenciamento de risco e processo de segurança, temas que serão discutidos através de cenários baseados em situações reais, seguidos de sessão de de briefing.
Os interessados em participar do cursoGerenciamento de Sistemas em Fármacos Baseados no Processo de Acreditação Internacional devem preencher a ficha de inscrição diretamente no site www.cbacred.org.br. Outras informações pelos telefones (21)3299.8241 ou 32998202 ou 3299.8243 ou ainda através do e-mail rosangelaboigues@cbacred.org.br. O curso acontecerá no Instituto de Estudos e Pesquisas do Hospital Albert Einstein, que fica na Av. Albert Einstein, 627, Morumbi, em São Paulo.
Cerca de 200 mil turistas chegaram ao país para tratar da saúde nos últimos anos, segundo o Ministério do Turismo
Cerca de 200 mil turistas chegaram ao país para tratar da saúde nos últimos anos, segundo o Ministério do Turismo
O lazer é um dos principais motivos da visita de estrangeiros ao Brasil. Mas desde 2004, uma nova área vem atraindo turistas de outros países: O turismo de saúde, responsável pela vinda de mais de 200 mil turistas estrangeiros ao país. Os tratamentos de saúde motivam também 42 milhões de viagens domésticas anuais no Brasil.
De olho no mercado da saúde de alta complexidade, hospitais como o Real Português, em Pernambuco, do Coração e Sírio-Libanês, ambos em São Paulo, estão criando setores exclusivos, com serviços específicos para atender esse público. Um dos centros que recebem os pacientes estrangeiros no Brasil está o Hospital Sírio-Libanês. O hospital implantou um programa de internacionalização e criou a área de Relações Internacionais com funcionários bilíngues que prestam assistência integral ao paciente, desde seu país de origem até a sua volta para casa. “Realizamos toda a coordenação de admissões, orçamentos e estimativas de procedimentos médicos-hospitalares, internações e processos de alta, sempre auxiliando na comunicação e tradução entre paciente, acompanhante e hospital”, revela Gilberto Gall etta, Gerente de Relações Internacionais da instituição, acrescentando que o serviço também ajuda na organização de viagens, agendamento de traslado de ida e volta ao aeroporto e orientação nos contatos para hospedagem em hotéis com tarifas especiais. “Caso algum acompanhante solicite, indicamos passeios turísticos e opções de lazer”, complementa Galletta.
A demanda vem aumentando a cada ano e já está mobilizando o setor. Tanto que o governo pernambucano lançou o projeto Turismo de Saúde durante o World Medical Tourism & Global Health Congress, realizado em outubro do ano passado, em Los Angeles. O objetivo é tornar o Estado, que hoje emprega 34,7 mil pessoas de forma direta no chamado Pólo Médico do Recife, um dos destinos desse público (a última edição da Pesquisa de Turismo Receptivo do Recife apontou que a saúde foi responsável por 9% das visitas ao Estado).
Para se diferenciarem e conquistarem essa fatia do mercado, hospitais e clínicas estão em busca da acreditação internacional, certificação de qualidade obtida por instituições de saúde do país e do mundo que se preocupam com a melhoria contínua da qualidade e segurança na prestação do serviço de saúde, tanto para pacientes quanto para os profissionais da saúde. “O selo da Joint Commission International (JCI) garante o alto padrão de qualidade do atendimento internacionalmente, fazendo do Hospital do Coração (HCor) um dos destinos mais seguros para tratamentos médico-hospitalares”, afirma Fernanda Grema, Gerente Comercial, setor responsável pela captação desse público no HCor. A Superintendente Comercial e de Marketing do Hospital Sírio-Libanês, Deise de Almeida, reforça a importância da certificação para o hospital: “Em 2006 fizemos um grande investimento pela acreditação internacional da JCI, a mais importante entidade mundial para acreditação de padrões assistenciais de qualidade de serviços de saúde e de grande relevância para o cliente internacional ao escolher um hospital fora de seu país de origem.”
Alinhada com a proposta da Secretaria de Turismo de Pernambuco, a direção do Real Hospital Português (RHP) vê a busca da acreditação internacional como uma estratégia de marketing para conquistar o público estrangeiro. “Dar início ao processo de acreditação internacional representa uma busca constante pela excelência dos nossos serviços. O selo da JCI irá reforçar a credibilidade do hospital no mercado internacional”, confirma Luiza Santos, responsável pela implantação do setor de Relações Internacionais do Real Hospital Português.
A força da acreditação internacional da JCI, presente em mais de 40 países e em 300 instituições de saúde no mundo, também está em franca expansão no Brasil, que atualmente conta com 21 instituições de saúde acreditadas e cerca de 60 em processo de acreditação. “Ter padrões internacionais de qualidade virou objetivo e o diferencial para muitas instituições de saúde”, diz Maria Manuela dos Santos, ex-secretária estadual de saúde do Rio de Janeiro, atual superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusiva da JCI no Brasil. Segundo a superintendente do CBA, - que estará presente no primeiro Medical Travel Meeting Brazil que acontece em agosto, em São Paulo -, no último ano, o número de instituições brasileiras com acreditação internacional au mentou em 100%.
Qualidade e custo são os principais atrativos
Qualidade dos serviços médicos, presteza no atendimento, tratamento especializado e redução de custos e, em alguns casos, aliados à oportunidade de conhecer um novo destino, são os principais atrativos apontados pelos estrangeiros para procurarem as instituições de saúde brasileiras.
Sabedores desses motivos, alguns hospitais tem investido nesse nicho de mercado. “Em 2007, iniciamos um grande projeto, que exigiu 1,6 milhões de reais, para capacitar nossos colaboradores na fluência da língua inglesa, na sinalização bilíngue e na criação de uma estrutura física diferenciada para atender à demanda internacional. Além disso, fomos o primeiro hospital do Brasil a adquirir o Robô Da Vinci, sendo o único do país habilitado a oferecer treinamentos aos médicos para procedimentos cirúrgicos que são realizados com o robô”, diz Deise de Almeida, Superintendente Comercial e de Marketing do Sírio-Libanês. O investimento já reflete os resultados: “Antes de janeiro de 2007, a receita proveniente de clientes internacionais era de 0.5% da receita total anual. No ano passado, estes cl ientes contribuíram com mais de 2% de nossa receita. Se formos traçar um comparativo de 2008 para 2009, o volume de pacientes estrangeiros aumentou 30% em média”, complementa. No Hospital do Coração esse aumento foi de 40%, segundo Fernanda Crema. A Gerente Comercial adianta que a meta para 2010 é crescer 50% no volume de atendimentos de pacientes advindos de fora do país.
Fora do eixo Rio-São Paulo, Luiza Santos, coordenadora do setor de Relações Internacionais do Real Hospital Português, aposta da força de Pernambuco e nos custos praticados no mercado para atrair o turista estrangeiro. “Pernambuco está se tornando não só destino de férias, mas também de saúde por turistas do mundo todo”, acrescentando que vê a qualidade e o custo dos procedimentos como fatores determinantes para o crescimento desse mercado. “Cirurgias cardíacas cujo preço médio é de 150 mil dólares nos Estados Unidos, podem ser realizadas aqui por menos de 50% deste valor e com um alto nível médico e hospitalar”, compara.
Angolanos, canadenses e americanos, os primeiros da lista
A procura por tratamentos de alta complexidade como, os oncológicos, cardíacos, ortopédicos, de obesidade e reprodução assistida vem crescendo a cada ano no Brasil. Indicadores internacionais mostram que a carência de tecnologias avançadas e de tratamentos específicos em países da América do Sul e África são as causas dessa imigração ao Brasil.
A fila de espera para acesso a tratamentos de saúde é a principal causa da vinda de canadenses ao Brasil. Já nos EUA, a motivação é o alto número de americanos que não possui planos de saúde e de pequenos empregadores que não dispõem de seguro-saúde pessoal. “Tratamentos no exterior reduzem de 40 a 60% o custo de grandes cirurgias ou tratamentos clínicos, se comparados aos países de primeiro mundo”, confirma Deise de Almeida. “Além disso, progressivamente está havendo maior consciência dos estrangeiros de que a medicina no Brasil é de alta qualidade, tanto do ponto de vista médico como pela qualidade e segurança dos processos de atendimento”, acrescenta a representante do Hospital Sírio-Libanês
Para conquistar o mercado internacional – principalmente, Angola e Estados Unidos, países que mais ‘exportam’ turistas para os hospitais e clínicas brasileiros – cada instituição tem sua estratégia de abordagem. “A Comunicação do Hospital do Coração foca na promoção da saúde. Publicamos anúncios em todas as revistas de bordo e em informativos de saúde. Estamos certos de que o reconhecimento do hospital e de seu corpo clínico vem também de nossa contribuição científica em nível mundial, incluindo publicações de trabalhos, pesquisas e apresentações em congressos internacionais”, afirma Fernanda Crema. Já no Real Hospital Português de Pernambuco, segundo Luiza Santos, as ações estão voltadas para a organização do setor. “Estamos preparando junto com nossa agência de publicidade um material promocional exclusivo para este público. Em breve, novas parcerias serão feitas com outras empresas ligadas ao Turismo de Pernambuco”, adianta.
Entrevista: Silvana Vivacqua - Na luta contra as úlceras por pressão
Entrevista: Silvana Vivacqua - Na luta contra as úlceras por pressão
Estudos de 2009 apontam que cerca de 60 mil pessoas morrem por ano devido à úlcera por pressão (UPP), lesão localizada na pele, tecido ou estrutura subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão isolada ou de pressão combinada com fricção e/ou cisalhamento.
Para reverter essa estatística e ir ao encontro da meta definida pelo Institute for Health Care Improvement (WHO/OMS), que é a de proteger seus pacientes de 5 milhões de lesões causadas pela atividade médico hospitalar (iatrogenias) nos próximos dois anos, a Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE) criou a campanha Úlceras por Pressão – uma questão de saúde global. O objetivo é proporcionar melhores cuidados ao ser humano com feridas e precisando de estética reparadora. Para sabermos mais s obre o assunto, a campanha e a parceria com o CBA, entrevistamos a enfermeira e membro da SoBENFeE, Silvana Vivacqua.
CBA – Quais as causas das úlceras por pressão?
Silvana Vivacqua - A ocorrência das UPP tem aumentado com o envelhecimento da população, estando associada às doenças crônico-degenerativas, consideradas um dos fatores predisponentes. Vale ressaltar que as UPPs podem levar a óbito por septicemia, quando o paciente tem associado a elas, doenças graves ou terminais. É importante que as instituições e os profissionais da área da saúde estejam atentos a possibilidades de sanções legais. Devido ao envolvimento direto no cuidado prestado ao paciente, o profissional de enfermagem é o mais suscetível a esses processos.
Dados da National Pressure Ulcer Advisory Panel mostram que a prevalência de úlceras por pressão se dão em pacientes crônicos (15 a 35%), pacientes sob cuidados domiciliares (7 a 12%) e hospitais gerais (3 a 15%). Diante disso e a partir do crescimento da população idosa, a prevalência tende a aumentar e concomitante o agravamento, quando associado a outras patologias como diabetes, hipertensão aumentam a possibilidade da morbidade.
CBA – Quais os fatores de risco das UPPs?
S.V. – Alguns fatores contribuem para formação da UPP, tais como: o aumento da pressão na proeminência óssea; a diminuição da mobilidade do paciente; a percepção sensorial, o excesso de umidade; a fricção, que é a força de duas superfícies deslizando uma sobre a outra que pode resultar em abrasão ou queimaduras, podendo formar bolhas; o fato de pacientes que são incapazes se reposicionarem sem ajuda; e o cisalhamento, que é a ação da gravidade e fricção e o paciente é mantido em posição sentada no leito e o dorso escorrega para baixo, porém a pele sobre a região sacral permanece estática devido a fricção ao leito, o que causa obliteração dos vasos e isquemia.
Na prática profissional em internação domiciliar tem sido possível observar que muitos idosos apresentam UPP. Em alguns deles, as UPPs são profundas, chegando a atingir músculos, ossos, cavidades e articulações, sendo a causa da sua hospitalização, para o tratamento das complicações. O tratamento, nestes casos, envolve, entre outros, antibioticoterapia venosa, extensos desbridamentos e enxertos ou rotações de retalhos. Vale mencionar que vários desses idosos, anteriormente à sua admissão em internação domiciliar, já se encontravam sob os cuidados de pessoas sem formação profissional em enfermagem, os cuidadores. Esses sujeitos são, primordialmente, familiares, em sua maioria, mulheres. Porém, muitas vezes essa responsabilidade fica delegada a pessoas contratadas pela família, ou voluntários, denominados cuidadores.
CBA – Como tratar as UPP?
S.V. – Primeiramente é preciso avaliar as úlceras de pressão em termos de localização, grau, tamanho, leito da ferida, exsudado, dores e estado da pele circundante. Ter os devidos cuidados para identificar deslocação de planos de tecidos e formação de fístulas. Reavaliar as úlceras de pressão se possível diariamente, ou pelo menos semanalmente. Se as condições do doente ou da ferida se deteriorarem, reavaliar o plano de tratamento assim que se observarem os sinais de deterioração. Deve-se também efetuar a história clínica e uma observação completa, uma vez que a úlcera de pressão deve ser avaliada no contexto físico e psicossocial global do doente. Deste modo será possível satisfazer as necessidades identificadas.
CBA - Qual a relação do objetivo da acreditação, que é o dar maior segurança e diminuir o índice de infecção, com as manifestações das UPPs?
S.V. - Considerando os padrões referentes a avaliação inicial do paciente nas primeiras 24 horas, planejamento do cuidado, avaliação da dor, monitoramento através de indicadores e eventos adversos, evidenciar envolvimento multiprofissional, educação dos profissionais, pacientes, familiares, controle de infecções e envolvimento das lideranças percebe-se notoriamente a aderência a campanha e a relação com os padrões e propósitos do processo de acreditação. Além disso, também promove a manutenção da qualidade do cuidado, já que cada vez mais instituições buscam a certificação e recertificação.
Vale ressaltar que há um ano, o CBA foi a primeira instituição a estimular e apoiar a iniciativa da SOBENFeE. Este projeto também foi encaminhado a JCI e formalmente apresentado no dia 25 de maioao conselho da European Wound Management, em Geneve, onde havia representatividade de 46 países. A SOBENFeE foi idealizadora e pretende formalizar o dia mundial da prevenção de UPPs. A medida que estabelecemos parcerias com as diversas mídias e entidades, avançamos dando visibili dade para a problemática que envolve essa doença.
Para receber a certificação da JCI, Prontobaby implementa ações para cumprir as normas internacionais de segurança
Para receber a certificação da JCI, Prontobaby implementa ações para cumprir as normas internacionais de segurança
Ser o primeiro hospital pediátrico do país a conquistar a acreditação internacional da Joint Commission International (JCI). Este é o objetivo da direção do Prontobaby – Hospital da Criança (RJ), assegura a Gerente de Qualidade da instituição, a enfermeira Laís Pisani. Segundo ela, embora pareça ousado, o objetivo vem ao encontro do perfil empreendedor da direção geral do Prontobaby. “O que mais nos motivou é o fato de ser uma metodologia de gestão reconhecida e valorizada mundialmente por instituições que prestam serviços de qualidade”, afirma.
A gestora da qualidade reconhece que há muitas barreiras a serem vencidas, que vão das questões estruturais até a revisão de fluxos operacionais. Pisani revela que houve necessidade de realizar algumas adequações e mudanças estruturais para atender às normatizações do processo, resoluções e portarias. “Além disso, tínhamos um quadro funcional um pouco instável nas camadas mais operacionais. Isso ocasionava um retrocesso frequente na gestão da qualidade e, consequentemente, uma evolução mais lenta de todo o processo”, analisa. Para ela, o envolvimento inicialmente heterogêneo da equipe multidisciplinar foi a principal dificuldade encontrada para sensibilizar o corpo de funcionários para a adesão ao programa de acreditação. “Outro desafio está sendo conseguir capilarizar para todos os níveis hierárquicos, inclusive a equipe médica, as in formações sobre os documentos construídos, revisão dos fluxos operacionais, assim como procedimentos, normas, políticas e outras determinações a adotar”, diz Laís Pisani.
Para mobilizar todos os colaboradores do hospital, a enfermeira diz que a valorização do trabalho como o resultado de um empenho global tem se revelado bastante eficiente. Outro instrumento tem sido os investimentos em treinamentos adotados e incentivados pela instituição a fim de capacitar a equipe multidisciplinar. “Hoje, grande parte dos profissionais reconhece a importância para o Prontobaby do Programa de Qualidade e sente-se orgulhosa de fazer parte de uma instituição que está em processo de crescimento, em busca da melhoria contínua dos cuidados prestados e perseguindo uma meta ousada pela complexidade que tal objetivo impõe”, assegura.
Para agilizar o processo, Laís Pisani conta que foram organizados grupos de trabalho para implementar as metas internacionais de segurança. “Também elaboramos uma política que define as diretrizes para atender às metas e identificamos os procedimentos operacionais específicos”, diz a gerente exemplificando algumas ações feitas para cumprir as seis metas previstas: identificação correta do paciente, melhorar a comunicação efetiva, melhorar a segurança dos medicamentos de risco, reduzir o risco de infecções, assegurar cirurgias corretas em pacientes corretos e reduzir o risco de quedas. Entre as ações implementadas estão: o uso de pulseiras de identificação, inclusive com diferenciação de cor no caso do paciente ser portador de qualquer tipo de alergia; a proibição da transmissão de laudo por telefone (os resultados laboratoriais passar am a ser visualizados na tela do computador); o uso de etiquetas coloridas em medicamentos de risco, que passaram a ser armazenados de forma diferenciada dos demais; a intensificação da sinalização de risco, a orientação contínua dos responsáveis e o monitoramento de eventos adversos com objetivo de alcançar a meta zero em quedas.
Em entrevista exclusiva para o Responsabilidade Social.com, o coordenador de Educação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Heleno Costa Junior, fala sobre a gestão da sustentabilidade na área da Saúde. Segundo ele, a prática da responsabilidade socioambiental já é desenvolvida por algumas instituições do segmento no Brasil, mas ainda não é possível considerar como uma ação consolidada.
“Diversas iniciativas já foram adotadas e estão em efetiva implementação, mas são de caráter isolado, não representando a coletividade”, destacou. Na avaliação do especialista, a consciência sobre o tema vem se fortalecendo nos últimos anos e será, sem dúvida, uma política institucional necessária para manutenção do negócio dentro do contexto da saúde.
Criada de acordo com o novo Código Civil Brasileiro, que regulamenta todas as atividades institucionais sociais, a CBA tem por missão contribuir para a melhoria da qualidade do cuidado aos pacientes nos hospitais e demais serviços de saúde no país, por meio de um processo de acreditação. O trabalho é realizado em parceria com a maior e mais importante organização de acreditação no mundo, a Joint Commission International, e objetiva, principalmente, garantir a qualidade diferenciada dos produtos oferecidos aos pacientes. Na entrevista, Heleno Junior fala sobre o processo de acreditação no setor, os principais aspectos considerados para a certificação de uma instituição no país e como as ações de responsabilidade social e ambiental tem evoluído no segmento. Acompanhe.
1) Responsabilidade Social - Como funciona o processo de acreditação e quais os principais pontos avaliados?
Heleno Costa Junior - O processo de acreditação internacional CBA-JCI contempla, por meio dos manuais e seus respectivos padrões, um conjunto de requerimentos diretamente relacionados com a segurança nos cuidados prestados aos pacientes, que é o foco principal do processo em questão. Um dos capítulos do manual é denominado "Melhoria da Qualidade e Segurança do Paciente". Nesse capítulo estão incluídos padrões que tratam do gerenciamento dos eventos que podem comprometer a segurança da assistência, sendo esses os eventos adversos e eventos sentinelas, esses últimos que implicam na morte ou perda grave e permanente de funções. Nesse caso a instituição de saúde e os profissionais devem adotar ações pró-ativas, visando identificar, analisar e monitorar riscos potencialmente relacionados com a ocorrência desses tipos de eventos.
Outro capítulo de destaque trata das "Metas Internacionais de Segurança do Paciente", definidas a partir de um trabalho conjunto com especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), da qual a Joint Commission International é parceira e colaborada do Centro Internacional de Soluções para Segurança do Paciente (www.ccforpatientsafety.org). As metas incluem, entre outras ações, a identificação correta de pacientes, a segurança na utilização de medicamentos de alta vigilância e a segurança na realização de cirurgias seguras. A adoção de políticas, procedimentos, rotinas e protocolos assistenciais garantem o estabelecimento do melhor e mais apropriado padrão de assistência aos pacientes e familiares, segundo o perfil assistencial da instituição.
2) RS - Como o setor da Saúde lida com as ações de responsabilidade social e ambiental? Já é uma prática consolidada?
HJ - A prática da responsabilidade social e ambiental já é adotada e desenvolvida por algumas instituições de saúde, mas não podemos considerar, nesse momento e nesse contexto, como uma ação consolidada. Diversas iniciativas já foram adotadas e estão em efetiva implementação, mas são de caráter isolado, não representando a coletividade das instituições de saúde. No entanto, vale ressaltar que a visibilidade e a consciência sobre o tema vêm se fortalecendo nos últimos anos e será, sem dúvida, uma política institucional necessária para manutenção do negócio dentro do contexto da saúde.
3) RS - Quais requisitos de avaliação de acreditação internacional de uma unidade hospitalar são levados em conta em relação aos projetos e ações voltados ao meio-ambiente e sustentabilidade?
HJ - O manual de acreditação tem todo um capítulo dedicado ao "Gerenciamento do Ambiente Hospitalar", que leva em conta as ações de gerenciamento das instalações e segurança. Nessa parte vários aspectos são considerados para a gestão do ambiente, a começar pelo completo e adequado atendimento aos requerimentos legais e regulamentos nacionais, estaduais ou municipais vigentes e aplicáveis ao conjunto de serviços e estrutura da instituição.
As lideranças institucionais devem atender e manter toda essa legislação, o que atualmente inclui diversos aspectos de manutenção e sustentabilidade dos elementos ambientais, como a coleta, segregação e adequado armazenamento e destinação de todos os resíduos de serviços de saúde produzidos na instituição. Alguns hospitais já adotaram o uso de coleta seletiva e a tecnologia de compactação das toneladas de lixo produzidas diariamente pelos diversos departamentos.
Também os aspectos de identificação e contenção na ocorrência de derramamento de resíduos tóxicos, como os produzidos nas unidades diagnósticas de radiologia ou laboratórios clínicos. Podemos incluir também o tratamento de esgotos e afluentes, antes de dispô-los na rede pluvial. Por fim, a instituição deve definir e estabelecer um consistente e abrangente programa de gerenciamento, com mecanismos de monitoramento constante das instalações e do próprio ambiente, garantindo total segurança aos pacientes, profissionais e demais ocupantes, resguardando a qualidade em todos os seus aspectos.
4) RS - O que os hospitais têm de fazer para serem acreditados nesse sentido?
HJ - Atender aos requisitos previstos nos capítulos de "Gerenciamento das Instalações e Segurança" e de "Governo, Liderança e Direção". Em todos os hospitais até o momento acreditados, foi necessária uma significativa mudança nos conceitos e formas de gerenciamento do ambiente, a começar pela contratação de profissionais especializados e de dedicação a esses segmentos de serviços. Isso inclui engenheiros e técnicos de segurança ambientais e do trabalho, que desenvolveram elaborados programas de gerenciamento e monitoramento,com estratégias especificas para dar conta dos requerimentos dos padrões do manual de acreditação, assim como dos requerimentos legais recentemente publicados pelos órgãos oficiais e governamentais.
A agregação desses profissionais ao trabalho das Comissões de Controle de Infecção e de Medicina e Segurança do Trabalho tem gerado expressiva mudança de comportamento nos profissionais que atuam nessas instituições, fazendo criar nova consciência sobre esta questão da sustentabilidade e manutenção da qualidade do ambiente.
5) RS - O que o senhor entende por ‘responsabilidade social’?
HJ - A responsabilidade social está mesmo na essência do negócio e da missão de qualquer instituição de saúde, pois a saúde é, como definido na própria Constituição Federal, universal e deve ser garantida para todos, sem distinção. Mesmo no caso das instituições privadas, fica clara a necessidade de garantir não somente tratamento de uma doença, mas sim a de considerar o paciente/cliente como um indivíduo em todas as suas dimensões e necessidades. Desenvolver educação, gerando a prevenção e promoção de agravos à saúde, o que toda instituição de saúde tem a obrigação de realizar, é uma ação de responsabilidade social.
Além dessa, as iniciativas voltadas a desenvolver processos de melhoria de saúde em sua própria comunidade e outras comunidades relacionadas, como a geográfica de sua região, devem também ser adotadas como atitudes de responsabilidade social. No processo de Acreditação Internacional desenvolvido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação e Joint Commision International, essa questão é diretamente tratada em seus manuais e padrões, no tocante ao Capítulo do Governo, Liderança e Direção. De forma ilustrativa, a instituição deve, portanto, extrapolar seus limites e buscar interagir e melhorar a sua comunidade como um todo, não apenas atuando como “tratador de doenças”.
6) RS - Investir em meio ambiente e sustentabilidade é uma tendência?
HJ – Totalmente. Aqueles que ainda não ingressaram nessa tendência terão pouco tempo para fazê-lo, pois além da "política do socialmente correto", já ser praticada em todo o mundo, no Brasil começa a emergir uma legislação específica e rigorosa sobre essa questão. Embora uma instituição de saúde seja o centro para tratar de doenças, nessa sua missão a grande produção de resíduos e elementos tóxicos ao ambiente e aos indivíduos deve ser tratada como uma questão prioritária para a manutenção da qualidade de vida de todos.
7) RS - Para o senhor, como o tema de responsabilidade social evoluirá no setor nos próximos anos?
HJ - O tema já tem evoluído no âmbito das discussões e eventos, mas como citado anteriormente, ainda não de forma consistente. As instituições de saúde têm se apropriado de novos conceitos e formulações de estratégias visando entender e atender ao que solicita a responsabilidade social e ambiental. A própria legislação brasileira também tem contribuído com esse movimento. Por exemplo, o devido tratamento e destinação de resíduos de serviços de saúde, incluindo o seu lixo, agora tem regulamentos específicos, recentemente publicados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o que vem minimizando o fato de que as instituições de saúde contaminem ou prejudiquem o ambiente com descartes inadequados de seus resíduos.
Além da legislação, programa de certificação como a própria Acreditação e outros de caráter específicos, definirão novos parâmetros e requerimentos para as instituições de saúde, criando um claro diferencial entre aquelas que efetivamente praticam a responsabilidade social e ambiental daquelas que têm iniciativas incipientes ou isoladas. Algumas entidades associativas na área de saúde já estão exigindo essas certificações para incluir novos membros em seus seletos grupos, o que também definirá novas perspectivas nesse ambiente da responsabilidade social e ambiental.
8) RS - Que medidas o senhor elege como prioritárias para o setor ser considerado sócio-responsável?
HJ - Em primeiro lugar, o estabelecimento, divulgação e implementação sistemática de políticas e práticas sociais e ambientais de caráter institucional. Depois, o completo e efetivo cumprimento de todas as leis e regulamentos aplicáveis no âmbito da prática social e ambiental, de caráter federal, estadual e municipal. Em seguida, a busca de certificações válidas e reconhecidas no cenário nacional e internacional, a partir de entidades certificadoras/acreditadoras de credibilidade. Por fim, que as ações sócio-responsáveis possam ser monitoradas e consideradas como elementos de avaliação de performance e desempenho das instituições no âmbito de sua comunidade, tendo representantes da própria comunidade e terceiras parte como integrantes desse sistema de avaliação.
9) RS - A busca pela acreditação tem crescido nos últimos anos? O que explica esse aumento?
HJ - A acreditação internacional no Brasil tem avançado de modo progressivo e consistente. Não somente pelo aumento do número de instituições de saúde que ingressaram ou já alcançaram o certificado, mas também pelo crescente interesse e pelas novas perspectivas que se configuram no movimento da qualificação do setor saúde o Brasil.
Cada vez mais as instituições buscam diferenciais e modelos competitivos baseados em selos ou programas de qualidade. A Acreditação Internacional desenvolvida pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação, representante exclusivo da Joint Commission International no Brasil tem sido um desses diferenciais na medida em que a melhoria da qualidade é uma garantia de melhores práticas e resultados assistenciais, tendo a segurança como elemento central.
A carteira de clientes do CBA-JCI, representada por instituições de reconhecida referência no Brasil denota essa qualidade como diferencial, incluindo Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, Hospital do Coração, Hospital Samaritano, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Copa D’Or, entre outros.
Um movimento que também vem colaborar fortemente com o avanço da acreditação no Brasil é o trabalho que vem sendo desenvolvido na Agência Nacional de Saúde Suplementar, cujo objetivo será a criação de um modelo de acreditação para as Operadoras e Seguros de Saúde. Esse modelo prevê que essas empresas também passem a considerar e solicitar um processo de qualificação para a sua rede credenciada e o indicativo nas discussões dos grupos técnicos já em andamento, apontam que a acreditação será um referencial para essa qualidade exigida das instituições de saúde credenciadas.
Hospital do Coração lança campanha institucional que ressalta novas especialidades
"HCor. Faz tudo com o coração” é novo mote da instituição, que reafirma a excelência em cardiologia e a qualidade no tratamento de outras especialidades médicas
O HCor – Hospital do Coração, um dos seis hospitais brasileiros de excelência reconhecidos pelo Ministério da Saúde, acaba de finalizar sua nova campanha publicitária, que pela primeira vez contará com mídia TV. Ancorada pelo tema “HCor. Faz tudo com o coração”, a ação criada pela agência DeBrito ressalta a experiência do hospital de mais de 30 anos em cardiologia, que tornaram a instituição referência nacional e internacional, além de destacar a qualidade no atendimento de outras especialidades como neurologia, urologia, ortopedia, gastroenterologia, entre outras.
“Essa campanha enfatiza que toda a excelência e qualidade aplicada no atendimento a pacientes cardíacos também se estendem para outras especialidades do HCor, oferecendo ao paciente todo o suporte médico, tecnológico e assistencial”, afirma Luiz Henrique Mota, Superintendente Médico e de Relações Institucionais do HCor.
A nova campanha é composta por dois filmes de 30” (tv aberta e fechada) e vinhetas de 5”, além de programetes semanais de 2’ e anúncios em revistas e publieditorial, que abordarão as diferentes especialidades oferecidas pelo HCor.
“Esse novo conceito retrata o que de fato o paciente encontra no HCor. Um hospital que faz seu trabalho com o coração é visto por seus pacientes como um local diferenciado e acolhedor para o tratamento de doenças. Isso é sentido desde o atendimento humanizado, feito com empenho e dedicação, até a qualidade técnica das equipes médicas e multiprofissionais, além dos recursos tecnológicos de última geração”, destaca Mota.
Frame do filme “Trem” para TV aberta
Filme – “O trem”
O filme inicia-se com um homem de cerca de 50 anos que demonstra todo o cuidado com a pequena locomotiva que está terminando de montar sob os olhos atentos de seu filho. A locução destaca “Quando a gente gosta do que faz, faz com vontade, faz bem feito, faz com coração”. Na sequência, a imagem destaca o mesmo homem com jaleco médico entrando no HCor (visualização da fachada) e sendo recebido pela recepção para mais um dia de trabalho.
A partir daí inicia-se uma série de takes com médicos e especialidades na realização de exames, consultas, atendimentos e cirurgias. Em todas as especialidades apresentadas (pneumologia, neurologia, ortopedia e medicina do esporte) destaca-se a tecnologia e a excelência no atendimento, reafirmando a qualidade do HCor.
A locução segue com o mote “O HCor também faz tudo com coração. Fazer tudo com coração é ter excelência em cardiologia e em outras especialidades também”. Nesse momento volta à cena com o protagonista inicial (médico). A imagem mostra o mesmo trem finalizado e andando sobre os trilhos, enquanto o filho abraça o pai sorridente. O filme é finalizado com a assinatura “O HCor faz sempre mais. HCor. Faz tudo com coração”.
Frame do filme “Trem” para TV aberta
Filme – “A Flor”
Já o outro filme começa com uma mulher de aproximados 45 anos em um orquidário, cuidando com bastante carinho e dedicação das plantas. Ela demonstra o maior cuidado com a atividade, afofa a terra, borrifa água, rega com gentileza. A locução destaca “Quando a gente gosta do que faz, faz com vontade, faz bem feito, faz com coração”.
A exemplo da outra versão, a cena se segue com o mesma mulher com jaleco entrando no HCor (visualização da fachada), sendo recebida pela recepção. Enquanto ressalta as várias especialidades que o HCor oferece, a locução destaca “O HCor também faz tudo com coração. Fazer tudo com coração é ter excelência em cardiologia e em outras especialidades também”. Nesse momento volta à cena com a protagonista no orquidário. Ela olha a planta e dá mais uma afofada na terra do vaso de orquídea. O filme é finalizado com o logo do HCor e a locução “O HCor faz sempre mais. HCor. Faz tudo com coração”.
INCA: Mais um hospital é acreditado internacionalmente
Depois dos hospitais do Câncer II, III e IV, todos do INCA, conquistarem a acreditação internacional da Joint Commission International (JCI), agora é a vez do Hospital do Câncer I (HC I), no Centro do Rio, conquistar a qualificação que coloca o hospital no rol dos melhores qualificados do país. Para saber mais sobre o processo e o que representou essa conquista, conversamos com o Diretor Geral do HCI, Dr. Paulo de Biasi.
CBA - Qual o sentimento da direção e dos funcionários dessa unidade com a obtenção da acreditação internacional?
Paulo de Biasi – O HC I, por ser a unidade de maior tamanho e complexidade, demandou um investimento de tempo significativo para que o “espírito” da acreditação atingisse todos os setores do hospital. Em consequência deste esforço conjunto, o sentimento de todos é de intensa alegria e satisfação com o objetivo atingido.
A Direção do HC I, especialmente, desfruta de enorme prazer ao reconhecer a capacidade de realização de seus colaboradores em todos os níveis, desde as coordenações até aos níveis mais operacionais da instituição, pois o envolvimento foi de todos.
CBA - Quanto tempo demorou esse processo, quais as principais dificuldades enfrentadas e como essas dificuldades foram vencidas?
P.B - O início do processo ocorreu durante a gestão da Dra. Rita Byington e foi finalizado nos últimos dois anos em meu período na Direção do HC I. As principais dificuldades foram a padronização de todos os processos e fazer com que este padrão atingisse a todos. Desenvolvemos mídias específicas (CDs, DVDs, apresentações em PowerPoint) que foram levadas aos colaboradores através de reuniões gerais no auditório do 8º andar e de apresentações nas Mesas Redondas dos Serviços. Além disso, cada chefe de Serviço ou Seção recebeu um CD contendo uma apresentação abordando aspectos gerais da acreditação com descrição dos padrões pertinentes e também as metas internacionais de segurança, que foram replicadas em cada serviço.
CBA - O HC I é “a porta de entrada” para pacientes com câncer no INCA. Quais os benefícios que a acreditação internacional trouxe para a qualidade e a segurança no atendimento ao paciente?
P.B. - Os benefícios obtidos com a implementação podem ser percebidos desde a triagem, na chegada dos pacientes, onde houve integração com o programa de Humanização, até o momento da alta hospitalar e no acompanhamento ambulatorial, onde os fluxos de trabalhos foram estabelecidos. Tal esforço resultou, por exemplo, na redução do número de eventos adversos ou sentinela, tais como, equívocos na administração de medicamentos, redução do risco de exposição inadvertida a medicamentos potencialmente deletérios e classificação dos pacientes quanto ao risco de queda, o que consequentemente diminuiu a incidência destas ocorrências. Na Anestesiologia, setor bastante elogiado pela equipe visitadora, identificamos indicadores específicos da qualidade do cuidado oferecido (necessidade do uso de reversão ao fim da cirurgia) e incid ência de complicações ligadas ao ato anestésico.
CBA - Os pacientes que chegam hoje ao HC I sentem algum diferencial no atendimento devido à conquista da acreditação? Cite exemplos.
P.B. - Com certeza. O diferencial obtido com a acreditação pode ser observado já na infraestrutura do prédio, onde melhorias como melhor sinalização, indicação de rotas de fuga, presença das brigadas de incêndio em todos os andares, instalação de adesivos porosos nas escadarias dos ambulatórios para minimizar o risco de quedas, são alguns exemplos. No Centro Cirúrgico foram implementados procedimentos destinados a garantir o transcorrer das cirurgias sem intercorrências negativas. Um check list aplicado em três momentos (entrada do paciente, antes do início da cirurgia e antes da saída da sala cirúrgica) permitiram garantir a identificação do paciente, a cirurgia adequada, a lateralidade correta, além de toda a infraestrutura material necessária à execução da cirurgia. Graças a este esforço, nenhuma ocorrênci a de erro de lateralidade foi registrada em nosso Centro Cirúrgico.
Porém, a principal consequência da acreditação foi a mudança no clima organizacional, pois mesmo em um período com diversas atribulações, houve uma união de esforços de todo o corpo de colaboradores no sentido de oferecer aos pacientes o melhor cuidado possível, com qualidade garantida, o que faz parte de nossa missão e visão como hospital público, participante da rede SUS.
Hospital da Criança Santo Antonio - Padrão internacional
Um hospital diferenciado, com ambientes planejados para os pequenos pacientes, elevadores exclusivos, salas para descanso dos pais e áreas para lazer e recreação são alguns dos aspectos que demonstram o comprometimento do Hospital da Criança Santo Antonio em bem atender o seu público: crianças que necessitam de diagnóstico e tratamento das doenças pediátricas, especialmente as de alta complexidade. Prestar excelência nesse atendimento faz parte da visão da direção do hospital, que resolveu investir na acreditação internacional a partir da criação do seu plano estratégico. “Optamos pela Acreditação Internacional da JCI por tratar de padrões de excelência de qualidade avaliados mundialmente. Neste momento, consideram os ser importante uma certificação da qualidade do nosso atendimento com amplo reconhecimento”, diz a enfermeira Swetlana Margaret Cvirkun da Gerência Técnico Administrativa do Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA).
Para dar início ao processo de acreditação, Swetlana conta que, em maio do ano passado, o hospital buscou informações junto ao Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo da JCI no Brasil, sobre o Manual de Acreditação e sua metodologia de avaliação. “A partir de então, formamos Comitê de Acreditação do Hospital Santo Antonio com equipe multidisciplinar para análise do manual, escolhemos os líderes de cada capítulo e solicitamos uma consultoria com o CBA”, relembra.
Segundo a médica Vanessa Feller Martha, Consultora Técnica de Qualidade do hospital, todos os setores foram mobilizados. “Recebemos no final de abril o relatório de nossa avaliação diagnóstica e todos os setores do hospital estavam ansiosos por tal relatório para avaliar seu trabalho e empenho com o processo. Além disso, enfatizamos sempre que o processo de acreditação é uma oportunidade de melhorias para processos críticos ou, até então, vulneráveis. Cada atividade assistencial revisada e melhorada é repassada a todos os funcionários e médicos credenciados do hospital”, afirma.
A consultora da qualidade acredita ainda que a acreditação internacional possa contribuir para a melhoria do atendimento de alta complexidade: “precisamos estar atentos a mínimos detalhes que garantem o sucesso da terapêutica. Com os padrões da acreditação, reforçamos a necessidade de reavaliações e análises frequentes de todas as etapas da assistência, mesmo aquelas que realizamos todos os dias. A contribuição final se dá através da melhoria da qualidade e segurança no atendimento às crianças e aos profissionais do hospital, inclusive.”
A médica adianta que as metas internacionais de segurança fazem parte do programa de Melhoria da Qualidade de Hospital da Criança Santo Antônio e são trabalhadas com todos os funcionários e profissionais envolvidos na assistência das crianças. Tanto Swetlana quando Vanessa acreditam que a conquista da acreditação internacional será a garantia de que a assistência do HCSA atende a padrões internacionais de excelência em qualidade e segurança.
O V Seminário Nacional de Acreditação Internacional, realizado no último dia 21 em São Paulo, teve como foco a Gestão e Sustentabilidade do Ambiente Assistencial de Saúde - A Segurança do Paciente como Prioridade. Vários convidados contribuíram apresentando suas ações sobre o tema, entre eles o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, e o Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.
Unidade Pública, o Into vem direcionando sua gestão à prática sustentável, evidenciada com a implantação da metodologia de acreditação internacional da Joint Commission International/Consórcio Brasileiro de Acreditação (JCI/CBA), como assegura Ivanise Arouche Gomes de Souza, chefe da Divisão de Enfermagem e assessora substituta de Qualidade do Into: “Com a metodologia da JCI/CBA, o Into iniciou, em 2000, sua preparação e adequação aos diversos padrões de qualidade ligados a capítulos com foco no paciente e padrões de Administração de Instituições de Saúde. Foi neste momento que surgiu a preocupação com as questõ es socioambientais, especificamente com o capítulo Gerenciamento de Segurança das Instalações, que abre um leque de informações que a instituição precisa buscar para se colocar à frente das necessidades relacionadas a estas questões.”
Desde então, o Into vem incentivando, treinando e atualizando sua força de trabalho para práticas ambientais relacionadas à otimização de recursos e minimização de impactos ambientais gerados pela sua produção. A assessora de Qualidade afirma que o principal impacto ambiental gerado pelo funcionamento da Unidade Hospitalar é representado pela geração de resíduos produzidos pela Unidade. “Para isso, a instituição definiu como estratégico, o gerenciamento de resíduos, tentando minimizar o impacto causado ao meio ambiente e, consequentemente, à sociedade. Inicialmente foi criada a Comissão de Gerenciamento de Resíduos em 2006, sendo posteriormente criada a Gerência de Resíduos em 2008, com formação multidisciplinar”, diz. Foi também criado um Plano de Gerenciamento de Resíduos, elaborado e execu tado pelas áreas, gerência de resíduos, serviço de limpeza e de engenharia. “Isso é evidenciando, por exemplo, na elaboração de editais para recolhimento de resíduos por empresas certificadas, iniciado com o contrato de recolhimento de resíduos infectantes em 2006. Todo o lixo infectante (A1 e A4), junto ao Grupo E (perfurocortante) da Unidade é recolhido diariamente por uma empresa especializada no seu tratamento”, conta Ivanise. Segundo ela, há uma exigência da direção do Into que seus fornecedores tenham programas na área de preservação dos Ecossistemas.
Outras ações vêm sendo realizadas pelas diferentes áreas do Into, demonstrando o envolvimento e a conscientização da força de trabalho quanto às questões de desenvolvimento social e socioambientais. Ações que vão desde campanha de doação de sangue, ossos e tecidos, campanhas de recolhimento de alimentos e agasalho, recolhimento e descarte corretos de torner das impressoras e de resíduos, fixadores, reveladores e filmes da Unidade de Imagenologia até a segregação do óleo de cozinha usado, que é reaproveitado para a fabricação de sabão. “A Unidade de Nutrição do INTO recebe produtos de limpeza em troca do óleo segregado”, conta a assessora de Qualidade, que relembra ainda que, em 2005, foram iniciadas ações para reduzir o consumo de energia elétrica e água a partir de modificações nas instalaçõ es elétricas como, troca de lâmpadas incandescentes por econômicas, instalação de banco de capacitor, revisões periódicas elétricas e mecânicas nos transformadores, revisão nos painéis gerais de baixa tensão e verificação dos circuitos principais. “Além de todos estes serviços, solicitamos à concessionária de energia elétrica um melhor enquadramento da Unidade ao tipo de demanda aconselhável ao consumidor”, revela.
Para Ivanise Arouche, o projeto mais ambicioso na área foi a adequação do projeto da nova sede que apresenta conceitos de edifício sustentável: respeito ao local de implantação e condições do meio ambiente, implantação em cotas de terreno acima dos níveis existentes, evitando a execução de subsolos e a consequente minimização de interferências com o lençol freático, alto grau de revitalização, redesenvolvimento urbanístico da área, projeto externo e paisagístico com redução da formação de ilhas de calor com a previsão de praças arborizadas e com a utilização de água corrente proveniente do reaproveitamento, redução do consumo de energia favorecendo a iluminação e ventilação natural, reaproveitamento do uso de água da chuva para irrigação, estação de tratamento de esgotos (ETE) até o nível de desinfecção, sistema complementar de aquecimento de água através de placas solares, reaproveitamento de água tratada da ETE para utilização nas torres de resfriamento ou em lavagem do piso/irrigação, uso de equipamentos economizadores e controladores de consumo de água, equipamentos de ar condicionado com alta eficiência e baixo consumo energético, aplicação de materiais de origem renovável e material reciclável, além da utilização de madeiras certificadas e tintas e esmaltes com baixa emissão de gás.
Materiais Perigosos
Demóstenes Augustus Lopes de Freitas, coordenador da segurança e meio ambiente do Hospital do Coração, alerta que muitos hospitais possuem ações ligadas à sustentabilidade, porém alguns resíduos são esquecidos. “Quando pensamos em hospital, os resíduos infectantes são os mais preocupantes. Itens como gás, óleo, produtos químicos e itens como pilhas e lâmpadas devem fazer parte dos programas e ações que minimizem os efeitos nocivos desses produtos no meio ambiente. É nesse sentido que o HCor atua, com planos que reduzem esses poluentes na atmosfera”, explica.
Avaliados
No mês de maio, os avaliadores do CBA visitam instituições em Recife, no Rio e em São Paulo. O ambulatório de filariose do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, da Fiocruz, em Recife, passa por avaliação diagnóstica. Já o Hospital Copa D’Or, no Rio, recebe os avaliadores para uma avaliação focal. O Hemorio passa por avaliação de manutenção visando a reacreditação. Em São Paulo, os hospitais Total Cor e Paulistano passam por avaliação final rumo a acreditação internacional.
O mercado de trabalho para o avaliador e para técnico especializado em acreditação internacional está em franca expansão.
Com o crescimento do programa de acreditação no Brasil, a demanda para esse tipo de profissional tem sido cada vez maior. Avaliadores e técnicos do Programa de Acreditação Internacional têm ganhos proporcionais as horas dedicadas às avaliações, projetos ou atividades que desenvolvem. As atividades de avaliação duram, em média, quatro dias de trabalho, podendo a remuneração chegar a R$ 4 mil reais, em hospital de médio porte.
Requisitos
Embora o salário seja promissor, há carência de profissionais para atuar nesta área face à especificidade que requer a atividade. Além da formação em medicina, enfermagem ou administração em saúde, o candidato tem que ter experiência mínima comprovada de 8 anos em atividades clínicas, técnicas ou gerenciais em sua área de formação e ter atuado por 5 anos em instituições de saúde. Além disso, é preciso ter fluência em inglês e domínio de informática.
A expansão desse mercado e a carência de mão-de-obra levaram o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) - única instituição no Brasil autorizada a acreditar instituições de saúde de acordo com os padrões internacionais da Joint Commission International - a ministrar cursos de formação profissional. De 31 de maio a 02 de junho, o CBA realizará em São Paulo, o curso de formação profissional em Introdução a Acreditação Internacional. “Ultimamente aproveitamos o curso para recrutar novos profissionais, aumentando nosso quadro de pessoal em função do crescimento de nossas atividades e carteira de clientes”, revela Maria Manuela dos Santos, superintendente do CBA, que nos últimos dois anos aumentou em 200% sua carteira de clientes. Segundo ele, os avaliadores e técnicos em acreditação internacional do CBA foram selecionados a partir desses cursos de formação realizados pela instituição. Podem participar do curso médicos, enfermeiros e administradores em saúde. As inscrições podem ser feitas no site do próprio CBA: www.cbacred.org.br
O mercado internacional
Enquanto no Brasil a profissão ainda é desconhecida para muitos, em vários países do mundo, e em especial nos EUA, essa é uma profissão encarada como fundamental no mercado de saúde. As metodologias de acreditação no mercado externo são, em sua maioria, originadas do modelo da Joint Commission on Accreditation of HealthCare Organizations (JCAHO), órgão matriz da Joint Commission International (JCI), representada no Brasil pelo CBA, que tem absorvido grande quantitativo de profissionais especializados.
Avaliadores brasileiros, pertencentes ao CBA, têm participado de projetos internacionais convidados pela JCI, face ao domínio do mercado de acreditação e fluência em outros idiomas. É o caso de Heleno Costa Júnior, Coordenador de Educação do CBA, que ficará 15 dias participando do programa de acreditação em hospitais de Portugal.
Prezados Diretores e Coordenadores de Acreditação das Instituições Acreditadas e em Processo
O CBA está apoiando a Campanha "Diga não a úlcera por pressão" realizada pela Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE) busca qualificar a assistência do enfermeiro no tratamento de feridas, trazendo autonomia e fomentando o aprimoramento no atendimento à população, além de estimular a interdisciplinaridade das ações.
Sendo assim gostaríamos de estimular e colaborar divulgando as campanhas realizadas pelas Instituições Acreditadas e em processo. Solicitamos via email os folders de divulgação, poster ou qualquer outro material para que possamos divulgar a sua campanha em nosso site e outros veiculos.
Segue em anexo material de divulgacao da campanha realizada pela Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE).
Programa de AVC do Albert Einstein é o primeiro a receber Recertificação JCI
Depois ser pioneiro a ser acreditado internacionalmente pela Joint Commission International (JCI), em 1999, novamente o Hospital Israelita Albert Einstein sai na frente: seu programa de Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o primeiro, do Brasil, a receber a recertificação da Joint Commission International (JCI) na categoria programa de doenças ou condições específicas, através do Consórcio Brasileiro de Acreditação.
A diferença da acreditação para certificação é que a primeira foca no compromisso assumido por uma instituição de saúde em desenvolver sistemas e processos que assegurem qualidade e segurança ao paciente. Já a certificação demonstra a excelência em promover melhores resultados pela integração e coordenação de cuidados para o tratamento de uma doença em específico.
Para a médica consultora do Programa Integrado de Neurologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Gisele Sampaio Silva, a cerficação específica para determinadas doenças é um selo da JCI que atesta que a instituição é capacitada, segundo normas rigorosas de qualidade, para atender determinadas doenças. Isto é um diferencial a mais para a instituição acreditada. “O AVC é uma das doenças em que o atendimento bem organizado, na fase de emergência e durante toda a internação hospitalar, pode fazer diferença nas chances que o paciente tem de sair do h ospital, sem ou com menos sequelas. Após ter organizado o Centro de Atendimento ao paciente com AVC, segundo normas e diretrizes nacionais e internacionais, para o melhor atendimento do paciente com doença cerebrovascular, a direção do hospital decidiu que seria de muito valor termos uma avaliação e validação externa do nosso trabalho”, revela a especialista.
A médica acredita no processo contínuo para alcançar a excelência no atendimento ao paciente com AVC. Mas revelou que algumas dificuldades foram enfrentadas para conseguir a certificação da JCI. As principais, segundo ela, foram: garantir a avaliação padronizada dos pacientes com AVC no período pré-hospitalar, integrar e garantir o processo de atendimento igual nas unidades externas (Alphaville e Ibirapuera) e, garantir a fidelidade e o apoio de um corpo clínico aberto. Gisele Sampaio revela que para solucionar as duas primeiras situações, diretrizes e fluxogramas foram desenhados com o apoio das lideranças de cada setor. “Após o desenho do fluxograma, a implementação dos mesmos foi realizada, precedida por treinamentos de t oda a equipe envolvida. Finalmente, um controle rigoroso de indicadores de qualidade foi seguido ao longo de todo o processo para garantir que a implementação de nossas diretrizes estava sendo seguida e trazendo benefícios aos nossos pacientes”, conta a neurologista. Para integrar o corpo clínico aberto, a saída foi envolvê-lo diretamente na criação dos fluxogramas e protocolos, através da participação em comitês científicos e gestores e em um programa institucional denominado Feedback. "Conversamos individualmente com os médicos para dar-lhes um retorno de seus indicadores de qualidade de prática clínica, frisando a adesão aos protocolos institucionais e resultados de desfecho de seus pacientes”, diz Gisele, complementando que a certificação deu oportunidade a revisão dos processos internos e a consequente melhora da qualidade do serviço e da segurança no atendimento ao paciente com AVC.
A consultora do Programa Integrado de Neurologia acredita que essa melhoria do serviço aliada à certificação da JCI firma o nome do Hospital Israelita Albert Einstein como instituição de excelência no atendimento ao AVC.
O novo Código de Ética Médica entrou em vigor recentemente. Foram necessários mais de dois anos de trabalho para o Conselho Federal de Medicina (CFM) analisar as 2.575 sugestões encaminhadas por profissionais, especialistas e instituições, entre 2007 e 2009, e chegar ao texto final do novo Código. Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Ávila, “a entrada em vigor do novo Código de Ética Médica, em 13 de abril, representa a introdução da medicina brasileira no século 21”.
O novo Código aborda questões relativas ao direito e a melhoria da segurança ao paciente, que vêm ao encontro do Manual de Acreditação Internacional, proposto pela Joint Commission International, representada no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Para comentar os pontos convergentes dos dois documentos, ouvimos o médico e Gerente de Projetos do CBA, José Valverde.
CBA - O novo Código estabelece que a letra do médico não pode mais gerar dúvidas e consequentes erros por falta de entendimento dos pacientes ou mesmo dos enfermeiros. O que o manual de acreditação estabelece nessa questão de segurança ao paciente?
José Valverde - Os manuais da JCI para acreditação de instituições de saúde determinam que todos os documentos tenham legibilidade. O prontuário do paciente é o meio mais comum de comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos na assistência ao paciente. No Brasil e no mundo, a maior parte dos prontuários são, ainda, manuscritos. Uma vez que a legibilidade dos mesmos, incluindo as prescrições, sejam pouco legíveis, os objetivos de apoio ao diagnóstico, justificativa do tratamento, documentação da evolução e dos resultados do tratamento e a promoção da continuidade do cuidado, entre os diversos prestadores de cuidados, se perde. De todos os profissionais, é o médico, em geral, aquele com a pior caligrafia. A interpretação errada da prescrição ou da receita médica pode ocasionar graves prejuízos à saúde dos pacientes.
Estudos comprovam que a prescrição eletrônica reduz, acentuadamente, erros de medicação. Avaliadores da JCI e do CBA costumam solicitar a, pelo menos, dois profissionais de enfermagem que leiam as ordens médicas. Se ambos não são capazes de entender algum aspecto, consideram a prescrição como ilegível. Desde o início, a metodologia da Acreditação Internacional considera a legibilidade dos documentos e, em especial, do prontuário, como um quesito de segurança. A prescrição eletrônica deve ser estabelecida, e as instituições devem através de suas Comissões de Prontuário, analisar indicadores específicos sobre a legibilidade dos prontuários e adotar medidas corretivas, quando cabíveis. Na alta, um profissional de saúde deve ler, antes da saída do paciente, a receita com o paciente ou familiar e dirimir as dúvidas.
CBA - O novo código determina ao médico o uso do termo de consentimento esclarecido, deixando o paciente ciente sobre os cuidados e perigos do procedimento a que irá realizar. De que forma isso já vem sendo trabalhado nos hospitais acreditados?
J.V. – O consentimento livre e esclarecido ou informado é ponto categoricamente definido pela metodologia de acreditação da JCI. O consentimento deve ser específico para cirurgias, anestesia ou sedação profunda ou moderada, hemoterapia e procedimentos invasivos, pelo menos. Cabe ao profissional de saúde que vai realizar o procedimento, esclarecer as vantagens, riscos, possíveis complicações, alternativas e o risco da não realização do procedimento.
Deve ser obtido em momento apropriado, que permita a prévia reflexão do paciente, e o prontuário deve conter o registro do consentimento, entre os demais impressos, que o compõe. Todos os hospitais acreditados obtêm consentimento informado, quando cabível e, muitos, disponibilizam em seus sites os modelos destes consentimentos.
CBA - O novo Código reforça o caráter antiético da distanásia, entendida como o prolongamento artificial do processo de morte, com sofrimento do doente, sem perspectiva de cura ou melhora. Aparece aí o conceito de cuidado paliativo. Quais comentários pode tecer nesse aspecto?
J.V. - Apesar do Código de Ética estabelecer que o médico não deva adotar medidas que não irão beneficiar seus pacientes, incluindo como benefício, também, a melhora da qualidade de vida, muitos profissionais ainda temem medidas judiciais, fato não, de todo, desprovido de razão. No entanto, a boa relação do médico com pacientes e familiares, desde o início do tratamento, e o respeito às decisões e a autonomia dos pacientes, geralmente, são suficientes para a obediência, sem conflitos, das determinações do Código de Ética. Incluo aqui, medidas de ressucitação cardiopulmonar, em situações de irreversibilidade, como inoportunas, ineficientes e, muitas vezes, adotadas em desrespeito ao desejo prévio dos pacientes.
Os hospitais acreditados possuem uma política específica para a ressuscitação cardiopulmonar e, certamente, devem discutir com seus profissionais sobre a realização de procedimentos, em casos de terminalidade. Todos os hospitais acreditados devem demonstrar a existência e a implantação de um programa de cuidados paliativos, que permitam àqueles sem possibilidades terapêuticas, o alívio de seus sintomas e uma morte digna, com o menor sofrimento possível.
Hospital do Coração lança Centro de Medicina do Sono com serviços inéditos na especialidade
Unidade contará com check-up do sono, equipamentos de última geração e equipe multidisciplinar
O HCor – Hospital do Coração, em São Paulo – acaba de lançar o Centro de Medicinado Sono – com especialistas em medicina do sono e equipamentos de últimageração para o diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono. Neste centro,está disponibilizado não somente os exames adequados para o diagnóstico daApnéia Obstrutiva do Sono (AOS), como também todas as formas de tratamento dadoença. Será realizado também o inédito check-up do sono, que tem comoobjetivo investigar o sono e seus distúrbios por meio de avaliação médica eespecialistas em medicina do sono e da polissonografia - exame no qual semonitora o sono por eletroencefalografia, variáveis respiratórias,eletrocardiograma, posição do corpo, ronco e movimentação de pernas.
O Centro de Medicina do Sono do HCor será pioneiro na integração entrediagnóstico e tratamento das diversas patologias relacionadas ao sono. Ocentro será composto por uma equipe multidisciplinar formada por especialistasem medicina do sono, pneumologistas, endocrinologistas,otorrinolaringologistas, neurologistas, dentistas, fonoaudiólogas, fisioterapeutase psicólogas, com toda a linha de dispositivos de pressão positiva (CPAP eBiPAP – aparelhos adequados para a aplicação de pressão nas vias aéreas pormeio de máscaras) para demonstração e adaptação dos pacientes portadores de AOSe distúrbios respiratórios do sono.
O tratamento da AOS é individualizado de acordo com as características dadoença e do paciente incluindo dispositivos de pressão positiva, dispositivos de avanço mandibular (confeccionado com a orientação dodentista), cirurgia, fonoterapia e progama de orientaçãonutricional.
Os últimos dados epidemiológicos da cidade de São Paulo revelaramque cerca de 30% dos adultos têm algum grau de Apnéia Obstrutiva do Sono – pormeio dessa estatística foi demonstrado um aumento de mortalidade dessadoença, bem como da qualidade de vida do paciente e seu parceiro, além doalto risco de acidentes automobilísticos e de trabalho.
Segundo o Dr. Carlos Carvalho, responsável pelo Centro de Medicina do Sono doHCor existe uma interação importante da Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS) eas doenças cardiovasculares – o que aumenta o risco e agrava as doençascomo hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva ecoronariana, arritmias, acidente vascular cerebral e diabetes. “Em geral,uma boa noite de sono compreende de 7 a8 horas contínuas de sono, com mudanças na duração ou continuidade sendoassociada a consequências negativas à saúde. Doenças como hipertensão arterial,diabetes mellitus e obesidade têm sido observadas em pessoas com alteração notempo e na qualidade de sono ", explica o Dr. Carvalho.
Dentre essas doenças que causam alteração da qualidade do sono merece destaque, porsua frequência elevada e impacto à saúde, a Apnéia Obstrutiva do Sono. “O roncoé o sinal de alerta mais importante para esta condição. A apnéia do sono podelevar a sonolência diurna, cansaço, dificuldade de concentração e perda dememória. Quando não tratada, esta doença pode causar hipertensão arterial eagravar outras doenças cardiovasculares, além do diabetes”, esclarece oresponsável pelo Centro de Medicina do Sono do HCor.
ApnéiaObstrutiva do Sono:
AAOS é uma doença comum, mas nem sempre diagnosticada, caracterizada porepisódios recorrentes de obstrução parcial ou completa da via aérea superior,com queda de oxigenação e/ou despertares breves associados. Os sintomas esinais da AOS incluem ronco, sono agitado, redução da capacidade deconcentração e da memória, alterações do humor e sonolência excessiva diurna.
Omanejo adequado da AOS não apenas promove a melhora dos sintomas, mastambém pode contribuir para otimização do controle da pressão arterial empessoas com hipertensão arterial refratária, até para redução da mortalidadepor causas cardiovasculares entre aqueles com AOS grave.
AAOS é um problema de saúde pública relevante devido à sua alta frequência napopulação geral e às várias doenças no qual está associada.
COMEÇA PROCESSO DE ACREDITAÇÃO DO PRIMEIRO CENTRO DE PESQUISAS MINEIRO
O Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), unidade mineira da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é mais um centro de pesquisas da Fundação a dar início ao processo de acreditação internacional – os ambulatórios de Hanseníase Souza Araújo e de Hepatite, ambos no Rio de Janeiro e o ambulatório de Filariose do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, em Recife, já estão em processo para obtenção da certificação internacional. A direção do instituto mineiro acaba de fechar parceria com o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI), maior agência acreditadora n a área de saúde do mundo.
O processo de acreditação iniciou pelo Centro de Referência em Leishmanioses (CRL) do Centro de Pesquisas René Rachou. Para Mariana Junqueira Pedras, do Núcleo da Qualidade e Biossegurança, responsável pelo processo de acreditação no ambulatório do CRL, a acreditação internacional irá proporcionar o reconhecimento nacional e internacional relacionado à garantia da qualidade dos serviços de atendimento ao paciente. “Além de ser um referencial para a própria instituição de que os pacientes do ambulatório estão sendo atendidos seguindo um padrão de excelência, que tem como objetivo melhorar continuamente a qualidade do cuidado ao paciente”.
Para dar suporte ao processo de acreditação estão ocorrendo reuniões com o grupo facilitador, composto por profissionais de diferentes áreas do CPqRR, e também com o grupo de profissionais do ambulatório. Os trabalhos desenvolvidos pelos grupos contam com o apoio do Núcleo da Qualidade e Biossegurança do instituto. Mariana Pedras adiantou que a principal dificuldade encontrada foi o fato da estrutura física não ser a adequada para atender os requisitos técnicos exigidos pela acreditação: “Já há um projeto de reforma preparado pela Diretoria de Administração, a Dirac, do campus da Fiocruz, que está em trâmites de aprovação pela Vigilância Sanitária. Além disso, a contratação de um enfermeiro também se faz necessária.”
A representante do Centro de Pesquisas René Rachou acredita que além da manutenção do padrão de excelência, que tem como objetivo melhorar continuamente a qualidade do cuidado ao paciente, a acreditação internacional facilitará as condições para a realização de ensaios clínicos do Centro de Referência em Leishmanioses.
HBL recebe comissão do Consórcio Brasileiro de Acreditação
Referência estadual em pediatria e obstetrícia, o Hospital Barão de Lucena (HBL) dá um passo importante para ganhar um certificado internacional de atendimento médico e hospitalar. A partir desta segunda-feira (26/04), a unidade recebe a visita de uma comissão avaliadora do Consórcio Brasileiro de Acreditação, representante nacional da Joint Commission International, a mais importante entidade mundial para acreditação hospitalar. A primeira apresentação do hospital aos membros da comissão acontece às 8h, no auditório da unidade.
A visita faz parte do processo de acreditação do hospital, que teve início em outubro do ano passado. Até o dia 30 de abril, a equipe de avaliadores, formada por um médico, uma enfermeira e um administrador, fará um diagnóstico do hospital, através da revisão de documentos da unidade, reunião com plano de qualidade, visita predial e rastreamento da assistência aos pacientes. “Com base nas informações coletadas, eles vão elaborar um relatório soe o hospital e teremos um processo de educação para melhorar a qualidade do atendimento e corrigir os problemas apontados. É um processo longo, que pode durar mais de dois anos”, declarou a diretora do HBL, Cláudia Miranda.
Após o resultado do relatório, o Hospital terá um prazo para se adequar às normas exigidas pelas entidades de acreditação. Além das estruturas físicas, a unidade firma uma parceria com a CBA para ofertar cursos para os profissionais de saúde e administração, visa ndo melhorar a qualidade no atendimento e a gestão dos pacientes. “Esse é um caminho sem volta. O percurso da qualidade não é opção, mas uma obrigação para quem tem a missão de ofertar assistência de qualidade”, completou Cláudia.
Os critérios de avaliação do Consórcio Brasileiro de Acreditação são extremamente rigorosos e contemplam itens como a infraestrutura do ambiente assistencial, os direitos do paciente, a manutenção de equipamentos, o gerenciamento de catástrofes e o controle de infecção hospitalar. “Conhecemos o nosso hospital e sabemos das nossas dificuldades, mas apostamos na acreditação como mais um passo no processo de reestruturação do hospital, buscando dar uma melhor qualidade para os nossos pacientes”, esclareceu.
Pioneira a obter o certificado de acreditação da Joint Commission International (JCI) em 2007, a Pronep, empresa de medicina domiciliar brasileira, acaba de ser reacreditada pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante da JCI no Brasil. Para falar sobre essa conquista, entrevistamos o presidente da Pronep, Josier Vilar.
CBA – Qual a visão da direção da Pronep ao buscar a acreditação?
Josier Vilar - Sempre buscamos a inovação como forma de diferenciação para a nossa empresa. Sabíamos que no ainda incipiente ambiente de home care, a melhor forma de inovar era através da implantação de uma metodologia de gerenciamento da qualidade que pudesse melhor organizar os padrões de atendimentos. Foi tudo muito difícil, pois quando começamos a trabalhar a ideia da acreditação na Pronep, em 2003, não existia sequer um manual brasileiro de acreditação em medicina domiciliar e a JCI teve de criar os padrões para que isso pudesse ser viabilizado no Brasil. Acho que foi uma grande contribuição que a Pronep deu para uma melhor organização e reconhecimento do setor.
CBA – Qual a importância da reacreditação que acaba de ser obtida? Qual a expectativa para esta nova fase?
J.V. - Acho que o processo de reacreditação é um pouco mais trabalhoso do que o primeiro, pois temos de demonstrar que continuamente implantamos melhorias em nossos processos e corrigimos as distorções que tinham sido percebidas e são exatamente essas dificuldades que nos animam e entusiasmam por percebermos que sempre existe espaço para melhorar um pouco mais os serviços. Agora o nosso desafio é melhorar ainda mais nossos processos e criar um novo padrão de cuidado, baseado na telemedicina. É exatamente o que estamos agora.
CBA - Como a Pronep se preparou para a reacreditação?
J.V.: Na verdade, a Pronep não se preparou para a reacreditação. O que nós fizemos desde sempre foi implantar a cultura da qualidade em nossa empresa como um valor individual de cada um de nossos colaboradores. Foi assim que nos prepararmos para sermos uma empresa de padrão mundial e isso nos dá muito orgulho e satisfação. Foi caminhando e ajudando a construir a estrada da qualidade em home care no Brasil que a Pronep naturalmente se preparou para a reacreditação.
O nosso objetivo final sempre foi termos processos de qualidade comprovados, gerenciados por pessoas talentosas. A acreditação em si é um forte instrumento para medir tudo isso. É nisso que eu acredito: pessoas talentosas utilizando instrumentos certificados para gerenciamento da qualidade que praticam normalmente.
CBA – Desde da acreditação, em 2007, o que a acreditação internacional trouxe de benefício para a Pronep?
J.V. - O melhor que a acreditação internacional trouxe para a Pronep foram dois sentimentos. O primeiro de que somos uma empresa de padrão mundial e que temos imensas responsabilidades por isso. O segundo é que temos de estar permanentemente atentos para não deixar os padrões se deteriorarem. Todos os nossos colaboradores estão permanentemente avaliando e discutindo o que fazem e se cobrando para executarem melhor as tarefas que se impõem.
CBA – O selo da JCI é um diferencial de mercado? Cite em que casos a acreditação auxiliou a Pronep a ser um serviço diferenciado perante o mercado e ao seu público-alvo.
J.V. - Fazer parte do grupo de organizações de saúde brasileiras certificados pela JCI é uma grande honra para a Pronep. Estar ao lado das maiores e melhores instituições prestadoras de serviço no mundo faz toda a diferença, pois nos dá a certeza de estarmos no caminho certo. Agora mesmo, a ANS nos convidou para fazer parte de um projeto piloto para implantação das diretrizes clínicas com oito outras grandes instituições brasileiras e eu tenho a absoluta certeza de que isso só foi possível por termos práticas de cuidados com certificação de qualidade internacionalmente reconhecidas.
Acreditado em dezembro de 2007 pela Joint Commission International (JCI), via Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), o Hospital Sírio Libanês (SP) se prepara para reacreditação. Antonio Carlos Onofre de Lira, Diretor-Técnico Hospitalar da instituição, revela quais as mudanças que ocorreram e ainda ocorrem no hospital face à acreditação internacional.
CBA - O hospital passou recentemente pela avaliação de manutenção, preparando-se para a reacreditação internacional. Qual a expectativa da direção frente a essa nossa fase?
Antonio Lira - A avaliação de manutenção, que acontece anualmente, é importante porque é um norteador do que precisamos melhorar. A última avaliação nos apontou a necessidade de aprofundar cada vez mais as questões junto ao corpo clínico e aprimorar umas poucas questões da nossa operação. Só para que fique claro, a operação hospitalar foi a primeira etapa abordada pelo nosso processo de acreditação e agora nós aprofundamos as questões mais ligadas ou mais dependentes do corpo clínico.
Nós já temos vários planos de ação para esta melhoria, que entendemos necessária. Temos alguns mecanismos que geram planos de ações contínuos. Há vários projetos ligados à melhoria da qualidade, que vai desde a revisão, por exemplo, da capacitação do quadro de pessoal para garantir a melhoria ou certificação técnica das operações do hospital a toda a reavaliação do corpo clínico. Acreditamos que no final do ano estará tudo certo para nossa reacreditação.
CBA - O que a acreditação internacional trouxe de benefício para o hospital em relação a seus diversos públicos e ao mercado?
A.L. - Há dois aspectos nesse sentido. Um é o benefício concreto e cotidiano de planejar ações corretivas a partir de um sistema de monitoramento, onde há possibilidade de evitar falhas. Esse é o maior ganho que o hospital teve com a acreditação quando implementou esta forma de trabalho de maneira sistemática e contínua. Outro é o patamar de visibilidade, que a acreditação traz, de uma imagem extremamente positiva e confiável para os pacientes, para os próprios médicos, para as operadoras e para os pesquisadores que temos contato. Ou seja, a acreditação coloca a instituição em outro patamar de confiabilidade.
CBA - Quais ações diferenciadas foram implementadas a partir do incentivo da acreditação internacional?
A.L. - Tem coisas que não fazíamos e passamos a fazer e tem coisas que já fazíamos e foram aprimoradas. O processo de infecção hospitalar nós já fazíamos bem, mas tivemos sugestões de medições de indicadores bastante interessantes. Por exemplo, nós não fazíamos, de maneira sistemática, o mapeamento de risco da instituição. Passamos a coletar os dados sistematicamente e tivemos uma grande melhoria. Há também metas internacionais de melhoria de segurança do paciente, como a marcação da lateralidade para cirurgias, que fazíamos timidamente. O próprio time out durante a cirurgia era outro procedimento que não fazíamos e passamos a fazer. Toda a questão do rigor na guarda de drogas potencialmente nocivas. Estas questões não eram feitas de maneira sistematizada. Aumentamos muito o mapa de indicadores, atrelamos esse mapa à montagem de estratégias, de orçamento. A acreditação internacional nos chamou a atenção para observar essas ações.
A acreditação, na verdade, nada mais é do que fazer as coisas com qualidade, de maneira constante. De princípio, achamos que o processo não vai continuar, mas o tempo vai passando e os mecanismos, ações e cuidados vão sendo incorporados.
CBA - Vocês conseguiram melhor negociação de tabela com as operadoras por conta da acreditação?
A.L. - Não vejo uma relação de causa e efeito direto, mas é claro que à medida que eu abro a negociação com uma operadora sobre uma diferenciação de valor para o hospital, pesa o fato da qualidade do hospital ter sido reafirmada por um mecanismo reconhecido, como a acreditação internacional.
CBA - A nova unidade do Itaim também será dentro dos padrões de Acreditação Internacional. O que motivou a direção do Sírio Libanês a essa decisão?
A.L. - Toda unidade que for caracterizada como sendo do Hospital Sírio Libanês deve seguir a mesma normatização. É a lógica de matriz e filiais. A unidade é uma extensão do hospital em outra região da cidade.
A nova unidade está em construção e em fase de adaptação estrutural e tudo que temos de rotinas padronizadas, o que temos de preceitos e regras estabelecidos desde a acreditação serão transferidos para lá.
CBA – Na relação custo x benefício, a acreditação internacional valeu a pena?
Hospital terá sexto banco público brasileiro de sangue de cordão
Hospital terá sexto banco público brasileiro de sangue de cordão
O Hospital Sírio-Libanês inaugura no dia 11 o sexto banco público de sangue de cordão umbilical do país. O hospital fez uma parceria com a maternidade Amparo Maternal, que realiza cerca de 30 partos por dia.
Com um investimento de cerca de R$ 7 milhões, a expectativa é congelar 3.700 unidades de sangue de cordão nos próximos três anos. O banco terá capacidade para armazenar 10 mil bolsas.
"Um dos principais objetivos desse banco é aumentar a oferta de doadores para o transplante de medula", explicou a hematologista Yana Novis, coordenadora do Departamento de Onco-Hematologia e Transplante de Medula do hospital.
O sangue de cordão umbilical é usado no tratamento de doenças hematológicas, como linfomas e leucemias. A chance de um paciente encontrar doador compatível na própria família é de cerca de 25%, enquanto a possibilidade de encontrar um doador não aparentado é de aproximadamente 60%.
Segundo a hematologista Poliana Patah, coordenadora do banco do Sírio, a vantagem do sangue de cordão é que as células são mais imaturas, o que permite um transplante com doador que não seja totalmente compatível com o paciente.
"Outra vantagem é que as bolsas do sangue de cordão estão disponíveis imediatamente. No caso de doador de medula, o processo todo demora cerca de três meses."
A Amparo Maternal atende gestantes de baixo risco e de várias etnias -o que aumenta a possibilidade de coletar bolsas com variados perfis genéticos. "Quanto maior a diversidade do banco, maior a chance de encontrar um doador", diz Patah.
Hospital doCoração lança área de Cirurgia Plástica com equipe renomada
Hospital doCoração lança área de Cirúrgia Plástica com equipe renomada
Cirurgias deface, implantes de mama, abdominoplastias, lipoaspirações, tratamento detraumas, entre outros,serão realizadas no Serviço de Cirurgia Plástica, com orespaldo técnico e científico do HCor
O HCor –Hospital do Coração, em São Paulo, acaba de lançar o seu Serviço de CirurgiaPlástica. Com uma equipe de referência e respaldo técnico, com o know-howe expertise trazidospelo Prof. Dr. Ivo Pitanguy, o serviço tem como objetivo oferecer um atendimento de excelênciana realização de procedimentos estéticos e reparadores, sendo eleseletivo ou emergencial, para manter os conceitos de profissionalismo,ética, humanismo e principalmente segurança ao paciente.
Cirurgias deface, rinoplastia, implantes de mama, abdominoplastias, lipoaspirações,cirurgias reparadoras como reconstruções de mama e tratamento de traumas serãorealizadas no Serviço de Cirurgia Plástica, com o respaldo técnico e científicodo Hospital do Coração.
“A importânciada realização das cirurgias em um ambiente como o HCor se torna fundamental,uma vez que a estrutura física, humana e tecnológica do hospital está a serviçodo paciente proporcionando toda a segurança necessária. Sabe-se que aexcelência de resultados se inicia no atendimento adequado, determinação damelhor conduta e acompanhamento pós-operatório”, explica o chefe do Serviço deCirurgia Plástica do HCor, Dr. José Eduardo Lintz.
Sendo assim, oServiço de Cirurgia Plástica do HCor contará com uma estrutura multi e interdisciplinarcom médicos, enfermeiros e fisioterapeutas para proporcionar pleno atendimentoao paciente.
Segundo Dr.Lintz, por meio do desenvolvimento do Serviço de Cirurgia Plástica no HCor, ospacientes poderão contar com tratamento tanto no âmbito estético como emdeformidades congênitas, traumáticas e provenientes de outras enfermidades,como em reconstrução mamária pós mastectomia, em que os pacientes buscam orestabelecimento da forma e função, bem como a obtenção de formas maisadequadas.
A cirurgiaplástica no Brasil
Conhecido comoum dos países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, o Brasilregistrou 1252 cirurgias estéticas por dia entre setembro de 2007 a agosto de2008. Ou seja foram 547 mil cirurgias deste tipo no período. Somadas aosprocedimentos reparadores – normalmente feitos em pacientes com uma gravedoença ou vítima de violência – 629 mil operações, segundo a SociedadeBrasileira de Cirurgia Plástica - SBCP. Foram457 mil cirurgias estéticas em 1 ano e outras 172 mil reparadoras.
O levantamentoda SBCP revela também que, pela primeira vez, os implantes de silicone (96 mil)ultrapassaram as lipoaspirações (91 mil), até então a preferida dosbrasileiros. As mulheres foram as que mais procuraram os procedimentosestéticos: 402 mil, contra 52 mil dos homens.
Por meio deste cenário, a cirurgia plásticano Brasil é reconhecida internacionalmente. Norte-americanos,canadenses, franceses, libaneses e latino-americanos ajudaram a aumentar onúmero de cirurgias plásticas realizadas no país de setembro de 2007 a agostode 2008. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, osestrangeiros foram responsáveis por 3% ou 20 mil dos 457 mil procedimentosestéticos realizados em hospitais e clínicas nacionais. Há cinco anos, essepercentual não passava de 1%.
O Coordenador de Educação do CBA Heleno Costa junior, concedeu a Revista HOSP de São Paulo, uma matéria sobre Gestão em Saúde & Sustentabilidade:
1) Quais requisitos de avaliação de acreditaçãointernacional de uma unidade hospitalar são levados em conta em relação aosprojetos/ações voltados ao meio-ambiente e sustentabilidade? O manual de acreditação tem todo um Capítulo dedicado aoGerenciamento do Ambiente Hospitalar, qual seja, Gerenciamento das Instalaçõese Segurança. Neste capítulo vários aspectos são considerados para a gestão doambiente, a começar pelo completo e adequado atendimento aos requerimentoslegais e regulamentos nacionais, estaduais ou municipais vigentes e aplicáveis aoconjunto de serviços e estrutura da instituição. As lideranças institucionaisdevem atender e manter toda esta legislação, o que atualmente inclui diversosaspectos de manutenção e sustentabilidade dos elementos ambientais, como acoleta, segregação e adequado armazenamento e destinação de todos os resíduosde serviços de saúde produzidos na instituição. Alguns hospitais já adotaram ouso de coleta seletiva e a tecnologia de compactação das toneladas de lixoproduzidas diariamente pelos diversos departamentos. Também os aspectos de identificaçãoe contenção na ocorrência de derramamento de resíduos tóxicos, como osproduzidos nas unidades diagnósticas de radiologia ou laboratórios clínicos. Podemosincluir também o tratamento de esgotos e afluentes, antes de dispô-los na redepluvial. Por fim, a instituição deve definir e estabelecer um consistente eabrangente Programa de Gerenciamento, com mecanismos de monitoramento constantedas instalações e do próprio ambiente, garantindo total segurança aos pacientes,profissionais e demais ocupantes, resguardando a qualidade em todos os seusaspectos.
2) O que os hospitais têm de fazer para serem acreditados nessesentido? Atender aos requisitosprevistos nos Capítulos de Gerenciamento das Instalações e Segurança e deGoverno, Liderança e Direção. Em todos os hospitais até o momento acreditados, foinecessária uma significativa mudança nos conceitos e formas de gerenciamento doambiente, a começar pela contratação de profissionais especializados e dedicadosa estes segmentos de serviços. Isto inclui Engenheiros e Técnicos de Segurança Ambientaise do Trabalho, que desenvolveram elaborados programas de gerenciamento e monitoramento,com estratégias especificas para dar conta dos requerimentos dos padrões do manualde acreditação, assim como dos requerimentos legais recentemente publicadospelos órgãos oficiais e governamentais. A agregação destes profissionais aotrabalho das Comissões de Controle de Infecção e de Medicina e Segurança doTrabalho tem gerado expressiva mudança de comportamento nos profissionais queatuam nestas instituições, fazendo criar nova consciência sobre esta questão dasustentabilidade e manutenção da qualidade do ambiente.
3) Que hospitais acreditados e em processo de acreditaçãotêm ações nesse sentido? Favor citar os exemplos. Albert Einstein, Samaritano, Oswaldo Cruz, INCA – HC IV,INTO.
4) Investir em Meio-Ambiente e Sustentabilidade é uma tendencia? Totalmente.Aqueles que ainda não ingressaram nesta tendência terão pouco tempo para fazê-lo,pois como citado acima, além do “política e socialmente correto”, jápraticado em todo o mundo, no Brasil começa a emergir uma legislação específicae rigorosa sobre esta questão. Embora uma instituição de saúde seja o centropara tratar de doenças, nesta sua missão a grande produção de resíduos eelementos tóxicos ao ambiente e aos indivíduos deve ser tratada como uma questãoprioritária para a manutenção da qualidade de vida de todos.
Hospitais que contam com Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) terão que cumprir novas regras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (25), a Resolução RDC nº 7, que dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento das UTIs.
A resolução se aplica a todas as Unidades de Terapia Intensiva do país, sejam públicas, privadas ou filantrópicas; civis ou militares O objetivo é reduzir os riscos aos pacientes, visitantes, profissionais e meio ambiente.. Com a medida, a Anvisa também busca elevar a qualidade do atendimento, com a conseqüente redução do tempo de tratamento de pacientes graves nesses setores. Assim, mais pacientes poderão usufruir do tratamento especializado oferecido nas unidades.
A nova regra traz parâmetros tanto para estrutura, organização e processos de trabalho quanto para a obtenção e monitoramento de indicadores de saúde que retratem o perfil assistencial da unidade. Entre os indicadores a serem monitorados estão, por exemplo, os de densidade de incidência de Infecção Primária da Corrente Sanguínea Relacionada ao Acesso Vascular Central e os de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica.
Os hospitais têm prazo de seis meses para adequação à nova resolução, sendo que para cumprimento de alguns itens relacionados a recursos materiais e humanos o prazo é de três anos. Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Brasil dispõe de 27.026 leitos de UTI (dez/09).
Confira os principais pontos da resolução:
- A preservação da identidade e da privacidade do paciente deve ser assegurada por todos os profissionais que atuam na UTI. O paciente que estiver consciente e o seu responsável legal devem ser informados quanto aos procedimentos que serão adotados.
- As equipes de UTI e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) são co-responsáveis pelas ações de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde.
- O hospital deve realizar gerenciamento dos riscos inerentes às atividades realizadas na unidade, bem como aos produtos submetidos ao controle e fiscalização sanitária.
- As preparações alcoólicas para higienização das mãos devem estar na entrada da unidade, entre os leitos e em outros locais estratégicos definidos pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
- A CCIH deve divulgar os resultados das vigilâncias e o perfil de sensibilidade dos microrganismos à equipe multiprofissional da UTI, visando a avaliação periódica das medidas de prevenção e controle. A equipe da UTI deve proceder ao uso racional de antimicrobianos, estabelecendo normas e rotinas de forma interdisciplinar e em conjunto com CCIH, Farmácia Hospitalar e Laboratório de Microbiologia.
HCor alerta sobre o crescimento de problemas cardíacos em crianças e traz dicas de como identificar e tratar Arritmias Pediátricas
HCor alerta sobre o crescimento de problemas cardíacos em crianças e traz dicas de como identificar e tratar Arritmias Pediátricas
O Serviço de Arritmias Pediátricas do HCor atende em média 30 crianças por mês e já realizou mais de 400 correções cirúrgicas decorrentes de arritmias cardíacas
De acordo com o Departamento de Pediatria do Children’s Hospital e da Escola de Medicina da Universidade de Washington, estima-se que a cada 250 crianças aparentemente saudáveis, uma delas apresenta algum tipo de arritmia. No Brasil, esse número pode ser ainda maior, porém não há estudos específicos sobre este assunto.
No HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, já foram realizadas mais de 400 cirurgias de correção de arritmias sem abertura do tórax (ablação por radiofrequência) no Serviço de Arritmias Pediátricas do Hospital. O HCor atende em média 30 crianças com suspeita de arritmias por mês, sendo que as correções cirúrgicas ou intervencionistas correspondem a apenas 25% dos casos. Desse grupo, 45% são de crianças do sexo feminino e 55% do sexo masculino.
O número de atendimentos às crianças com algum tipo de cardiopatia vem crescendo com o passar dos anos. No Serviço de Arritmias Pediátricas houve um aumento de 30% em comparação com o ano de 2008 e em 2010 observa-se um aumento ainda maior.
De acordo com o Dr. Enrique Pachón, responsável pelo Serviço de Arritmia Pediátrica, a maioria dos casos se deve a problemas congênitos, os quais causam as arritmias diretamente ou como seqüela de cirurgias cardíacas para a correção de má formações. Desta forma é fundamental o cuidado para prevenir as doenças congênitas do coração: “Recomenda-se que as mães façam rigorosamente todo o acompanhamento pré-natal, para que esses problemas cardíacos, como é o caso das arritmias, possam ser detectados precocemente. Deve-se evitar ao máximo hábitos não saudáveis como o fumo durante a gestação, o uso de drogas e de qualquer medicamento não indicado pelo médico”, afirma o especialista.
No caso das arritmias cardíacas, que se caracterizam como alterações no ritmo dos batimentos cardíacos, desde que tratadas precocemente, é possível que a criança leve uma vida normal. “Muitas arritmias cardíacas identificadas na fase inicial podem ser totalmente curadas, sem deixar qualquer seqüela no coração ou cicatriz externa, devolvendo assim a condição de normalidade total à criança”, explica Pachón.
O tratamento é inicialmente a orientação à família e o uso de medicamentos específicos de acordo com cada caso. Alguns pacientes necessitam de tratamentos mais invasivos como a ablação por radiofrequência (a qual permite a cura na maioria dos casos) ou até o implante de marcapassos ou desfibriladores.
Quando há a necessidade de marcapasso, aparelhos de pequenas dimensões são implantados com técnicas desenvolvidas ou modificadas pela própria equipe e as crianças são acompanhadas periodicamente, fazendo-se programações não-invasivas específicas de acordo com as exigências de cada doença e com a demanda de crescimento de cada paciente.
Dicas de como prevenir e identificar as Arritmias Pediátricas
· Muitas doenças são hereditárias, portanto, caso haja registro de doenças cardíacas na família, os cuidados devem ser redobrados;
· As avaliações médicas pelo pediatra nos primeiros meses de vida são fundamentais para a identificação e o controle de problemas, que poderão resultar em arritmias no futuro;
· Crianças com doenças congênitas já corrigidas ou não, desenvolvem mais facilmente as arritmias que a população geral;
· Valorizar sempre qualquer queixa de palpitação referida pela criança;
· Sempre que surge alguma suspeita, o diagnóstico é feito por meio de exames comuns, iniciando através de um histórico e avaliação física detalhados, um eletrocardiograma e um ecocardiograma. A partir daí temos a base para conduzir uma investigação mais profunda, com exames mais específicos, nos casos detectados.
O Serviço de Arritmias Pediátricas do HCor
O Serviço de Arritmias Pediátricas do HCor tem mais de 20 anos de existência. No início as arritmias eram tratadas principalmente com cirurgias de tórax aberto ou com marcapassos. No final da década de 80, com o desenvolvimento da ablação por radiofreqüência, a maioria absoluta dos casos passou a ser tratada sem cirurgia e sem marcapasso. O Serviço trata de maneira rotineira todos os pacientes pediátricos do hospital que apresentam arritmias cardíacas clínicas ou no pré e pós-operatórios das cirurgias de correção de doenças congênitas. Entretanto, esta especialidade somente se desenvolve inserida numa complexa e ampla estrutura constituída por serviços de apoio altamente especializados tais como a Cardiopediatria, a UTI infantil, os Serviços de Ecocardiografia e de Anestesia Pediátricas, constituídos por profissionais altamente qualificados no tratamento de pacientes graves.
Uma característica de extrema importância e altamente favorável para o tratamento das arritmias do pequeno paciente é que além da estrutura de última geração o laboratório de Eletrofisiologia do HCor está localizado dentro do centro cirúrgico. Isto permite corrigir arritmias em crianças de qualquer idade, mesmo as de baixo peso e em recém-nascidos com o máximo de segurança. Todo o trabalho recebe o suporte e apoio do Serviço de Cardiopediatria do HCor, que tem como responsável a Dra. Ieda Jatene. Estas interações são fundamentais, pois permitem que a criança seja avaliada e tratada como um todo e não somente quanto ao problema da arritmia.
O HCor possui ainda uma estrutura física, clínica e tecnológica para o tratamento dos pacientes pediátricos, com equipamentos de anestesia, ecocardiograma trans-operatório e cateteres de mapeamento e ablação adaptados à esse tipo de paciente. Uma equipe de anestesistas treinados para cirurgias em crianças acompanha todos os procedimentos.
Anvisa lança manuais de prevenção de serviços e segurança em saúde
Anvisa lança manuais de prevenção de serviços e segurança em saúde
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) lança dois manuais de prevenção de serviços e segurança em saúde. Os títulos são “Higienização das Mãos – Segurança do Paciente em Serviços de Saúde” e “Processamento de roupa e serviços de saúde: prevenção e controle de riscos”.
O objetivo das publicações é proteger e promover a saúde da população brasileira e aumentar a segurança dos serviços de saúde no país. Mais informações no site da Anvisa ou pelo link:
BNDES: aumenta expectativa de financiamento para acreditação
BNDES: aumenta expectativa de financiamento para acreditação
Em outubro de 2008, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou o Cartão BNDES, exclusivo para atender serviços de acreditação. Embora a busca do produto ainda seja tímida, Maurício Vidal, gerente do Departamento de Operações de Internet do banco, área responsável pelo cartão, acredita que a procura vá aumentar este ano: “Existe uma tendência de aumento na demanda por serviços de acreditação, que será crescente quando for iniciada a pontuação dos operadores de plano de saúde com base na qualidade e acreditação de sua rede credenciada.”
O representante do banco disse que no ano passado, as instituições de saúde detentoras do Cartão BNDES utilizam seus créditos majoritariamente para investir em equipamentos e mobiliário médicos. Segundo ele, foram comercializados R$ 40 milhões para essas finalidades. Vidal revelou que duas instituições contrataram o serviço de acreditação pelo Cartão BNDES, que é um produto voltado para micro, pequenas e médias empresas, isto é, aquelas que têm faturamento anual bruto de até R$ 1,2 milhão (microempresas); de R$ 1,2 milhão a R$ 10,5 milhões (pequenas empresas) e de R$ 10,5 a R$ 60 milhões (médias empresas), além de estar em dia com as documentações exigidas pelo banco.
Maurício Vidal adiantou que, em breve, conforme já anunciado pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o valor máximo do Cartão BNDES passará a ser de R$ 1 milhão, por banco emissor. “Uma instituição que tiver mais de um cartão poderá somar os limites de cada um deles e realizar uma compra de R$ 2 ou R$ 3 milhões”, explica o gerente, alertando que é possível fazer a simulação das prestações do financiamento no menu simulador do Portal do Cartão BNDES através do site www.cartaobndes.gov.br.
Hospitais de Recife em busca da Acreditação Internacional
Hospitais de Recife em busca da Acreditação Internacional
O Grupo Fernandes Vieira (GFV) sempre foi pioneiro na área de saúde, seja ao inaugurar a Clínica Santa Helena, em 1967, primeira no Nordeste na implantação da medicina de grupo, ou ao criar uma nova concepção em arquitetura hospitalar para o Hospital Santa Joana, em 1979. A direção do grupo dá mais um exemplo de modernidade e comprometimento com a qualidade ao ser o primeiro grupo privado do Nordeste a buscar a Acreditação Internacional para os hospitais que administra: o Santa Joana e o Memorial São José.
Para saber sobre as expectativas com a acreditação e como foi recorrer ao financiamento do BNDES para realizar o programa de Acreditação Internacional, conversamos com Carolina Cândido, responsável pela área de Planejamento e Gestão e Fernando Filho, gerente de finanças e contabilidade do GFV.
CBA - O que motivou o hospital a buscar a Acreditação? Carolina Cândido - Diante dos desafios atuais e ao pioneirismo sempre marcante, os Hospitais Santa Joana e Memorial São José investem na construção de um sistema de gestão com foco em resultados, tendo como pilares fundamentais a qualidade e segurança do paciente. Em busca de diferencial de qualidade num mercado competitivo, os diretores dos hospitais do Grupo Fernandes Vieira optaram pelo de Acreditação Hospitalar, visando otimizar os processos, desenvolver colaboradores e parceiros, garantindo maior integração da equipe multidisciplinar, consolidando a educação continuada e melhoria contínua na instituição.
Tendo sido os primeiros hospitais da América Latina a obter a certificação NBR ISO 9000 em processos de Enfermagem, a direção do Santa Joana e Memorial São José decidiu agregar um modelo de referência em qualidade específico para o setor de saúde, considerando a gestão administrativa e financeira, mas contemplando fortemente a prática assistencial com foco no cliente e tendo acesso às melhores práticas do mercado. Tmos orgulho do que fazemos e compromisso com a vida. Nossa meta é fazer cada vez melhor, pois não abrimos mão da segurança e qualidade na assistência ao paciente.
CBA - Qual a metodologia de Acreditação escolhida pela direção do hospital?
C.C. - Em 2007 iniciamos um estudo para conhecermos instituições acreditadas e identificarmos o modelo mais adequado ao GFV e que atingisse plenamente o nosso objetivo. Identificamos na Joint Commission International a metodologia mais abrangente e de reconhecimento mundial. O que nos possibilita integrar à rede internacional de instituições já acreditadas, termos acesso às melhores práticas e realizarmos benchmarking junto às maiores instituições de saúde do mundo. Outro ponto que destacamos é que a metodologia da JCI, representado pelo CBA no Brasil, tem um caráter essencialmente educativo, o que permite o crescimento da instituição como um todo através do desenvolvimento de cada membro. Reconhecemos que o processo de acreditação pela JCI requer um período de tempo considerável, em média três anos, mas acreditamos na construção de um trabalho sólido, com mudanças progressivas, baseado numa metodologia consistente e com resultados concretos.
CBA - Como foi recorrer ao financiamento do BNDES para Acreditação?
Fernando Filho - Recorrer ao cartão BNDES foi bastante simples. As exigências básicas são que a empresa tenha faturamento anual de até R$ 60 milhões (consideradas para fins de legislação MPMEs), estejam sediadas no país, que exerçam atividade econômica compatíveis com as Políticas Operacionais e de Crédito do BNDES e que estejam em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos federais.
No nosso caso, o cartão foi solicitado a uma instituição financeira credenciada ao programa, que determinou um limite de crédito para essa linha. Esse limite de crédito foi atribuído pelo banco emissor do cartão após a respectiva análise de crédito.
Cada cartão emitido poderá ter no máximo de R$ 1 milhão de limite (é possível solicitar até 4 cartões por empresa desde que sejam instituições diferentes), ter prazo de parcelamento de 3 a 48 meses com taxa de juros pré-fixada de 1% a.m (taxa atual). Uma observação importante é que não há tarifa de anuidade. As principais vantagens são o crédito rotativo pré-aprovado, financiamento automático em até 48 meses, prestações fixas e iguais e, a já mencionada taxa atrativa de juros.
Operacionalmente não tivemos nenhum tipo de dificuldade. A operação é similar a um cartão de crédito. Nós efetuamos as compras, exclusivamente no âmbito do Portal de Operações do BNDES, procurando os produtos que nos interessam no Catálogo de Produtos expostos e seguimos os passos indicados para a compra. No caso, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) é um dos credenciados a esse programa e um dos fornecedores que eventualmente recorremos.
CBA - O período de solicitação e aprovação do financiamento foi satisfatório?
F.F - A solicitação foi feita diretamente no site do BNDES, preenchendo apenas um cadastro simples. A aprovação sempre depende da instituição financeira. A complexidade do grupo econômico no qual a empresa solicitante esteja inserida é que determinará o tempo do financiamento. No nosso caso, como recorremos a instituição financeira tesoureira de nossa empresa, a análise e aprovação foi bastante rápida.
CBA - Qual a opinião da direção do hospital sobre o financiamento para acreditação do BNDES?
F.F. - Sob a ótica financeira e administrativa é extremamente positiva. Como falado anteriormente, o custo da operação é bastante atrativa diante das atuais praticadas pelo mercado e operacionalmente é viável, pois numa única fatura poderão ser centralizados todos os gastos.
Mais dois hospitais que estão em processo de Acreditação passam por avaliação. Em janeiro, o Hospital do Andaraí (RJ) passou por avaliação diagnóstica, análise inicial logo após o início do projeto de Acreditação Internacional. Outro que passará pelo mesmo processo é o Hospital Santo Antônio (RS), que aguarda para março a visita da equipe do CBA.
Já o Hospital do Câncer IV, do Instituto Nacional do Câncer (RJ), acreditado em 2007, segue rumo a reacreditação. Para tal, recebeu, em fevereiro, a visita dos avaliadores do CBA, que verificaram o andamento de ações de melhoria implementadas pela instituição e o status de qualidade alcançado.
Foram Avaliados tambem em Dezembro, o Hospital Sírio Libanês – SP passou por avaliação de manutenção e em Brasília o Hospital Universitário de Brasília passou por avaliação diagnóstica
São Bernardo Apart Hospital - ES inicia o Processo de Acreditação Internacional
Em processo
Mais um hospital dá o primeiro passo rumo à Acreditação Internacional: o São Bernardo Apart Hospital, em Colatina (ES). Tendo definido em sua missão o comprometimento de “cuidar da melhor maneira possível do seu corpo, da sua mente e da sua alma”, o presidente do Grupo São Bernardo, Walter Luiz Dalla Bernardina, afirma: “...Nunca podemos deixar de procurar as melhores tecnologias existentes para o nosso próximo...”
Reacreditação do Hospital do Coração - HCor - São Paulo
Representante do HCor revela o que mudou após a Acreditação Internacional
Acreditado pela Joint Commission International (JCI), via Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), em 2006, o Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, acaba de ser reacreditado pela metodologia internacional da JCI. Para saber o que mudou nesse período de quatro anos, entrevistamos a Superintendente Assistencial, Bernardete Weber, uma das responsáveis pela reacreditação do hospital.
Segundo Weber, a principal mudança nesse período está na melhoria da segurança do paciente, expressa nos procedimentos do cuidado médico-assistencial. “Também temos uma maior integração entre áreas de trabalho, e orgulho pessoal de pertencimento institucional”, revela a superintendente, que disse ainda que a reacreditação trouxe maior credibilidade institucional e mais motivação aos funcionários, que estão profundamente comprometidos com a melhoria contínua.
Sobre a metodologia adotada pelo hospital, a representante do HCor assegura: “A metodologia da JCI proporciona elementos de diferenciação no cuidado que permitem ganhos pela redução de reintervenção, além de maximizar a retomada da condição de saúde. Um exemplo é a aplicação das metas Internacionais de segurança do paciente, preconizadas pela Organização Mundial de Saúde”. Bernardete Weber adiantou que o HCor está repensando seu modelo assistencial: “Adotamos o modelo Cuidado Integrado HCor, que pressupõe o foco no paciente e na família com uma visão de processo, onde o conjunto das atividades assistenciais atuam de forma harmônica entre si e onde os pressupostos da humanização orientam as relações.”
Cirurgia Segura : O que os pacientes precisam saber
CIRURGIA SEGURA: O QUE OS PACIENTES PRECISAM SABER
por Athena Press
(gerente.assessoria@grupoathena.com.br)
29/01/2010
Por aqui o tema ainda é pouco debatido, mas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa a preocupação com a segurança dos procedimentos cirúrgicos é recorrente. Tanto, que para obtenção da Acreditação Hospitalar concedida pela Joint Comission International (JCI) – privilégio de poucas instituições brasileiras, como Albert Einstein, Sírio Libanês e Oswaldo Cruz - a implantação do Protocolo de Cirurgia Segura é passo imprescindível. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo anualmente 7 milhões de pacientes sofrem complicações após intervenções cirúrgicas e, desses, 1 milhão vão a óbito. Muitas complicações e mortes podem ser evitadas com a implantação de rotinas simples. E é isso que prega a JCI, representada no País pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação. O Protocolo de Cirurgia Segura implica na utilização de um checklist para verificação de pontos-chave antes de fases específicas da assistência perioperatória. “A primeira checagem se dá antes da anestesia e visa garantir que o procedimento correto seja realizado no paciente correto e na região do corpo correta”, descreve Rejane Mariotto, diretora de qualidade e segurança do Hospital Brasília, primeira entidade das regiões centro-oeste e norte em fase de preparação para a Acreditação Internacional pela JCI. Espera-se que, com o tempo, a disseminação de informações sobre a Cirurgia Segura dê ao paciente a condição de verificar e até exigir que a instituição na qual será operado ofereça as condições ideais.
A Coordenação de Ensino do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), que programou vários cursos para 2010, abre o ano oferecendo A Administração do Tempo - Um Instrumento para a Melhoria da Qualidade de Vida, dias 27 e 28 de janeiro.
Ajudar o participante a desenvolver planos de ação para melhor aproveitar o tempo em suas atividades profissionais e pessoais, proporcionando melhores condições para a obtenção de expressivos resultados operacionais é o objetivo do curso, que abordará ainda as formas de percepção do tempo; Os obstáculos ao gerenciamento do próprio tempo; Auto-diagnóstico da utilização do tempo; Definição de objetivos, metas e prioridades; Planejamento das atividades no tempo; A administração do tempo em grupos sociais; A administração do tempo e as novas tecnologias de comunicação e disseminação da informação; Organização das condições para evitar desperdício do tempo; e Comportamentos favoráveis a boa administração do tempo.
A Administração do Tempo - Um Instrumento para a Melhoria da Qualidade de Vida está programado para os dias 27 e 28 de janeiro, de 8:30h às 17:30h, no auditório do CBA, que fica na R. São Bento, 13, 4º andar, no Centro do Rio. O custo do curso é de R$ 250,00. Mais informações e inscrições no site www.cbacred.org.br ou pelo e-mail rosangelaboigues@cbacred.org.br ou ainda pelos telefones (21)3299.8241/3299.8242/3299.8200.
Dois hospitais do Rio e dois de São Paulo foram avaliados no mês de dezembro. O Hospital do Câncer I (RJ) passou por avaliação focal de metas. Já o Hospital São Vicente de Paulo, também no Rio, recebeu a visita dos representantes do CBA para avaliação de manutenção. Os hospitais paulistas Total Cor e Paulistano passaram por avaliação de educação.
O ano de 2009 se apresentou como mais uma etapa do consistente crescimento do Programa de Acreditação Internacional no Brasil como parte das atividades desenvolvidas pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação, através do acordo de acreditação internacional conjunta com a Joint Commission International (JCI). Nesta mesma direção, a JCI também ampliou significativamente sua área de atuação internacional, chegando a mais de 40 países e mais de 300 instituições de saúde acreditadas, em sua maioria hospitais.
Para o CBA o crescimento se deu de forma especial como consequência de sua credibilidade técnica e resultados de melhorias identificados e alcançados nas instituições participantes do Programa CBA-JCI. O crescimento pode ser demonstrado pelas ações e números registrados ao longo do ano de 2009.
No segmento de eventos técnicos científicos foram realizados dois seminários internacionais, sendo dois em São Paulo, em maio, um destes numa parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, e um no Rio de Janeiro, que compôs a programação científica do Congresso Mundial de Hospitais, no formato de Seminário Pré-Congresso, em novembro. Ambos tiveram público com número superior às expectativas iniciais e contaram com a participação do Diretor Internacional da JCI, Dr. Paul VanOstenberg.
No âmbito da Coordenação de Ensino foram formalizadas novas parcerias e desenvolvidos novos formatos de cursos e treinamentos abertos e in company. Estas ações possibilitaram a ampliação do conjunto de temas abordados nestes eventos, além da oportunidade de participação do maior número de profissionais nas turmas formadas, ultrapassando a marca de 1.330. Estas atividades tiveram alcance internacional, onde, em janeiro, foram realizados cursos para 60 profissionais representantes de 15 instituições de saúde para cuidados continuados da rede das Misericórdias de Portugal, cujo prosseguimento se dará no primeiro trimestre de 2010. Também foram realizados eventos regionais em São Paulo e Curitiba, cujo objetivo era ampliar a rede de conhecimento sobre a metodologia da Acreditação Internacional. No conjunto de cursos, cujas cargas horárias variaram de 08 a 32 horas podem ser citados temas e exemplos como: Prontuário Clínico, Direitos dos Pacientes, Auditoria Interna da Qualidade, Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Gestão e Melhoria de Processos e Indicadores Clínicos Assistenciais. Outro formato de sucesso foram os treinamentos em cenários de situação realística, uma parceria com a Berkeley, que dispõe de laboratórios com cenários reais e recursos robóticos. Os conteúdos dos treinamentos foram desenvolvidos por profissionais especializados do CBA e envolviam temas como: Gerenciamento de Fármacos, Cirurgia Segura, Integração de Sistemas de Comunicação e Planejamento e Gerenciamento do Cuidado.
Para 2010 novas parcerias estão já em fase adiantada de formalização, incluindo o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês e o Centro de Treinamento em Situação Realística do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
No âmbito da Coordenação de Educação houve um aumento de instituições de saúde ingressando no Programa de Acreditação Internacional, que atualmente já ultrapassa de 60. Nesse aspecto, se destaca a entrada de instituições já acreditadas em outros modelos de Acreditação existentes no Brasil, que agora vislumbram a importância de buscar a Acreditação Internacional CBA-JCI, segundo relato dos dirigentes destas instituições. Esse novo conjunto de instituições somado àquele já participante do programa e que estão em fase de preparação visando a acreditação, gerou em 2009 o dobro de avaliações diagnósticas ou de educação realizadas em 2008, superando 45. Para dar conta desta grande tarefa, novos profissionais consultores foram incorporados ao quadro atual e alguns ainda se encontram em fase de formação e capacitação. Nesta perspectiva de atividades conjuntas com a JCI, já foi iniciado também um processo para a formação de um grupo de consultores internacionais que poderão atuar em projetos de consultoria para Acreditação Internacional JCI fora do Brasil. Para 2010, o horizonte de novos integrantes já se mostra promissor com negociações e novos contratos já sendo firmados no último mês do ano corrente. Outra grande ação para a consolidação e ampliação da carteira de clientes é a abertura, já efetivada do escritório regional de São Paulo. O escritório já dispõe de plena estrutura física e conta com profissional técnico de apoio. Este novo espaço possibilitará uma atuação mais próxima e adequada ao mercado de São Paulo e região do interior, onde identificamos significativa de demanda de potenciais clientes.
No âmbito da Coordenação de Acreditação, 2009 também significou a quase duplicação do número de avaliações realizadas. O número atual de instituições de saúde acreditadas é de 12 hospitais, 3 ambulatórios, 2 serviços de assistência domiciliar, 1 serviço de cuidados continuados e 1 empresa de transporte médico, além da certificação de 2 programas de doenças ou condições específicas. Para 2010, a previsão é de novamente duplicar o número de avaliações realizadas, sendo que a perspectiva é de que deste total, 50% sejam novas instituições de saúde acreditadas ou programas certificados.
Também em 2010 teremos o lançamento da versão em português das novas edições do Manual Internacional de Padrões para Ambulatórios, em abril, e para o Programa de Certificação de Serviços de Doenças ou Condições Especificas, em julho. Em julho também será lançada a 4ª edição do Manual Internacional para Hospitais, sendo sua vigência efetiva a partir de janeiro de 2011.
No âmbito da Superintendência, as ações foram fundamentadas no fortalecimento de parcerias e ações conjuntas com entidades representativas e associações nacionais e internacionais, como a ANAHP, a CNS e o SINDHRio para o fortalecimento da marca CBA-JCI e da consolidação do valor e alcance do Programa de Acreditação Internacional no Brasil. Neste cenário se destaca a parceria e trabalho com os chamados Hospitais de Excelência de São Paulo, que desenvolvem projetos de melhoria de assistência e gestão na Rede SUS, com projetos gerenciados junto ao Ministério da Saúde. Entre estes podem ser citados o Projeto das Unidades Assistenciais da FIOCRUZ com o Hospital Samaritano e o Projeto dos Hospitais Universitários com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Para 2010 as expectativas são de constituir e participar de projetos especiais, de grande porte também com Hospitais de Excelência e com outros segmentos públicos como, Secretarias Municipais e de Estados de Saúde, visando o alcance da missão do CBA: “Melhorar a qualidade do cuidado prestado ao paciente através do Programa de Acreditação Internacional.”
Heleno Costa Júnior, Coordenador de Educação do CBA
Trabalhos Premiados - 36 Congresso Mundial de Hospitais
Trabalhos premiados
Com o objetivo de incentivar os profissionais da saúde a desenvolver ações e pesquisas para a melhoria da qualidade e segurança do paciente, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) vem promovendo a apresentação de trabalhos científicos em seus seminários de Acreditação. No mais recente, ocorrido em novembro durante o 36o Congresso Mundial de Hospitais, foram inscritos 28 trabalhados com foco na temática Ações de melhoria pela Acreditação Internacional – experiências práticas e resultados. Os três primeiros colocados receberam incentivo financeiro em dinheiro e farão parte de uma publicação científica oficial elaborada pelo CBA em parceria com uma instituição acadêmica.
Para saber os resultados dessas ações e como a premiação foi recebido pelos autores, entrevistamos Sandra Seabra, coordenadora médica de gestão e processos do Hospital Moinhos de Vento, que ficou com os 1º e 3º lugares com os trabalhos Gerenciamento de Risco de Queda em Pacientes Internados - resultados em um hospital privado e Características Clínicas e Indicadores de Qualidade de Tratamento Dialítico, respectivamente. Conversamos também Zilda de Santana Gonsalves, farmacêutica do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), que ficou com a 2ª colocação com o trabalho Mudanças na Metodologia de Analise de Prescrição, Monitoramento de Pacientes e Intervenção Farmacêutica no INTO para o Uso Seguro e Racional de Medicamentos.
CBA - Como os autores e a direção da instituição receberam a notícia da premiação?
Sandra Seabra - Foi uma imensa satisfação porque a premiação é o reconhecimento da qualidade da assistência que o Hospital Moinhos de Vento presta.
Zilda Gonsalves -Foi com grande satisfação que os autores e a direção receberam a notícia, sinalizando que o trabalho solicitado e empenhado em um curto espaço de tempo para atendimento das metas estabelecidas pelo novo Manual de Joint Commission International tenha sido realizado na integralidade. Este foi um resultado de um esforço coletivo multidisciplinar, sobretudo da equipe de farmácia, permitindo contribuir com qualidade, os objetivos da instituição, principalmente, no que à segurança do paciente.
CBA - Há um incentivo da direção do hospital para a realização de estudos como esse? Eles estão ligados à acreditação?
SS - Existe sempre um incentivo do hospital para a produção científica. É importante compartilhar com as demais organizações o nosso trabalho, resultados e processos. A Acreditação, pela necessidade de conformidade aos padrões internacionais e a preocupação com a segurança do paciente, impulsiona a melhoria contínua da atividade médico-assistencial, e é isto que nossos trabalhos revelam.
CBA - Qual a importância e a expectativa de ser premiado no Seminário Internacional de Acreditação e fazer parte de uma publicação cientifica oficial elaborada pelo CBA em parceria com uma instituição acadêmica?
SS - Esta "parceria" mostra que é possível, a partir de orientações oriundas de padrões de excelência, trabalhar com melhores práticas e promover a geração de conhecimento.
ZG - Na verdade foi uma grande surpresa, visto que como já citado anteriormente, o trabalho em questão foi desenvolvido em um tempo extremamente curto, e podemos dizer que a contabilização dos resultados ainda vem acontecendo, fazendo ajustes no que podemos melhorar. Portanto as expectativas da premiação eram mínimas, mas sabíamos que estávamos diante de um grande desafio até para a própria equipe de farmacêuticos, ainda aprimorando sua face clinica, e sendo então um projeto inovador.
CBA - Que dificuldades foram enfrentadas na elaboração de cada trabalho?
ZG - Nossas maiores dificuldades foram o desenvolvimento de como estas informações podiam chegar ao farmacêutico, uma vez que nosso prontuário ainda é manual e os dados de todos pacientes internados na instituição não chegavam à farmácia, só tínhamos as informações diretamente no prontuário do paciente e, portanto, de difícil acesso.
CBA - Como surgiu a ideia de desenvolver esse estudo?
ZG - Em decorrência das necessidades de integrar o serviço farmacêutico no auxílio à segurança do paciente, atuando como a barreira imediatamente após a prescrição médica e antes do recebimento e administração dos medicamentos pela enfermagem, sendo certamente o ponto alto na escolha do tema. Entretanto, o desafio era unir as habilidades científicas e a expertise do profissional farmacêutico às informações que o mesmo dispunha para uma análise crítica das prescrições recebidas, uma vez que os dados clínicos do paciente, como peso, altura, patologias associadas à doença ortopédica e no caso de serem usuários de medicamentos de uso crônico, eram incompletos. Foi importante que tais informações fossem integradas ao perfil farmacoterapêutico durante os períodos peri e pós-operatório. Num esforço multidisciplinar, sobretudo das equipes de farmácia e enfermagem, auxiliadas pelo sistema de informática, foram criados ajustes na ficha de anamnese de enfermagem, que passou a ser realizada eletronicamente. Os dados clínicos do paciente integrados à nossa prescrição online, inserida pelo farmacêutico no banco de dados de interação medicamentosa, permite uma análise mais acurada e precisa das prescrições pelo farmacêutico.
CBA - Qual o resultado de cada um dos estudos e sua aplicabilidade visando o aumento da segurança do paciente e a qualificação do atendimento?
SS – No trabalho Gerenciamento de Risco de Queda em Pacientes Internados-resultados em um hospital privado os resultados alcançados demonstram a importância do gerenciamento do risco de queda na organização, sendo possível inferir que a implementação da avaliação de risco de quedas, sua estratificação e a adoção de medidas específicas antes da ocorrência dos eventos, o que contribuiu para a redução das quedas no período analisado. Desta forma, evidencia-se um processo de melhoria contínua, baseado nas orientações dos padrões de Acreditação pela JCI e nas Metas Internacionais de Segurança do Paciente.
Já em Características Clínicas e Indicadores de Qualidade de Tratamento Dialítico os resultados obtidos quanto a indicadores de qualidade do tratamento dialítico estão de acordo com os níveis preconizados pelos guidelines da National Kidney Foundation - Disease Outcomes Quality Inatiative e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia. A soroconversão para hepatite B e C neste período é zero, atribuindo-se este resultado às práticas de controle de infecção adotadas na unidade e ao não reúso de dialisadores. Apesar da faixaetária elevada e da alta prevalência de pacientes diabéticos é possível realizar diálise com qualidade aos pacientes com IRC em programa de hemodiálise crônica.
ZG - Com a nova metodologia de análise de prescrições foi possível ampliarmos em quase cinco vezes o número de reconciliação medicamentosa que habitualmente fazíamos. Ou seja, atrelamos os medicamentos que o paciente fazia uso cronicamente antes da internação aos medicamentos necessários durante sua internação, permitindo assegurar à pacientes hipertensos, por exemplo, a manutenção de sua pressão arterial estabilizada por uma suspensão ou redução de seus medicamentos habituais inadvertidamente, colaborando assim com a equipe médica. Outro parâmetro foi o número de intervenções farmacêuticas feitas nas discussões da melhor dose de um medicamento para aquele paciente que tivesse, por exemplo, insuficiência renal. E ainda, avaliar e monitorar o paciente que outrora estivesse em uso de medicamentos que ocasionassem interação medicamentosa, podendo levar desde uma inefetividade terapêutica a reações adversas mais graves, permitindo assim prolongar a estadia do paciente na unidade hospitalar.
Além disso, houve maior integração da equipe multidisciplinar para realização de um bem comum, da segurança do paciente, da segurança no serviço e do reconhecimento da importância do serviço dentro da instituição.
Desde criança aprendemos a lavar as mãos antes das refeições, ir ao banheiro ou pegar em dinheiro. A atitude para evitar doenças é tão séria que a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou em maio deste ano a campanha Salve vidas: limpe suas mãos, com o intuito de reduzir o número de infecções hospitalares. Colaborador externo do programa de pesquisa para a Aliança Mundial de Segurança do Paciente da OMS e chefe da Divisão de Medicina Geral no Brigham and Women’s Hospital, David Bates, afirma categoricamente: “É importante medir a segurança de forma rotineira! Já foi comprovado que a lavagem das mãos faz baixar a carga de doenças.” O alerta de Bates é reforçado com a declaração de Paul VanOstenberg, responsável pelos programas internacionais de acreditação da Joint Commission International (JCI) para a aferição da qualidade e da segurança do paciente em organizações acreditadas: “A coisa mais importante num processo de qualidade é um olhar atento, crítico e permanente. Daí a campanha de lavagem de mãos.”
A importância da higienização das mãos faz parte da rotina do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) desde 1997, quando foi estimulada a conscientização de toda a equipe pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). A campanha, realizada anualmente desde aquele ano, buscaatravés de dinâmicas, palestras, banners, intervenções teatrais e novos produtos estimular a adesão à higiene de mãos.
Para este ano, o SCIH idealizou a campanha em dez etapas. Em fevereiro, a troca do sabonete líquido pelo de espuma foi o primeiro passo para promover o ato da lavagem das mãos. Num segundo momento foi realizado um estudo para identificar as oportunidades de higienização das mãos em todas as áreas do hospital. Posteriormente, foram instaladas pias e ampliados os pontos de dispensers de álcool gel. Em julho, a campanha tomou impulso com a divulgação do tema Higienização das Mãos - A atitude do profissional responsável através de banners, mensagem na tela dos computadores de toda a instituição e apresentação teatral em cada área ressaltando a importância do procedimento. Toda ação tinha o mascote com a mensagemHigienize! Essa atitude está em suas mãos. Em setembro, foram instalados dispensadores de álcool gel nos carros do serviço de higiene hospitalar e nutrição. Em outubro, foi o momento de registrar toda a mobilização no Jornal IntegrAção, publicação voltada aos colaboradores do hospital. O público externo também foi alvo da campanha. Foram instalados displays da maçaneta dos quartos dos pacientes e distribuídos folders para pacientes, acompanhantes e visitantes com ilustração das formas de higienizar as mãos, com água e sabão e com álcool gel.
Para celebrar os resultados alcançados, que refletem índices de infecção hospitalar comparados aos melhores hospitais de mesmo porte de nível internacional, os membros da SCIH planejam finalizar a ação este mês colocando mensagem nas telas dos computadores com as fotos da participação dos colaboradores durante a campanha.
Outra instituição que aderiu à campanha de lavagem das mãos motivado pela prevenção da infecção hospitalar e da Influenza H1N1 foi o Instituto Nacional do Câncer (INCA). “A necessidade de envolvimento de todos os profissionais da área de saúde numa atitude simples e custo efetivo como higienização das mãos, nos motivou a realizar esta campanha, que começou em abril e vai até a última quinzena de dezembro”, conta o chefe da Seção de Controle de Infecção do INCA, Eduardo Velasco.
Para incentivar os funcionários, foram feitos vários materiais para divulgação interna. “A cada quinzena entrava um veículo diferente no ar com um texto intrigante sobre o tema: cartazes nos quadros, produção de banners, adesivo para todas as pias do Instituto, envio de banner eletrônico, matérias no jornal interno, matéria nos boletins semanais, matérias na Intranet, produção de fundo de tela para os computadores. E uma divulgação especial sobre a Influenza H1N1 foi feita em paralelo com esta campanha”, conta Velasco. Como resultado, o chefe da Seção de Controle de Infecção do INCA diz ter observado mais envolvimento, preocupação e conscientização dos profissionais de saúde do Hospital do Câncer I, além do aumento progressivo do consumo de álcool gel motivado pelo investimento e adequação da infraestrutura hospitalar e alocação de recursos financeiros para suprimentos de produtos para higienização das mãos.
Velasco também revela que a ação foi estendida ao pacientes internados no hospital:“Os cartazes e banners ficam à disposição de todos nos quadros e como a informação é importante atende a todos os públicos. O adesivo nas pias também serviu para chamar atenção de pacientes e acompanhantes, já que cada pia contém um adesivo colorido que fala da importância de se lavar as mãos.”
Hospital Total Cor a caminho da Acreditação Internacional
Hospital Total Cor a caminho da Acreditação Internacional
Depois do Total Care e do Resgate serem acreditados internacionalmente pela Joint Commission International(JCI)/Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), o Hospital TotalCor, do Grupo Amil, se prepara para Acreditação pela metodologia JCI/CBA. Conversamos com a Gerente de Qualidade do hospital, Sandra Francisca Pereira, para saber como anda o processo na instituição.
CBA - O que levou a direção do hospital a optar pela Acreditação Internacional?
Sandra Pereira - O Hospital Totalcor e Paulistano escolheram a JCI pela credibilidade internacional. Algumas unidades do grupo Amil, como Totalcare e Resgate hoje são acreditadas pela JCI. O grupo busca um padrão na certificação internacional.
CBA - Quando começou o processo de acreditação?
SP - O processo teve início em janeiro de 2008.
CBA - Como está a aceitação e motivação dos funcionários em relação à Acreditação Internacional? Quais as principais dificuldades encontradas?
SP - Os colaboradores estão empenhados para que todas as rotinas do hospital estejam conformes. Todos participam do processo de uma maneira muito transparente e colaborativa e entendem que o processo é para garantir a segurança e qualidade dos pacientes e dos colaboradores.
Hoje a grande dificuldade é manter as rotinas implantadas num padrão de qualidade aceitável pela instituição. O treinamento é continuo e as auditorias são realizadas para medir o aprendizado e realizar ações de melhoria na instituição.
CBA - Quais as principais mudanças advindas a partir da metodologia de Acreditação da JCI/CBA?
A principal mudança foi descrever todos os processos, garantir qualidade continua após treinamento e monitoramento de todas as atividades e muita disciplina.
A criação do comitê de qualidade foi umas das primeiras ações realizadas pela instituição com objetivo principal da tomada de decisões macros na instituição. Com isso, muitos processos foram desenhados e implantados em um curto período de tempo. A auditoria interna foi desenvolvida com objetivo de garantir a qualidade de todos os processos implantados, indicadores, reuniões e auditorias semanais nos processos.
CBA - Qual a expectativa do hospital em relação à Acreditação, a qualidade e segurança do paciente e na relação do hospital com o mercado? Há uma previsão da conquista da Acreditação Internacional?
SP - Estamos prevendo que a avaliação final aconteça em maio de 2010. Passamos por um processo de aprendizado e implantação das rotinas. A avaliação final é uma forma de validar as rotinas implantadas e também sabemos que o processo de qualidade é continuo, a busca pela excelência é continua e sem volta.
Todos os radiofármacos, medicamentos com finalidade diagnóstica ou terapêutica feitos a partir de substâncias radioativas e de uso restrito a hospitais e clínicas especializadas, passaram a ter registro no Brasil. É o que determina a RDC 64/09 , publicada no último dia 23 de dezembro. A resolução também estabelece os critérios para a realização dos chamados estudos clínicos, que se caracterizam pela intervenção em seres humanos, e para o cumprimento de exigências anteriores ao registro.
A composição do radiofármaco, sua meia-vida, bem como suas propriedades, toxicologia e características físico-químicas estão entre as informações obrigatórias que devem estar descritas no pedido do registro. Os fabricantes também terão que apresentar relatórios de farmacovigilância e seguir os modelos de textos de bulas especificados.
Boas práticas da fabricação
Já a RDC 63/09, publicada no mesmo dia, estabelece os requisitos mínimos a serem observados na fabricação dos radiofármacos. Estão abrangidas tanto a produção desses medicamentos nas indústrias e instituições nucleares quanto a preparação deles em hospitais, radiofarmácias centralizadas e centros de tomografia por emissão de pósitrons (antipartícula do eléctron).
Entre os pontos abordados pela legislação, estão a seleção e a capacitação dos trabalhadores, a movimentação entre as áreas radioativas e não radioativas, a liberação de lotes para uso e os requisitos relacionados às instalações físicas (especialmente radioproteção, condições de limpeza e esterilidade) e aos equipamentos usados durante os procedimentos.
Prazos
As empresas, radiofarmácias, clínicas especializadas e institutos produtores terão dois anos para se adequarem às duas normas. Radiofármacos registrados no período de publicação da RDC 64/09 devem se adequar no momento de revalidação do registro ou em até dois anos caso a revalidação ocorra num prazo inferior a dois anos.
No que se refere à RDC 63/09, os estabelecimentos que atuam na área também terão dois anos de prazo. No entanto, os novos estabelecimentos, que comecem a funcionar a partir de agora, já deverão iniciar suas atividades de forma a cumprir todas as exigências da resolução.
ANS define critérios para acreditação de programas de promoção e prevenção
ANS define critérios para acreditação de programas de promoção e prevenção
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou, no dia 8 de dezembro, a Instrução Normativa (IN) 22, que dispõe sobre o cadastramento de programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças na saúde suplementar certificados por Instituições Acreditadoras.
O objetivo desta IN é tornar mais simples a aprovação pela Agência dos ¿Formulários de Cadastramento de Programas¿, previamente acreditados, além de estimular as operadoras a utilizarem o ¿Manual de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar¿ publicado pela ANS.
O processo de acreditação é desenvolvido para prover informações e estabelecer indicadores em saúde voltados para melhorar a qualidade do cuidado ao paciente. Para isso, utiliza ferramentas metodológicas reconhecidamente eficazes, conferindo a este método credibilidade e transparência. Para a ANS, com a acreditação, as operadoras conseguirão melhorar o desenvolvimento dos programas cadastrados para avaliação da Agência.
Sobre os programas de promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças
As operadoras interessadas em realizar programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças devem realizar cadastro no sitio da ANS. A Agência avalia as propostas e os aprova mediante o cumprimento de pré-requisitos básicos para a realização de programas de qualidade.
Em dezembro de 2008, a ANS publicou a Instrução Normativa Conjunta nº 01 DIPRO/DIOPE definindo que os valores aplicados em programas de promoção e prevenção passariam a ser tratados como ativos no Plano de Contas Padrão da ANS.
Após um ano da vigência da IN Conjunta e de ampla discussão com o mercado sobre os critérios de qualidade para a aprovação dos programas cadastrados, a ANS lançou a Instrução Normativa 22.
Lavagem de roupas de serviços de saúde terá regras específicas
Lavagem de roupas de serviços de saúde terá regras específicas
Brasília (DF), 19.11.2009 - As roupas utilizadas nos serviços de saúde terão novas regras de lavagem. A proposta está na Consulta Pública 73, disponível no site da Anvisa. As roupas utilizadas em serviços de saúde incluem lençóis, fronhas, cobertores, toalhas, colchas, cortinas, roupas de pacientes, campos cirúrgicos, propés, aventais e gorros não descartáveis, dentre outros. O processamento das roupas dos serviços de saúde envolve todas as etapas desde a coleta da roupa suja até a distribuição da roupa limpa para novo uso.
O documento propõe, por exemplo, a capacitação dos trabalhadores das unidades de processamento de roupas de serviços de saúde, também conhecida como lavanderia hospitalar, e proíbe a lavagem de roupas de serviços de saúde em domicilio. A proposta também veda a alimentação nas áreas de trabalho e obriga a instalação de recursos para higienização das mãos na várias áreas da unidade.
A Consulta Pública permanece aberta até o dia 16 de dezembro e as contribuições podem ser encaminhadas pelo e-mail: cp.73.2009@anvisa.gov.br; para o Fax: (61) 3462-6895; ou para o endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde, SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília- DF, CEP 71.205-050.
Livro com novo Código de Ética Médica será distribuído pelo CFM
O novo texto do Código de Ética Médica, aprovado em setembro, será editado na forma de livro e distribuído aos médicos, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A publicação terá ainda artigos assinados por membros da Comissão Nacional de Revisão do Código e contará o histórico deste processo. Também será incluída a íntegra da Resolução 1.931/2009, que aprova o documento com as normas e princípios éticos da medicina.
A decisão foi tomada na reunião da Comissão Nacional, realizada nesta sexta-feira (4). O grupo foi instituído em 2007 para revisar o Código de Ética Médica. O encontro deveria marcar o encerramento dos trabalhos, mas decidiu-se que o grupo continuará ativo pela necessidade de atualização constante das normas éticas da atividade. De acordo com o presidente do CFM, Roberto D´Avila, o grupo ajudará a responder possíveis dúvidas que surjam durante a etapa de implementação das regras.
O novo Código de Ética Médica foi aprovado em setembro, após dois anos de debates. O documento traz a atualização das normas e princípios éticos da medicina, considerando os avanços e conquistas resultantes das transformações sociais, técnicas e científicas ocorridas desde a publicação do Código atual, de 1988.
As novas normas éticas da medicina entrarão em vigor em 13 de abril de 2010.
Qualificação e Acreditação em foco no Congresso Mundial de Hospitais
Qualificação e Acreditação em foco no Congresso Mundial de Hospitais
Discutir os desafios da saúde na atualidade com a participação de lideranças mundiais do setor. Este foi um dos objetivos do 36º Congresso Mundial de Hospitais (IHF RIO 2009), realizado de 10 a 12 de novembro, no Rio de Janeiro. A abertura do evento, pela primeira vez sediado na América Latina, foi presidida pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e contou com a presença de autoridades mundiais em saúde, além do presidente do Congresso e da Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão. Com o tema principal A saúde na era do conhecimento, o evento reuniu cerca de 2 mil participantes representando 70 países.
Entre os assuntos em debate, foram discutidos desde a governança corporativa do setor às novas tecnologias em saúde. A acreditação hospitalar também marcou a agenda do evento e foi o tema da conferência Qualificação e Acreditação, realizada, às 17h, no primeiro dia do congresso. O professor doutor José Maria Paganini, secretário executivo da UNLP (Faculdade de Ciências Médicas da Argentina), ressaltou que, em seu país, hoje existem 36 instituições acreditadas.Na sequência das apresentações, Yehuda Dror, presidente da agência norueguesa Det Norske Veritas (DNV), reafirmou o papel fundamental da acreditação em relação à segurança do paciente.
Sob a coordenação deFrancisco Balestrin Andrade, vice-presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), também estiveram presentes ao debate Luís Plínio Moraes de Toledo, presidente da Organização Nacional de Acreditação (ONA), e Karla Larica Wanderley, representando a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), do Ministério da Saúde. Karla expôs os principais desafios da Rede Hospitalar Brasileira, como a gestão do sistema público de saúde em um país de dimensões continentais com realidades díspares e a expectativa de envelhecimento da população nos próximos anos, o que elevará a incidência de doenças crônicas.
Apresentando dados do Ministério da Saúde, Karla observou que 33% dos hospitais da rede pública hoje localizam-se em municípios de pequeno porte, com até 100 mil habitantes. “Desse montante, 66% dos hospitais têm até 50 leitos”, detalhou. Karla acrescentou que são realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) 11 milhões de internações anualmente em mais de 8.400 hospitais. “Ainda precisamos elevar esses números e melhorar o acesso à saúde, pois saúde gera qualidade de vida, emprego, proteção social e crescimento econômico”, finalizou.
‘Acreditação só se faz com pessoas’
A médica Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), há 11 anos representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International(JCI), maior agência acreditadora do mundo, encerrou a conferência Qualificação e Acreditação. Elaressaltou que 20 instituições brasileiras estão acreditadas, de acordo com a metodologia internacional e observou ainda o progresso da discussão sobre a acreditação hospitalar no Brasil. “Há seis anos não se falava em risco em instituições de saúde. Isso não era comum. E há dez anos, as entidades do setor não se preocupavam com a qualificação de seus profissionais, como se faz hoje”, comparou.
De acordo com estudos, os hospitais são instituições das mais difíceis de serem gerenciadas. A partir dessa constatação, Maria Manuela citou como fator crítico de sucesso do processo de acreditação o envolvimento total das lideranças das instituições com a metodologia, centrada no cuidado ao paciente, ou usuário. “Trabalhamos para que os hospitais sejam seguros e tenham qualidade, mas devemos ressaltar que a acreditação só se faz com pessoas”, concluiu a superintendente do CBA.
Planejamento e ação rápida para enfrentar situações de crise e epidemias
Planejamento e ação rápida para enfrentar situações de crise e epidemias
Quando acontecem imprevistos ou calamidades em hospitais, as consequências são agravadas ainda mais devido à natureza dos serviços prestados. Para abordar a questão, foi realizada, no dia 12 de novembro, no 36º Congresso Mundial de Hospitais, no Rio, a palestra Preparação de hospitais para situações de crise e epidemias, coordenada pela médica Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), que ressaltou a importância da elaboração dos planos de contingência em instituições de saúde. Abrindo a conferência, Carlos Garzón, representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Washington-Equador, destacou a importância de que os hospitais estejam preparados para situações de emergência por serem o único local em que vidas poderão ser salvas.
Na América Latina, de acordo com Garzón, 73% da população e 67% dos hospitais encontram-se em zonas de alto risco. “Além disso, entre 2001 e 2007, 85% dos países foram atingidos por algum tipo de desastre. As falhas acontecem devido a problemas de estrutura, como infiltrações, mau funcionamento, entre outras”, detalhou Garzón.
Segundo ele, o mais importante é que a instituição tenha um plano para atender a desastres, que englobe o número de profissionais disponíveis, a capacidade de hospitalização, avaliando ainda a necessidade de racionar água e luz. “Nos momentos de emergência, é aconselhável formar um comitê e organizar a comunicação com a imprensa para unificar o discurso e a difusão da informação”, destacou.
Já em situações de pandemias, como os casos recentes de gripe suína (a H1N1), os fatores que comprometeram o sucesso de iniciativas anteriores foram, segundo Garzón, a falta de infraestrutura e de equipamentos e a falta de treinamento de pessoal.
Política X Saúde
A questão da turbulência política também pode trazer graves prejuízos à saúde da população de um país. Juan Carlos Linares, diretor da Câmara Argentina de Empresas de Saúde (CAES), apresentou um relato surpreendente dos impactos dramáticos da crise de 2002 na Argentina, em que se registrou a desvalorização acentuada da moeda. “Houve um aumento de 360% no preço dos medicamentos, deixando-os praticamente inacessíveis para a maior parte da população, aumentando assim as internações hospitalares e elevando a mortalidade, especialmente entre os idosos”, contou.
Em quatro anos, no entanto, o país mudou seus indicadores, como explicou Linares, contando que o Governo criou um comitê de crise eficiente, com representantes de vários setores da sociedade, que garantiu a continuação da prestação de serviços públicos de saúde à população. “Foi implantado também um programa de remédios gratuitos para a população e instituída a lei que criou os medicamentos genéricos, mais baratos”, observou Linares. A atuação responsável e ágil do Estado, a capacitação dos profissionais de saúde e o financiamento adequado para o setor fizeram a diferença entre vida e morte no país, que conseguiu vencer a situação de crise.
Estratégias para a segunda onda do H1N1
A questão da pandemia provocada pelo vírus H1N1, que atingiu o mundo este ano, sendo o primeiro caso registrado em março nos Estados Unidos e depois chegando ao Brasil, foi o tema da apresentação de Gerson Penna, secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Ressaltando que o mundo está sob a pandemia e é esperada uma segunda onda, prevista, no Brasil, para o próximo inverno, Gerson Penna atualizou os dados da situação do país. “O Brasil tem hoje confirmados 35 mil casos da doença”, anunciou. Ele contou ainda que foi também criado um comitê de crise, assim que a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou o primeiro alerta para o vírus H1N1, em abril de 2009.
Penna alertou para os perigos da segunda onda do H1N1, explicando que o Ministério da Saúde está se preparando para a pandemia com um comando único para as ações de saúde e alterando protocolos, como a notificação dos casos, que passará a ser online. “Até fevereiro de 2010, temos um estoque de 12 milhões de tratamentos de Oseltamivir, o antiviral recomendado para a doença. No entanto, temos problemas de logística devido às dimensões continentais do país”, destacou.
Penna anunciou que, por Medida Provisória, foram liberados R$ 2,1 bilhões para fazer face aos gastos com a vacinação contra o vírus para enfrentar a segunda onda da doença. “Pelos cálculos de hoje, o Brasil deve comprar, até abril, vacinas para cerca de 50% da população”, informou.
Hospital Israelita Albert Einstein ganha homenagem especial da JCI
Dez anos de serviços de qualidade:
Hospital Israelita Albert Einstein ganha homenagem especial da JCI
Trabalho, competência, dedicação. Esses foram apenas alguns dos ingredientes que levaram o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a receber uma homenagem especial da Joint Commission International (JCI), no dia 10 de novembro, durante o 36º Congresso Mundial de Hospitais (IHF RIO 2009), no Rio de Janeiro. É que a instituição tornou-se a primeira do Brasil a completar o décimo aniversário com o selo de acreditação da JCI, uma garantia da prestação de serviços de qualidade à população.
Fora dos Estados Unidos, o Hospital Albert Einstein foi o primeiro a ser Acreditado e é hoje o primeiro a receber a quarta recertificação, como explicou Paul vanOstenberg, responsável pelos programas internacionais de acreditação da Joint Commission International, que prestou a homenagem, realizada pouco antes da palestra Qualificação e Acreditação. Paul VanOstenberg, que acompanha de perto a acreditação hospitalar em 39 países, ressaltou que o Hospital Albert Einstein destaca-se pela qualidade, não somente na acreditação, mas também pela liderança demonstrada na melhoria do cuidado e da segurança ao paciente.
Emocionado, Cláudio Luiz Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, agradeceu o reconhecimento ao trabalho em equipe desenvolvido na instituição. “Essa conquista é um passo importante, não somente para o hospital, mas para São Paulo e para o Brasil. A saúde é um direito social que deve ser cumprido com a utilização das melhores ferramentas de gestão. E, sendo a Joint Commission International sinônimo de qualidade, isso nos deixa ainda mais orgulhosos”, concluiu Cláudio.
Segurança na Prevenção de Quedas - 36º Congresso Mundial de Hospitais
Segurança na Prevenção de Quedas
Isonia Muller, gerente assistencial do Hospital Moinhos de Vento (RS), iniciou a apresentação mostrando dados mundiais: de 0,8 a 8 por 1 mil pacientes internos nos hospitais sofrem quedas. Para cumprir a meta 6 do Manual de Acreditação da Joint Commission International, a enfermeira relatou que em 2008 o hospital implantou a avaliação de risco dos pacientes internos. Segundo ela, foram levadas em conta no prontuário da avaliação a idade do paciente, as limitações motoras, de visão e audição, o uso de medicamentos, o sedentarismo do paciente, deformidades nos pés, redução da força muscular, entre outras. O resultado apontou para a seguinte realidade: 95% dos pacientes têm risco de queda.
Para minimizar o problema, o hospital adotou algumas ações preventivas como, a instalação de piso antiderrapante e barras de segurança, retirada de obstáculos, campanhas educativas com os profissionais, pacientes, acompanhantes e visitantes para deixar objetos mais usados à mão dos pacientes, manter a luz auxiliar acessa, usar mais a campainha e sempre deixar a cama-box travada e com grades. “Hoje o calçado é um ponto importante a ser trabalhado. Nossas pacientes são vaidosas e acabam usando sandálias inadequadas, o que aumenta a insegurança”, alerta.
O hospital também estabeleceu cuidados especiais para os pacientes com alto risco de queda, àqueles com mais de 75 anos e quatro potencialidades para quedas assinaladas no prontuário. “Como as quedas acontecem mais no banheiro, camas e sofás passamos a fazer a contenção desses pacientes. Amarramos os pacientes com cintas especiais que não tragam desconforto, dêem liberdade, mas que acima de tudo, primem pela segurança”, descreve. Isonia Muller orienta ainda, “Paciente de alto risco merecem atenção especial. Por isso, devem ser olhados a cada trinta minutos.”
Enfermeira responsável pelo CTI do Hospital São Vicente de Paulo (RJ), Andréa Teixeira conta que muitos funcionários se sentem culpados pela queda do paciente, embora dados apontem que a maioria das quedas acontece devido ao acompanhante não pedir auxílio à equipe de enfermagem. Segundo estatísticas, o risco de queda dos pacientes internos no hospital é de 75%, sendo considerados de alto risco, os pacientes da oncologia, endoscopia, centro cirúrgico, hemodiálise e hemodinâmica. Andrea conta que a análise de risco de queda é feita na entrada do paciente no hospital ou em até 12 horas, dependendo da gravidade do caso. A enfermeira diz ainda que a avaliação é refeita semanalmente ou quando há mudança no quadro do paciente.
Entre as ações para reduzir os riscos estão a sinalização na porta do quarto e no monitor e a determinação de colocar o paciente com maior risco de queda próximo ao posto de enfermagem.
Isonia Muller, gerente assistencial do Hospital Moinhos de Vento (RS),
Andréa Teixeira - Enfermeira responsável pelo CTI do Hospital São Vicente de Paulo (RJ)
18/11/2009
Acreditação no Brasil: contexto e perspectivas - 36º Congresso Mundial de Hospitais
Acreditação no Brasil: contexto e perspectivas
Finalizando o Pré-Congresso, participantes debateram sobre temas que permeiam a acreditação. Na roda das discussões, Alberto Beltrame (Secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde), Paul vanOstenberg (Diretor Executivo de Desenvolvimento e Interpretação de Padrões da JCI), Itziar Larizgoitia (Coordenadora Programa Mundial Segurança do Paciente, da Organização Mundial de Saúde-OMS), e Maria Manuela Alves dos Santos (Superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação). Nesse bate-papo, mediado por José Noronha, Coordenador de Relações Internacionais do CBA, especialistas comentam sobre segurança do paciente, como os protocolos mundiais de segurança podem ser cumpridos no Brasil, sobre o papel do governo na melhoria da saúde e muito mais. Acompanhe!
José Noronha - Uma das questões mais importantes na segurança do paciente é criar um ambiente que propicie que as questões de segurança se dissipem. Como estender os benefícios dessa metodologia a outras instituições?
Paul vanOstenberg – A coisa mais importante num processo de qualidade é um olhar atento, crítico e permanente. Daí a campanha de lavagem de mãos.
José Noronha – A repetição não acaba caindo no cotidiano, no banal?
Maria Manuela – É preciso ter cuidado para que a ação não se fragilize. Por isso é importante que o paciente seja bem atendido e bem informado. Trazer os pacientes como atores do seu cuidado em conjunto com os profissionais da saúde é fundamental para a qualidade e segurança do cuidado ao paciente porque ele melhor que ninguém sabe de suas necessidades.
José Noronha – A Aliança Mundial tem dado grandes contribuições para melhoria do cuidado ao paciente, mas há algumas dificuldades na implementação. Como os hospitais brasileiros podem se beneficiar dos protocolos que ajudam na melhoria da segurança do paciente?
Itziar Larizgoitia – Sei que mudanças comportamentais são difícieis, mas o check-list cirúrgico mostrou efetiva melhora nos resultados e foi uma alavanca para os médicos entenderem que ajuda a melhorar à saúde. Achar líderes é importante, porque eles ajudam promover mudanças.
Vejo no Brasil uma determinação em melhorar a segurança do paciente. O desafio é usar ferramentas de fácil implementação na diversidade de hospitais que existem no país.
José Noronha – Já que a acreditação e a segurança do paciente são fundamentais, por que o governo não baixa uma portaria dando autorização para funcionamento apenas para os hospitais que primam por essa qualidade?
Paul vanOstenberg – Eu acredito no voluntariado. O governo tem obrigação de preparar o cenário para dar segurança ao cidadão, mas não acredito na obrigatoriedade. É preciso dar incentivo para a qualificação dos profissionais. Cabe ao mercado pagar melhor os profissionais mais qualificados. Enquanto a acreditação não chega a todos os hospitais, é preciso fazer ações, traçar políticas e diretrizes para esse salto qualitativo. É preciso alocar mais recursos.
José Noronha – Não seria possível estabelecer padrões legais para atingir essa qualidade?
Alberto Beltrame – Também acredito que o processo de acreditação deva ser voluntário. É preciso ganhar corações e mentes! No entanto, o governo deve estabelecer padrões mínimos que tenham a ver indiretamente com a qualidade. Ainda são tímidas as ações do Ministério da Saúde, mas são importantes como, a acreditação dos hospitais de ensino. Foram estabelecidas metas qualitativas e quantitativas relacionadas a assistência e gestão dos hospitais. Anteriormente os contratos só falavam de dinheiro, de recursos humanos. O Ministério com isso já está sinalizando aos hospitais que vamos diferenciar os contratos com àqueles que têm melhor padrão qualitativo.
Além disso, fechamos parceria com os hospitais filantrópicos de apoio institucional ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estamos preparando algumas hospitais para acreditação. O Ministério aderiu ainda à campanha mundial de cirurgia segura. Em breve, distribuiremos a cartilha explicativa visando aumentar a segurança do paciente.
Alberto Beltrame –Como foi estabelecida as campanhas de lavagem de mãos e cirurgias seguras?
Itziar Larizgoitia – Nós iniciamos essa Aliança com a lavagem das mãos porque, em 2004, melhorar a segurança do paciente era uma tarefa difícil, e nós queríamos uma ação global. Embora se tenha aprendido isso na faculdade, era preciso ser aplicado e por em prática uma questão evidente é difícil.
Estamos no início do check-list para cirurgia segura. O lançamento ocorreu há cerca de um ano. Isso ainda é muito novo para se ter uma avaliação mundial.
Nosso terceiro foco é eliminar a infecção por cateter central. Vai demorar para que consigamos conquistar essa meta. É preciso parcerias mundiais para chegarmos a esse ponto e já espero contat com o Ministério da Saúde do Brasil, a JCI e o CBA.
Itziar Larizgoitia – Qual o seu parecer sobre melhoria da qualidade do paciente? Qual recomendação para o Brasil?
Paul VanOstenberg – Ouvi dizer que leva cem anos para se livrar de uma ideia ruim e 50 para chegar a uma medida certa. Então, o Brasil está começando pela medida certa: pela equipe, pela prevenção, a vivência e pelas medidas de avaliação.
Paul VanOstenberg – A população está envelhecendo e anda com a saúde ‘em baixa’. A acreditação deve ajudar a reverter isso em todos os tipos de cuidado?
Maria Manuela – A acreditação tem tido uma contribuição efetiva para isso. Começamos trabalhando pelo hospital, que é a ponta mais complexa da rede de serviços de saúde. Hoje temos pouca colaboração entre os diversos serviços de saúde. Havendo troca integração e coordenação melhoraremos a saúde. Se conseguirmos fazer a população chegar aos hospitais quaternários referenciadamente em melhores condições, isso será um ganho. Há onze anos trabalhamos no processo de acreditação no Brasil e o que se vê não é mais doença e sim processos para melhoria da saúde nos hospitais que trabalhamos. Cuidar de gente não é uma utopia. Quando começamos criamos padrões nacionais com a ajuda da JCI. Hoje, o Brasil trabalha com os mesmos padrões internacionais dos melhores hospitais do mundo.
É preciso ainda que os ministérios da Saúde e da Educação consigam demonstrar em suas escolas maior comprometimento com a qualidade em saúde, com a melhoria da segurança do paciente.
Alberto Beltrame (Secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde), Paul vanOstenberg (Diretor Executivo de Desenvolvimento e Interpretação de Padrões da JCI), Itziar Larizgoitia (Coordenadora Programa Mundial Segurança do Paciente, da Organizaçã
17/11/2009
Segurança no uso de medicamentos - 36º Congresso Mundial de Hospitais
Segurança no uso de medicamentos
Fazendo uma apresentação mais teórica sobre o tema, a médica da Fiocruz Suely Rozenfeld fez uma retrospectiva histórica de estudos em fármaco-vigilância, ressaltando o pioneirismo do estudo feito em 1966, que concluiu que 17% dos pacientes internos no mundo sofriam com eventos adversos. No Brasil, o primeiro estudo foi realizado em 1977 e concluiu que 6% dos eventos adversos eram provenientes a fármacos.
Segundo Rozenfeld, entre os pacientes internos em hospital geral, cerca de 16% apresenta evento adverso à medicação. Para ela, é preciso estabelecer as causas e melhorar a qualidade dos registros, já que pesquisas apontam que de 15 a 60% dos eventos adversos podem ser evitados.
Coube a Débora Cecília Mantovani Faustino de Carvalho, farmacêutica do Hospital Sírio Libanês (SP), mostrar o que garante a segurança do paciente na prática hospitalar: qualificação dos fornecedores, seleção dos medicamentos, sistema de informação sobre o medicamento, gestão de suprimentos, identificação dos medicamentos, forma de solicitação, modelo de distribuição e dispensação, protocolos terapêuticos, preparo e administração, monitoramento dos resultados e eventos adversos e orientação multiprofissional.
Débora Carvalho conta que para aumentar a segurança, a equipe farmacêutica do hospital é responsável por preparar os medicamentos do setor de oncologia e dos 35 leitos de UTI. “A intenção é que sejamos responsáveis também pelo preparo dos injetáveis para todos os leitos do hospital”, adianta ela, dizendo que o mercado está exigindo cada vez mais que os farmacêuticos se atualizem com as práticas de qualidade. No Sírio Libanês, é papel da equipe farmacêutica municiar os demais profissionais de saúde sobre especificações técnicas, novos registros, comunicados, roubos e recolhimentos de medicamentos informados diariamente pela Anvisa e no Diario Oficial e atualização do guia farmacêutico, entre outros.
Débora Cecília Mantovani Faustino de Carvalho, farmacêutica do Hospital Sírio Libanês (SP)
Suely Rozenfeld - médica da Fiocruz
17/11/2009
Cirurgia Segura - 36º Congresso Mundial de Hospitais
Cirurgia Segura
Foi o presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e professor-titular do serviço de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Edmundo Ferraz, quem abriu a mesa a respeito de cirurgia segura, apresentando números do Programa Cirurgia Segura Salva Vidas da Organização Mundial de Saúde, lançado em Agosto do ano passado na sede da Organização Panamericana de Saúde (OPAS).
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 234 milhões de cirurgias são feitas do mundo anualmente. Desse total, 7 milhões apresentam complicações que poderiam ser evitadas. “No mundo inteiro, a cada 300 pacientes que entram no hospital, um vem a morrer, metade desses casos, poderia ser evitado”, alerta o professor, que representou o Brasil junto ao programa da OMS.
Na opinião do médico, é preciso mais recursos para a saúde. Enquanto a OMS recomenda o valor de 500 dólares para cuidar da saúde de cada indivíduo. No Brasil, esse investimento é de 300 dólares. Edmundo Ferraz também chama a atenção para ‘barreiras’ criadas no país. “O Brasil é o campeão de uso de antibiótico! As taxas de infecção e eventos adversos não são notificas. Faltam cuidados com esterilização, estrutura e medicamentos”, denuncia. A saída? O uso de protocolos. “De 4 a 16% dos efeitos adversos advêm do descuido na esterilização e na utilização inadequada de antibióticos”, diz Ferraz.
“Na Grã-Bretanha, o erro humano é a terceira causa de morte”, diz o médico fazendo um alerta para o problema, apontando que os erros mais comuns são por troca de paciente ou de medicação, por operar o lado errado do corpo, pelo estresse profissional e pela falta de supervisão, entre outros.
A gravidade da situação levou a OMS a criar o check list para cirurgias mais seguras, que deve ser feitos antes da indução anestésica, da incisão e da execução da cirurgia. Edmundo Ferraz mostrou que estudo-piloto realizado no início desse ano em hospitais de oito países, dentre eles Boston, Toronto e Londres, demonstrou queda de 46% das grandes complicações e redução de 41% no índice de mortalidade, após a adoção do chek list.
Márcia Galluci Pinter, coordenadora de enfermagem do Centro Cirúrgico do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), conta que já aderiu o check list. “O hospital vem desenvolvendo o protocolo da OMS desde 2008 nas cirurgias eletivas”, revelando que enfrentaram dificuldades para que todos adquirissem a cultura. “Hoje não se anestesia o paciente se o cirurgião não estiver presente”, assegura explicando que o time out é feito em voz alta na presença de toda equipe, inclusive cirurgiões e anestesista. O objetivo da ação e prevenir dano ao paciente, alertando: “A segurança do paciente se inicia no agendamento cirúrgico e não apenas na cirurgia”.
A coordenadora do Albert Einstein revelou ainda o processo de checagem realizado antes e durante a cirurgia: identificação com pulseira, verificação da anamnese, preenchimento do prontuário do paciente e termo de consentimento informado, marcação do sítio cirúrgico, checagem dos equipamentos da mesa e da sala de cirurgia, entre outros. “Acreditamos que estamos fazendo nossa parte para diminuir o índice do Institute of Medicine (IOM), que revela que 98 mil pessoas morrem anualmente por erros assistenciais”, enfatiza.
Edmundo Ferraz - Professor-titular do serviço de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco,
17/11/2009
Segurança do Paciente – Alianças Mundiais - 36º Congresso Mundial de Hospitais
Segurança do Paciente – Alianças Mundiais
Apontando o livro-relatório Errar é Humano, elaborado em 1999 nos Estados Unidos como ponto de partida para a discussão da segurança do paciente, o médico e pesquisador David Bates – chefe da Divisão de Medicina Geral no Brigham and Women’s Hospital, em Boston, e colaborador externo do programa de pesquisa para a Aliança Mundial de Segurança do Paciente da Organização Mundial de Saúde (OMS) – foi categórico ao assegurar que faltam dados de intervenções feitas em hospitais de todo o mundo, o que ajudaria a melhorar a qualidade e a segurança dos procedimentos de saúde. Para ele, “a importância da acreditação está justamente no fato do processo auxiliar o aprendizado dessa segurança e qualidade”, ressaltando que há um importante estudo sobre redução de erros, desenvolvido pela pesquisadora Cláudia Travassos, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.
Estudos realizados por ele apontam que a taxa de eventos adversos nos países desenvolvidos é de 10%. Bates chama a atenção: “A magnitude desse problema é muito grande tanto dentro como fora dos hospitais”. Segundo o médico, ainda não há boas soluções para evitar erros, por exemplo, de diagnóstico, de medicamentos, de equipamentos médicos e quedas, entre outros. “Como controlar a qualidade de uma medicação ou mesmo se o paciente está ingerindo um remédio falsificado? Os equipamentos para exames estão aferidos regularmente?”, questiona exemplificando.
Apresentando as áreas de desafios determinadas pelo programa de Segurança do Paciente da OMS (cuidado limpo, segurança em cirurgia, paciente participativo para segurança, taxonomia, relatório e aprendizagem e, tecnologia e simulação), o colaborador da OMS é categórico: “É importante medir a segurança de forma rotineira! Já foi comprovado que a lavagem das mãos faz baixar a carga de doenças. Da mesma forma, as estatísticas mostram que houve uma melhoria da qualidade do registro médico e uma redução de 50% de eventos adversos após adesão aos padrões estabelecidos pela OMS sobre cirurgia segura. Para ele, o ponto-chave para trabalhar a segurança está na checagem das qualidades. Bates relatou que enfrentou dificuldades para implantar o check-list nas salas de cirurgias, mas que conseguiu romper a barreira conversando com alguns cirurgiões mais ‘abertos’ aos processos de melhoria da qualidade. “O próprio paciente pode ajudar a promover e argumentar sobre sua segurança”, defende.
David Bates – chefe da Divisão de Medicina Geral no Brigham and Women’s Hospital, em Boston, e colaborador externo do programa de pesquisa para a Aliança Mundial de Segurança do Paciente da Organização Mundial de Saúde (OMS)
17/11/2009
Aspectos relacionados a acreditação e segurança do paciente - 36º Congresso Mundial dos Hospitais
Aspectos relacionados a acreditação e segurança do paciente
Atual responsável pelos programas internacionais de acreditação da Joint Commission International (JCI) para o desenvolvimento e a interpretação dos padrões da JCI e para a aferição da qualidade e da segurança do paciente em organizações acreditadas, Paul vanOstenberg é da opinião que a acreditação pode solucionar todos os problemas de segurança do paciente e adverte: “Os líderes das organizações devem tomar a frente nesses objetivos. Precisamos diminuir a taxa da ocorrência de eventos adversos, que está entre 10 a 15% em qualquer país do mundo.” Segundo Paul, a solução é definir a causa-raiz de cada evento. “É preciso que haja empenho em medirmos esses eventos para alcançarmos os resultados”.
O diretor da JCI enfatiza que o paciente também pode fazer a sua parte ajudando os profissionais da saúde a terem atitudes seguras. Por isso, a JCI lançou a campanha Speak Up onde os profissionais usam botons com a frase ‘Me pergunte se eu lavei as minhas mãos’. “É preciso ser lembrado sempre para que se crie o hábito”, argumenta relatando que a instituição e o governo americano tentaram educar o público em relação aos cuidados do paciente, mas os resultados não foram expressivos. “Os grupos de suporte é que fazem a diferença”, indica.
Paul vanOstenberg chamou a atenção para o crescimento do turismo médico no mundo. “Quem disse que operar aqui ou ali é o melhor para o paciente?”, indaga levantando algumas perguntas que podem refletir na segurança do paciente como, diagnóstico e prescrição medicamentosa fornecidos em linguagem que o paciente não entende. Segundo o representante da JCI, muitos hospitais que colocam seus dados na internet não têm seus resultados validados por instituições competentes. E questiona: “Há evidência de qualidade e segurança do paciente?”
Exclusiva
Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva com Paul vanOstenberg ao jornal eletrônico do CBA, para quem revelou: “Saio satisfeito com a repercussão do evento. Existe um mercado em expansão para a acreditação no país”.
CBA: Qual a importância de um congresso desse porte sobre saúde e hospitais no Brasil?
Paul vanOstenberg:Há muitos anos participo de conferências e acho que esse congresso é muito importante para o Brasil, de diversas formas, em especial por reunir administradores hospitalares de vários países para enfrentar, em conjunto, os problemas do futuro. Hoje vivemos em uma sociedade globalizada, o que afeta e muda a situação do cuidado em saúde também no Brasil.
CBA: Podemos comparar o nível de acreditação hospitalar no Brasil em relação a países desenvolvidos?
Paul vanOstenberg:Na minha opinião, o Brasil está um pouco atrás devido ao sistema de saúde misto, que envolve saúde pública e privada. No nível privado, é mais fácil tomar decisões e investir em melhoria de qualidade, já na esfera pública, o processo em relação à acreditação é um pouco mais demorado, pois encontra mais entraves e incentivos diferentes.
CBA: Qual o principal conselho que o senhor daria para os profissionais de saúde no Brasil?
Paul vanOstenberg:Bem... Devemos ter paciência. As mudanças em saúde são lentas porque dependem de uma mudança de comportamento, uma mudança no jeito de se fazer as coisas. E nós tendemos a gostar do jeito com que fazemos nosso trabalho e nem sempre queremos alterar isso.
Abertura - Seminário Internacional de Acreditação - 36º Congresso Mundial de Hospitais
De utopia à realidade
O Seminário Internacional de Acreditação, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) em parceria com a Joint Commission International (JCI), abriu o 36º Congresso Mundial de Hospitais, ocorrido em novembro, no Rio de Janeiro. O Pré-Congresso teve como tema Acreditação e Segurança do Paciente.
O evento que contou com cerca de 400 participantes foi aberto pela diretora-superintendente do CBA, Maria Manuela Alves dos Santos, seguida pelo Presidente da Associação Brasileira de Acreditação, Prof. Omar da Rosa Santos e pelo Presidente do Comitê de Acreditação, Prof. Orlando Marques Vieira, que relembrou quando um grupo formado por médicos e representantes de algumas instituições de saúde do Brasil se reuniram há mais de dez anos já com a preocupação de melhorar a qualidade da saúde no Brasil. “Alguns acharam nossa idéia utópica. Hoje vejo que estávamos no caminho certo. E o CBA é a prova concreta disso”, afirmou Prof. Orlando numa recordação saudosa.
Para Maria Manuela, os ideais do seu grupo podem ser traduzidos em números. “A acreditação começou no Brasil, mais especificamente no Hospital Isralelita Albert Einsten, há onze anos. Atualmente, a JCI tem cerca de 300 instituições acreditadas em 40 países dos cinco continentes”, comemora.
Dr.a. Maria Manuela P.C.A. dos Santos - Superintendente do CBA
16/11/2009
HSL ganha Brazil Design Awards 2009 - A Instituição foi premiada com o projeto das sinalizações interna e externa
HSL ganha Brazil Design Awards 2009
A Instituição foi premiada com o projeto das sinalizações interna e externa
A sinalização interna e externa do HSL, idealizada pela OZ Design, foi premiada na 1ª edição do Brazil Design Awards. O evento, que elegeu 12 melhores trabalhos de Design de 11 diferentes agências, é organizado pela Abedesign- Associação Brasileira de Empresas de Design e aconteceu durante a Brazil Design Week.
A entrega do prêmio foi realizado no Club Disco em São Paulo. Os critérios para o julgamento foram: criatividade nos produtos utilizados, originalidade, técnica e inserção social. O julgamento foi realizado a partir da interseção dos trabalhos selecionados pelo programa Design Excelence Brazil e da pré-seleção para Design do Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Cada trabalho foi analisado individualmente sem critérios comparativos.
Representando o HSL, estavam: o Gerente de Marketing, Paulo Cabral, o Analista de Marketing, Marcel Cohn, os representantes da OZ Design, Ronald Kapaz, André Poppovic e Giovanni Vannucchi, sócios-diretores e Rebeca Cantarelli e Roberta Leal, arquitetas.
Na ocasião, a Abedesign em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) subsidiou as inscrições de 130 trabalhos de 30 empresas de design para o Festival de Publicidade de Cannes.
Representantes do setor de saúde discutem qualidade e sustentabilidade em seminário
Representantes do setor de saúde discutem qualidade e sustentabilidade em seminário
Publicado em: 13/10/2009
O Grupo Fleury e o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) promoveram o Seminário Regional Qualidade e Sustentabilidade - Geração de Valor ou Custo? para uma seleta platéia composta de representantes de diversos segmentos do setor de saúde no último dia 6 de outubro. O evento foi realizado na sede do Grupo Fleury, em São Paulo, e contou com a participação de Marcos Ferraz, diretor de Relações Institucionais do Grupo Fleury; Rosângela Boigues Pittioni, coordenadora de Ensino do CBA; Josier Marques Vilar, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (Sindhrio); Roberto André Galfi, diretor de Prestadores e Serviços Médicos da Sul América; e Francisco Balestrin, vice-presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).
Um dos pontos destacados no discurso dos palestrantes e debatedores é a necessidade de priorizar a qualificação dos recursos humanos para a geração de valor percebido pelos stakeholders.
Após as palestras, o presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão, mediou um debate com Vilar; Galfi; Balestrin; Haino Burmester, do Programa de Estudos Avançados em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Proahsa), e o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB/RS), que também preside a Frente Parlamentar da Saúde.
Qualidade é “inegociável” na saúde Marcos Ferraz, diretor de Relações Institucionais do Grupo Fleury, abriu o Seminário Regional Qualidade e Sustentabilidade – Geração de Valor ou Custo? partindo da premissa de que “qualidade é um atributo inegociável na prestação de serviço em saúde”. E que a geração de valor deve considerar três pilares: social, ambiental e econômico (o que deve incluir a eficiência e capacidade das instituições de reinvestir). Segundo ele, o aumento da cobertura e acesso à saúde, somado ao desenvolvimento tecnológico, “inexoravelmente aumentará a necessidade de mais recursos” para o sistema de saúde.
Sustentabilidade, um novo processo de gestão Em seguida, Rosângela Boigues Pittioni afirmou que faz parte dos objetivos institucionais do CBA preparar os profissionais para o processo de qualidade e acreditação.
Segundo Rosângela, a acreditação gera valor, pois nada mais é do que colocar em prática e validar as conformidades. O processo somente se torna um custo ou despesa quando há necessidade de adequações. Ela também entende que a sustentabilidade, na verdade, é um novo processo de gestão, que segue novas diretrizes, e no qual os profissionais de saúde precisam estar engajados. Para garantir a adesão, é necessário, entre outras iniciativas, promover ações de responsabilidade empresarial, campanhas contra desperdício, e incentivar a reciclagem. Outra iniciativa essencial é o aprimoramento profissional, que leva à retenção de talentos. “A instituição ganha com esse aprimoramento”, conclui Rosângela.
“Todos perdem quando todos querem ganhar a todo custo” O presidente do Sindhrio, Josier Marques Vilar, evocou uma máxima de John Nash, matemático laureado com o prêmio Nobel de Economia em 1994, que tem norteado a tomada de decisões estratégicas nas empresas, para mostrar o risco da postura individualista no mercado de saúde: “Todos perdem quando todos querem ganhar a todo custo”. Por este prisma, segundo Vilar, os agentes do setor de saúde têm de buscar soluções consensuais para aparar arestas entre os diferentes stakeholders e proporcionar condições favoráveis a todas as partes envolvidas, dentro de premissas éticas e morais consistentes.
No entendimento do presidente, a reorganização do sistema de saúde, com base em métricas e indicadores de desempenho, é a única saída viável para o sistema de saúde brasileiro. “Pelo modelo atual, somente sobreviverão algumas poucas instituições filantrópicas de cidades ricas, redes verticalizadas e instituições públicas”, advertiu. “Temos que reconstruir uma relação com o sistema.”
Busca de alternativas Roberto André Galfi, diretor de Prestadores e Serviços Médicos da Sul América, afirma que, na área da saúde, a percepção de qualidade difere entre os grupos. A percepção da qualidade, do ponto de vista da fonte pagadora, está focada na eficiência, pois evita custos adicionais. “O nosso papel como fonte pagadora é exigir os melhores resultados, isto é, cobrar por eficiência. Nós somos a favor de pagar diferenciado”, explicou.
De acordo com o executivo, entre os 30 maiores prestadores por faturamento, 22 (74%) possuem acreditação ou certificação. Quando a Sul América compara os indicadores de performance, encontra, em um cenário em que a maioria dos prestadores é acreditada, uma grande assimetria de resultados. Na avaliação da operadora, essa diferença de desfechos é causada principalmente pela heterogeneidade das equipes médicas. “A acreditação das equipes médicas irá contribuir para uma utilização mais adequada dos recursos”, defendeu Galfi.
Oportunidades e desafios A Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) congrega 39 hospitais privados em 10 estados, 9.375 leitos., 481.037 cirurgias, 3.289.669 atendimentos de urgência, tempo médio de internação 4,18 dias, 45.200 empregos diretos. 35 hospitais acreditados, sendo quatro em processo de acreditação. A entidade dispõe de um Sistema Integrado de Indicadores Hospitalares (Sinhá) para troca de experiências e promoção da qualidade como objetivo maior.
Para o vice-presidente do Conselho Deliberativo da Anahp, Francisco Balestrin, o mercado de saúde brasileiro tem a seu favor características universais e peculiares. Na avaliação dele, entre outros fatores, contam a favor o porte do mercado - 40 milhões de usuários; o grau de regulamentação; a profissionalização das instituições; a estrutura de defesa do consumidor; a abertura do mercado financeiro para captação de recursos e a formatação de redes de serviço.
Por outro lado, continuou Balestrin, o mercado de saúde nacional se ressente de alguns problemas, como a contínua falta de recursos; valor reduzido do ticket médio; baixa cobertura; envelhecimento da população; alta sinistralidade para operadoras; baixo grau de profissionalização da gestão e implantação de novos projetos sem devida avaliação de viabilidade. A “judicialização” da saúde e competição não-profissional também desfavorecem o setor, na avaliação do palestrante, além de outros fatores.
Nesse embate de forças e interesses surgem as oportunidades. O desafio futuro para a qualidade, na opinião do palestrante, é alcançar o reconhecimento público e das operadoras de saúde do valor agregado, a continuidade e manutenção do esforço institucional em busca da própria qualidade, mercado focado no binômio qualidade e custo e evitar a banalização dos programas de qualificação.
Debate O debate que se seguiu às apresentações foi moderado pelo presidente da Confederação Nacional de Saúde, José Carlos Abrahão. “O discurso da acreditação hoje não é mais da boca para fora. Muitos usuários podem não ter esse conceito hoje, mas com certeza vão ter essa consciência”, declarou na sua introdução.
Haino Burmester, do Programa de Estudos Avançados em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Proahsa), foi o primeiro a fazer uso da palavra. Após um reconhecimento dos resultados apresentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Burmester citou o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que resumiu os três alicerces de um programa de qualidade: gestão por processos, disciplina e humildade. “A padronização de processos traz a eficiência”, disse o debatedor. Em sua primeira intervenção, ele também demonstrou uma sensação de déjà vu no Seminário. Segundo ele, termos hoje propagados como modernos são uma reedição de conceitos antigos, que encontram eco no pensamento aristotélico.
Financiamento do SUS
Darcísio Perondi (PMDB/RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde, revelou preocupação com a aprovação da Emenda Constitucional nº 29, de 13 de setembro de 2009, que assegura os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde. De acordo com o deputado, o maior problema do SUS é de financiamento e não de gestão, que pode, sim, ser aperfeiçoada também. Se não houver aumento de recursos, o orçamento esboçado para o próximo ano não dará conta do crescimento vegetativo da população, na opinião do parlamentar.
O deputado também compartilha da opinião de que a qualificação deve contemplar investimentos em recursos humanos. “As instituições precisam valorizar o capital humano”, frisou.
IHF Rio 2009 - Importância das pesquisas para melhorar segurança do paciente
Importância das pesquisas para melhorar segurança do paciente
A Segurança do Paciente e Alianças Mundiais foi o tema de abertura do Pré-Congresso de Acreditação Internacional – Metodologia para a Excelência na Qualidade. Realizado no Rio de Janeiro, no dia 9 de novembro, o evento foi promovido pela JCI (The Joint Commission International) e pelo CBA (Consórcio Brasileiro de Acreditação) e fez parte da programação prévia ao Congresso Mundial de Hospitais – IHF Rio 2009.
Na conferência de abertura, David Bates, chefe da Divisão de Medicina Geral do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, e diretor médico de Análise Clínica e da Qualidade para Cuidados Médicos de Parceiros, falou sobre a importância de pesquisas para melhorar a segurança do paciente e os desafios a serem enfrentados. “Uma das questões mais importantes sobre acreditação é que as instituições credenciadas aprendem sobre segurança do paciente”, enfatizou.
A pesquisa To Err is Human: Building a Safer Health System, de 1999, mostrou que os erros em atendimentos médicos são muito comuns e, também, caros. “Esse é um problema que existe em todos os países estudados, mas ainda precisamos de mais informações sobre a eficácia da intervenção”, disse Bates. De acordo com o estudo, as questões com mais impacto no paciente são: estresse, fadiga e falta de conhecimento sobre segurança do profissional.
Bates enfatizou os três principais pontos a serem trabalhados em segurança do paciente e acreditação: estabelecer prioridades, definir os métodos e obter mais informações sobre os países em desenvolvimento. “Esse é apenas o começo e muitos países querem desenvolver seus próprios métodos.” Medir, porém, é um passo fundamental para a busca de soluções. “Assim, teremos informações locais, poderemos estimar o retorno dos investimentos e priorizar as soluções”, disse. “Algumas soluções podem não servir para todas as culturas.”
O esforço e o conhecimento local são fundamentais, mas, segundo Bates, alguns desafios são globais. Por isso, o primeiro passo é ter em mente que cuidado limpo é cuidado seguro, cirurgias seguras e procedimentos estabelecidos são fundamentais, além do combate à resistência a antibióticos. “A falta de segurança é a principal causa de danos a pacientes em todo o mundo”, destacou. “Por isso, precisamos melhorá-la dramaticamente”.
PRÉ-CONGRESSO - SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ACREDITAÇÃO
PRÉ-CONGRESSO
SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ACREDITAÇÃO
Realização Joint Commission International – JCI
e
Consórcio Brasileiro de Acreditação – CBA
Data: 09 de Novembro de 2009.
Local: Centro de Convenções do Windsor Barra Hotel - Avenida Sernambetiba – Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Valor do Investimento:
€ 100,00 – inscrições até 31 de julho
€ 150,00 – inscrições preço regular até 31 de outubro
€ 180,00 – inscrições preço no local
Comissão Organizadora:
CBA
JCI
Comissão Executiva:
Maria Manuela P. C. A dos Santos
Paul vanOstenberg
Ana Tereza Cavalcanti de Miranda
Heleno Costa Junior
Rosangela Boigues Pittioni
Acreditação Internacional – Metodologia para a Excelência na Qualidade
Tema Central:
- Acreditação e Segurança do Paciente -
PROGRAMA:
09 de Novembro de 2009 - segunda-feira
09:00 h - Abertura
09:20 h - Conferência: Segurança do Paciente – Alianças Mundiais
Palestrante: M.D., MSc. David W. Bates
Chief of the Division of General Medicine at the Brigham and Women’s Hospital –E.U.A
10:30 às 10:45 h - Intervalo
10:45 h – Mesa redonda: Cirurgia Segura
- Edmundo Ferraz – CBC – Colégio Brasileiro de Cirurgiões - BR
- Márcia Galluci Pinter - Hospital Israelita Albert Einstein – São Paulo – BR
- Apresentação Trabalho Aprovado
12:00 às 13:00 h - Almoço
13:00 h - Conferência: Metas Internacionais de Segurança
Palestrante: Paul VanOstenberg
Diretor Executivo de Desenvolvimento e Interpretação de Padrões – JCI – E.U.A
13:45 h - Mesa Redonda: Segurança no uso de medicamentos
- Suely Rozenfeld – Fiocruz - BR
- Débora Cecília Mantovani Faustino de Carvalho - Hospital Sírio Libanês – São Paulo – BR
- Apresentação Trabalho Aprovado
15:00 às 15:15 h - Intervalo
15:15 h - Mesa Redonda: Segurança na prevenção de quedas
- Isonia Muller - Hospital Moinhos de Vento - BR
- Andrea Teixeira - Hospital São Vicente de Paulo – Rio de Janeiro – BR
- Apresentação Trabalho Aprovado
17:00 h – Talk Show: Acreditação no Brasil – contexto e perspectivas
- Alberto Beltrame – Ministério da Saúde - BR
- Karen Timmons – Presidente e Diretora Executiva - JCI – E.U.A
- Itziar Larizgoitia – Coordenadora Programa Mundial Segurança do Paciente – OMS - SUIÇA
- José C. de Noronha – Assessor - CBA – BR
Como está a participação da JCI no Comitê Internacional do Centro Colaborador da OMS para a Segurança do Paciente?
Karen Timmons - É uma honra anunciar que a Organização Mundial de Saúde recentemente designou novamente a Joint Commission International e a The Joint Commission como o primeiro Centro Colaborador mundial da OMS para Campanhas de Segurança do Paciente. O Centro Colaborador é mundialmente destinado a melhorar a segurança do paciente e divulgar as melhores práticas que possam reduzir riscos aos pacientes. O Centro Colaborador coordena esforços para ampliar essas campanhas, se possível em nível internacional, por meio de seu trabalho com Ministérios da Saúde, especialistas em segurança do paciente, agências nacionais de segurança do paciente, associações profissionais de cuidados médicos e organizações de consumidores.
O primeiro conjunto de nove metas, iniciado em 2007, inclui: endereço idêntico, sons semelhantes nos nomes de medicação; identificação do paciente; comunicação durante a transferência de pacientes; realização do procedimento correto, no local correto do corpo, no paciente certo; controle de soluções concentradas de eletrólitos, assegurando a exatidão da medicação; evitar problemas de conexões de cateteres e da tubulação; uso único de dispositivos de injeção; e melhora da higiene das mãos para impedir infecções associadas a cuidados médicos. Nós estamos desenvolvendo atualmente a próxima campanha com foco central em infecções associadas à circulação sanguínea. Esta campanha está programada para iniciar-se este ano.
Como está a participação brasileira na rede de colaboração internacional para melhorar a segurança do paciente?
Uma forma em que o Brasil colabora internacionalmente para melhorar a segurança do paciente é por meio da parceria do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) com a JCI. Com essa parceria, um consultor da JCI acompanha um do CBA em visitas para avaliar a conformidade aos padrões da JCI nos Hospitais. Representantes do CBA estão no Comitê de Acreditação e no Subcomitê dos Padrões Internacionais do Conselho Diretor da JCI. Além disso, o primeiro hospital a receber acreditação da JCI, na primeira edição dos padrões internacionais para hospitais, foi o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em 1999.
A JCI e o CBA trabalham para assegurar que hospitais no Brasil forneçam cuidados médicos seguros, de alta qualidade, com o CBA desempenhando um papel-chave em implementar a cultura da qualidade e da segurança no setor dos cuidados médicos. Por exemplo, desde 2000, o CBA organiza anualmente um Seminário nacional com organizações acreditadas, organizações que se preparam para a acreditação internacional, examinadores e gestores da área de saúde. Esses Seminários apresentam iniciativas relevantes na melhoria de qualidade como exemplos de boa prática. Além disso, o CBA organiza uma Conferência Internacional anual que inclui porta-vozes das organizações acreditadas pela JCI em todo o mundo para compartilhar as melhores práticas na qualidade e na segurança do paciente.
Há alguma instituição de saúde brasileira que apresentou alguma solução ou exemplo para a melhoria de segurança do paciente e que foi compartilhada com os demais hospitais acreditados pela JCI?
Muitas organizações acreditadas pela JCI/CBA no Brasil compartilharam suas experiências na questão da segurança do paciente, tais como prevenção e controle a infecções, em um simpósio internacional co-patrocinado pela JCI e pelo CBA. Além disso, muitos dos hospitais acreditados pela JCI no Brasil participam das conferências executivas anuais da JCI, que reúnem organizações acreditadas e em processo de acreditação para compartilhar histórias de sucesso e de boas práticas.
Que conselho daria à direção dos hospitais brasileiros, acreditados e não-acreditados, para melhorar a segurança do paciente?
Principalmente, eu diria aos gestores dos hospitais que o compromisso com a qualidade e a segurança do paciente deve começar na alta gestão das instituições. Uma cultura da segurança deve ser internalizada dentro de uma organização para que os esforços da melhoria da segurança e qualidade do cuidado ao paciente tenham impacto positivo. Há muito que os gestores podem fazer para criar essa cultura:
- Demonstrar seu compromisso com a segurança e a qualidade atuando em busca de resultados de qualidade;
- Incentivar a equipe de funcionários a tomar a responsabilidade pessoal para minimizar o risco do processo de cuidado, que possa vir a causar dano ao paciente;
- Promover discussão aberta sobre a qualidade e a segurança;
- Reforçar a importância do trabalho em equipe;
- Incluir pacientes como parte da equipe na discussão de questões da segurança;
- Exigir análises de causa raiz detalhadas de eventos adversos;
- E o mais importante: fazer da segurança do paciente um imperativo!
Quais as novidades e/ou aspectos importantes que irá abordar no Pré-Congresso Internacional de Acreditação, que tem com tema principal Acreditação e Segurança do Paciente?
Entre os tópicos a serem abordados estão os seguintes: Um panorama de como a JCI trabalha com organizações de cuidados médicos para fornecer o cuidado seguro, de alta qualidade, através de seus padrões e metas internacionais de segurança do paciente, incluindo uma atualização em mudanças nos padrões dos hospitais acreditados ou em processo de acreditação pela JCI e, a apresentação do novo mapa da qualidade e segurança da JCI.
JCI/CBA participam do Simpósio de Líderes do Setor de Saúde
JCI/CBA participam do Simpósio de Líderes do Setor de Saúde
Pela primeira vez a Joint Commission International foi convidada a participar do Simpósio de Líderes do Setor de Saúde (CEO Summit). Organizado Johnson & Johnson Medical Brasil, o evento reunirá presidentes, diretores e executivos de instituições de saúde brasileiras para discutir o tema Utilização da Informação para Melhorar a Qualidade.
Representando a JCI, o coordenador de educação do Consórcio Brasileiro de Acreditação – Rio de Janeiro, Brasil , Heleno Costa Júnior, foi convidado para falar sobre Como a acreditação pode direcionar a qualidade e quais os caminhos para obtê-la? – Experiências na América Latina. “Irei abordar a questão da qualidade e segurança no âmbito internacional, incluindo estatísticas internacionais sobre a ocorrência de eventos relacionados com a segurança e como a metodologia da Acreditação pode ser uma ferramenta efetiva de gestão e melhoria da qualidade e segurança no cuidado prestado ao paciente. Apresentarei ainda dados de melhorias de qualidade de instituições de saúde acreditadas nacionais e internacionais”, adianta Heleno, que também representará a JCI/CBA nos eventos promovidos pela Johnson & Johnson na Argentina e no Chile.
Entre os palestrantes convidados para falar de programas e pesquisas relacionadas à qualidade em saúde estão: Vahé A. Kazandjián, presidente do TheCenter for Performance Sciences - Maryland, EUA, que coordena o International Quality Indicator Project, que abordará o programa IQIP e exemplos de como utilizar dados quantitativos para promover a qualidade em instituições de saúde; Heinz Brock, CEO e diretor médico do University Medical Center- Linz, Áustria, falando sobrea experiência de um CEO na implementação de relatórios de qualidade e na utilização de dados para a obtenção de resultados e; Richard L. Gilbert, CEO e Chairmanda Southeast Anesthesiology Consultants - PA, EUA, que mostrará exemplos de como obter melhorias da qualidade e influenciar o comportamento dos médicos através de sistemas de aprimoramento e monitoramento do cuidado do paciente baseados em check lists.
O Simpósio de Líderes do Setor de Saúde acontece no dia 29 de outubro no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo, e deve reunir cerca de 100 executivos e principais gestores e tomadores de decisão de instituições de saúde da América Latina.
Hospital Alemao Oswaldo Cruz conquista Acreditação Internacional
HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ CONQUISTA ACREDITAÇÃO INTERNACIONAL
O Hospital Alemão Oswaldo Cruz acaba de ser acreditado pela Joint Commission International (JCI), representada no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação. O processo foi concluído com a visita da comitiva internacional de avaliadores e aprovação das exigências que compõem os padrões internacionais de avaliação. São mais de 1.200 itens avaliados, que incluem infraestrutura, controle de infecção hospitalar, direitos do paciente, manutenção de equipamentos, treinamento de profissionais, entre outros. Para falar de como foi essa conquista conversamos com José Henrique do Prado Fay, superintendente executivo do hospital.
CBA - O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) sempre se preocupou com qualidade, tanto que já possui algumas certificações nessa área. O que significa para o HAOC a conquista da Acreditação Internacional da JCI/CBA?
José Fay - Significa mais uma etapa no aperfeiçoamento contínuo em nosso hospital. Ser certificado pela JCI é a certeza de que estamos trabalhando com processos integrados, menos segmentados e, principalmente, focando todas as nossas ações em qualidade e segurança para aquele que é a razão de nosso hospital: o paciente.
CBA - Quais os diferenciais que a Acreditação Internacional trará para o negócio do HAOC?
J.F. - O mercado está em um mundo sem fronteiras. Estar entre as melhores garante ainda mais a perpetuação de uma instituição que já tem 112 anos. Além disso, ganhamos outros diferenciais competitivos, como captação de pacientes e negócios internacionais.
CBA - Ao optar pelo processo de Acreditação JCI/CBA, certamente a direção tinha uma expectativa. Ela foi atendida? Quais os aspectos positivos?
J.F. - O Hospital Alemão Oswaldo Cruz tem sido reconhecido pela comunidade médica e pela sociedade como uma instituição que oferece qualidade e segurança aos que necessitam recuperar sua saúde. O principal desafio é torná-lo um hospital orientado para processos seguros, robustos e padronizados. O modelo JCI facilita a implantação desta tendência mundial. As expectativas foram atendidas, o engajamento do corpo clínico e a participação do corpo funcional foram decisivos para esta conquista.
CBA - Quais setores do hospital foram mais beneficiados com a Acreditação Internacional? Por quê?
J.F. - Entendemos que o maior beneficiado foi o paciente. Hoje ele possui um prontuário mais completo, uma equipe ainda mais capacitada, trabalhando com processos ainda mais seguros. Nosso discurso é de que podemos trabalhar nas interfaces entre uma área e outra do hospital e não de forma setorizada.
CBA - Quais as maiores dificuldades enfrentadas durante o processo de Acreditação Internacional?
J.F. - Aumentar a homogeneidade e a integração das equipes, de formações diversas, o que facilita o conhecimento e aprendizado organizacional. Um grande desafio foi coordenar toda esta diversidade aliada aos padrões internacionais. Corpo clínico aberto também é um grande desafio para a gestão hospitalar.
CBA - Em relação à segurança do paciente e qualidade do serviço, quais pontos do Manual de Acreditação da JCI/CBA considera mais importante?
J.F. - Os 14 capítulos são integrados, com padrões relacionados. É difícil destacar algum, mas os que tiveram maior importância foram: o Gerenciamento de Medicações, Prevenção e Controle de Infecção, Metas Internacionais de Qualidade e Segurança, Direitos dos Pacientes e familiares.
CBA - Quais os próximos passos da direção do HAOC, após a conquista da Acreditação Internacional?
J.F. - O grande desafio é a manutenção do nível que atingimos. Alcançar um nível de conformidade acima de 98%, receber uma relatório com 18 conformidades parciais aumenta nosso compromisso com a excelência e coloca o Hospital Alemão Oswaldo Cruz ainda mais em destaque. Qualidade é nossa estratégia de perpetuação. Vamos buscar manter e superar nossos próprios índices.
Na edição passada, enfocamos a parceria do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) com os hospitais universitários Professor Edgard Santos, em Salvador, na Bahia, e de Brasília, no Distrito Federal, sobre a transferência de conhecimentos especializados e experiências de gestão para essas unidades hospitalares. A parceria faz parte do programa Hospitais de Excelência a Serviço do SUS, lançado no ano passado pelo Ministério da Saúde, que conta com a participação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), através de convênio mantido com o (HAOC).
Na newsletter anterior, mostramos como está o processo de acreditação do Hospital Professor Edgard Santos. Nesse número, quem revela como anda o processo no Hospital Universitário de Brasília é a Diretora Adjunta Executiva, Laene Pedro Gama.
CBA - Como a direção e os funcionários do hospital receberam a notícia do Programa de Acreditação Internacional, que faz parte de reestruturação do programa dos hospitais públicos do Ministério da Saúde?
Laene Gama - A notícia foi recebida com entusiasmo, considerando a perspectiva de melhoria dos processos gerenciais e com consciência de que precisaremos envidar esforços para implantação do projeto.
CBA - Quais as melhorias que acredita que o programa trará para a instituição?
L.G. - Avanço nos processos gerenciais, maior interação entre as diversas áreas e modernização nas relações de trabalho.
CBA - Como o hospital se preparou para o programa?
L.G. - Divulgação dos propósitos do projeto entre os envolvidos e reuniões semanais para encaminhamento do trabalho.
CBA - Acredita que o caráter universitário do hospital implicará em maior dificuldade para a implementação do programa de qualidade e segurança na saúde?
L.G. - A discussão para implementação de tais ações será mais ampla em decorrência a pluralidade e diversidade dos espaços universitários.
CBA - Que dificuldades já foram encontradas e o que está sendo feito para superá-las?
L.G. - O processo encontra-se em fase inicial, o que não permite o mapeamento de dificuldades.
Saiba como obter FINANCIAMENTO para ACREDITAÇÃO através do BNDES
BNDES lança financiamento para acreditação
A partir deste ano, estabelecimentos hospitalares ganham linha de crédito especial para os serviços de acreditação. É que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram, em dezembro de 2008, o Cartão BNDES exclusivo para atender serviços de acreditação. A iniciativa surge a partir da expectativa de aumento da demanda a ser gerada a partir do esforço que a ANS e o Ministério da Saúde empreendem para acreditar instituições de saúde que atendem ao setor suplementar. Só poderão prestar serviços de acreditação as organizações reconhecidas pela ANS, como é o caso do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).
As instituições que aceitas para o financiamento do BNDES terão acesso a dois cartões, com as bandeiras Mastercard e Visa, em três instituições financeiras diferentes: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco. Cada uma delas oferece um limite de R$ 250 mil em financiamento. Para o coordenador de Educação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Heleno Costa Júnior, a iniciativa do BNDES e da ANS beneficiará, em especial, as instituições de saúde de menor porte. “Esse tipo de iniciativa mostra, no entanto, que a acreditação está na agenda nacional como parte da discussão da qualidade em saúde”, afirma Heleno.
A ANS dará início à implantação da acreditação no mercado de planos de saúde com o objetivo de cumprir as medidas estabelecidas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com o PAC, operadoras, e suas respectivas redes credenciadas, deverão buscar o selo de acreditação, como meio de garantir a qualidade do atendimento aos beneficiários de planos de saúde.
De acordo com o BNDES, existem hoje 3.837 hospitais, clínicas, laboratórios e instituições assistenciais portadoras do Cartão BNDES, com limite de crédito pré-aprovado total de R$ 126 milhões, aptas, assim, a financiarem esse tipo de serviço através da linha de financiamento oferecida pelo banco. Existem hoje no Brasil aproximadamente 6.400 hospitais, dos quais somente cerca de cem são acreditados. Portanto, há um mercado potencial expressivo para o financiamento de serviços de acreditação por meio do Cartão BNDES, segundo dados do banco.
Notícias sobre Acreditação em Saúde no Brasil e no mundo
O CBA possui um Blog para as Instituições Acreditadas e todos que quiserem conhecer e trocar informacoes sobre A Acreditação Internacional no Brasil e no Mundo.
Editores Executivos : Mauricio Junior e Lenir Camimura
Edição Nº 788
Matéria Especial
Para se alcançar o nível de qualidade exigido pelas normas da certificação, as instituições de saúde e os profissionais do setor devem ser preparados, buscando uma educação continuada e de capacitação. Apesar de a acreditação no Brasil ser recente, já é possível perceber a busca das instituições pelo aumento da qualidade de seus prestadores e de seus serviços.
Instituições estabelecem cultura de qualificação
O principal aspecto tratado no programa de acreditação internacional é a segurança na execução dos processos de cuidado ao paciente, que é a atividade fim de qualquer instituição de saúde. Segundo o coordenador de Educação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Heleno Costa Jr., o alcance do processo de acreditação é diferenciado para cada instituição.
Segundo Heleno Costa Jr., a sistematização dos processos, através da implementação dos requisitos definidos nos padrões internacionais, tem proporcionado uma significativa transformação das práticas assistenciais e gerenciais. O estabelecimento de novos conceitos e culturas organizacionais tem viabilizado a implantação de novos modelos de programas assistenciais e de gerenciamento, que implica em resultados efetivos de melhoria no desempenho global do conjunto de serviços de cada instituição acreditada.
No Brasil, o primeiro hospital acreditado pela metodologia de acreditação internacional foi o Hospital Israelita Albert Einstein, em 1999. Nestes 10 anos de atuação, formalizada através de um acordo de acreditação conjunta, na qual o CBA representa a Joint Commission International (JCI) no Brasil, o programa de acreditação tem se consolidado como uma metodologia consistente de promoção e manutenção de melhoria continua dos processos assistenciais e gerenciais dos serviços de saúde. Segundo o coordenador do CBA, ambas instituições - CBA e JCI - têm hoje uma estrutura de serviços ampliada, com uma abrangência de modelos de acreditação que alcançam hospitais, ambulatórios, unidades de cuidados continuados (longa permanência, assistência domiciliar, reabilitação), serviços de transportes médicos e programas de certificação de doenças ou condições específicas.
Atualmente, o CBA é uma Associação Civil, que tem na sua Assembléia de Constituintes o Colégio Brasileiro de Cirurgiões, a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e ainda, a Fundação Cesgranrio. Paralelamente, o programa de acreditação, em seu modelo original americano, atravessou as fronteiras dos EUA e ganhou dimensão e aplicação internacional, hoje já estabelecida em mais de 40 países em todo o mundo. A JCI tem atualmente três escritórios internacionais localizados na Europa e Ásia.
Cursos
O CBA oferece, hoje, vários treinamentos para os profissionais de instituições de saúde, interessados em aprimorar o conhecimento em qualidade e acreditação. De acordo com a coordenadora de Ensino do CBA, Rosângela Boigues, as áreas abordadas nos treinamentos são os padrões hospitalares enfocados na metodologia da Joint Commission International. Estes padrões hospitalares foram desenvolvidos através de uma força-tarefa internacional de 16 membros, composta por médicos, enfermeiros, administradores e especialistas em políticas publicas, orientando o processo de desenvolvimento e revisão dos padrões internacionais de acreditção da JCI.
A força tarefa é formada por membros das seis principais regiões do mundo: America Latina e Caribe, Ásia e Orla do Pacifico, Oriente Médio, Europa Central e Oriental, Europa Ocidental e África. O trabalho da força-tarefa é aperfeiçoado com base em uma pesquisa de campo internacional que avalia os padrões e com base também na contribuição de especialistas e outros com conhecimentos de conteúdo especifico. Um comitê internacional de padrões dá continuidade ao trabalho da força tarefa e faz recomendações sobre atualizações e modificações necessárias para que esses padrões sempre reflitam as práticas atuais.
Outra estratégia já adotada e em desenvolvimento, são as parcerias com os Institutos de Ensino e Pesquisa de instituições de saúde de referência nacional, como o Hospital Sírio Libanês, Hospital Israelita Albert Einstein, o Centro de Treinamento Berkeley, que viabilizam ações educativas de grande alcance técnico-científico. Essas ações são baseadas em situações realísticas, com cenários montados por especialistas em temas relacionados com os processos de cuidado e gestão de serviços, com especial destaque para a qualidade e segurança desses processos. (Lenir Camimura)
Inscrições Prorrogadas - Trabalhos Cientificos - Pre Congresso
SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ACREDITAÇÃO
PRÉ - CONGRESSO
09 de Novembro de 2009 – Rio de Janeiro
FICHA DE INSCRIÇÃO DE TEMA EM DESTAQUE : ACREDITAÇÃO E SEGURANÇA DO PACIENTE - SESSÃO DE PÔSTERES – Trabalhos Científicos
Tema em destaque:
Acreditação e Segurança do Paciente
Cirurgia Segura
Metas Internacionais de Segurança
Segurança no uso de medicamentos
Segurança na prevenção de quedas
Sessão de Pôsteres – Trabalhos Científicos
Os trabalhos deverão ser elaborados dentro do tema: Ações de melhoria pela Acreditação Internacional – experiências práticas e resultados, conforme as categorias seguintes:
1 - Processos clínicos/assistenciais
2 – Processos administrativos/gerenciais
3 – Processos de educação de pacientes
Os trabalhos serão relacionados segundo os seguintes critérios:
1. Inovação/Relevância (trabalho aborda processos diferenciados/relevantes para a instituição)
2. Consistência (trabalho apresenta histórico/resultados já apurados)
3. Impacto (trabalho tem alcance no âmbito institucional).
4. Origem (trabalho é originado de processos desenvolvidos a partir do Programa de Acreditação Internacional)
Os trabalhos serão elaborados e apresentados segundo os seguintes critérios:
1 – Apresentação no modelo “Lauda”.
2 – O pôster para a exposição deverá ser confeccionado pelo autor na metragem padrão: 0,90 x 1,20.
Os trabalhos serão selecionados por um Comitê indicado pelo CBA e somente serão recebidos até o dia 05/10/2009 (data da postagem) para a seleção. O CBA estará fazendo a divulgação dos trabalhos selecionados para a exposição até dia 15/10/2009. A ficha de inscrição e maiores informações devem ser solicitadas através do e-mail: rosangelaboigues@cbacred.org.br
Os trabalhos selecionados farão parte de uma publicação cientifica oficial elaborada pelo CBA em parceria com uma instituição acadêmica e também serão apresentados como POSTERES, em uma sessão especifica, como parte do programa oficial do evento.
Os trabalhos selecionados estarão sendo avaliados para receber Premiação (1º ao 3º lugar), como destaques especiais, sendo os prêmios os seguintes:
1º lugar premiação no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais).
2º lugar premiação no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais).
3º lugar premiação no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais).
(O CBA se reserva o direito de alterar as modalidades de premiação, sem comunicação prévia, conforme definição da Comissão Organizadora do evento)
Dados do Trabalho
TÍTULO:
AUTOR
CATEGORIA DESEJADA
OBJETO DO TRABALHO
Dados do Apresentador
NOME:
ENDEREÇO:
BAIRRO: CEP:
CIDADE: UF:
TELEFONE: CEL:
E.MAIL:
PROFISSÃO: CARGO:
INSTITUIÇÃO:
Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN) busca a Acreditação Internacional
Hospital Estadual do Rio de Janeiro busca a Acreditação Internacional
O Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN) acaba de iniciar o processo de Acreditação Internacional pela metodologia Joint Commission International, representado exclusivamente no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação. A direção do hospital, médicos e os demais profissionais de saúde já se preparam para as mudanças necessárias para seguir os padrões internacionais de qualidade e segurança. “Nossa expectativa é aperfeiçoar e consolidar os processos de acordo de padrões internacionais, aumentando a credibilidade da Unidade junto à sociedade no que se refere aos cuidados prestados aos pacientes”, enfatiza o diretor geral do hospital, o médico Manoel de Almeida Moreira Filho. Para ele, a Acreditação vem ao encontro do novo perfil de atendimento da instituição, que agora é voltado para o atendimento de Emergência/Urgência de média e alta complexidades, com referência em trauma e maternidade de alto risco.
“A necessidade de consolidar esta mudança com qualidade e segurança ao atendimento da população apontou pela busca da Acreditação Internacional. A vontade da direção que vinha neste horizonte utilizando-se de ferramentas gerenciais e a política implementada pela Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, SESDEC, culminaram com a indicação do HEAPN ao processo de Acreditação”, ressalta o diretor.
Segundo Moreira, o processo de Acreditação vem se somar a outras ferramentas de gestão que a direção já vinha utilizando como, o curso de Administração Hospitalar da Fundação Getúlio Vargas voltado à diretoria do hospital; a participação da Unidade, pelo terceiro ano consecutivo, no Programa de Qualidade Rio (PQRio), orientado pelos coordenadores do Grupo Executivo do Programa de Excelência Gerencial da SUBSESDEC e o investimento em tecnologia com a renovação da maioria dos equipamentos da Unidade. “Além dessas ações, a inclusão de novos aparelhos e a implantação do Sistema de Gestão Hospitalar são metas de qualidade e segurança que o HEAPN vem cumprindo e, com certeza, junto com a Acreditação Internacional teremos um fecho de ouro”, espera o diretor geral do HEAPN.
Corpo de Enfermagem motivado para acreditação
“Padronização de rotinas e a análise sistemática com evidências de ações de melhoria e inovações, possibilitando a identificação de oportunidades de melhoria de desempenho através do processo contínuo de comparação com outras práticas organizacionais com evidência de resultados positivos”. Essa é a contribuição que o processo de Acreditação Internacional trará ao corpo de enfermagem do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, conforme ressalta a enfermeira e Supervisora do processo de Acreditação Hospitalar do HEAPN, Elaine da Hora Santos, que assegura ainda que a equipe de enfermagem recebeu a notícia do processo de Acreditação na Unidade com muita satisfação: “A busca pela qualidade no atendimento e a excelência no cuidado prestado aos nossos clientes têm sido uma busca incansável e uma meta da atual Direção de Enfermagem.”
A supervisora conta que algumas ações já foram tomadas para que o corpo de enfermagem se adéque às normatizações previstas no Manual Internacional de Acreditação Hospitalar: “Tivemos a satisfação de formar, por iniciativa do Coordenador do setor de Acreditação Hospitalar do hospital, Paulo Pedro Moreira de Almeida, uma equipe de normatização, dentro da Unidade, seguindo as diretrizes adotadas pelo serviço de Normatização da SESDEC, que instituiu o modelo de NORMA ZERO (para formulários e protocolos) a ser seguida pelas Unidades de saúde. Somado a isso, todos os coordenadores de enfermagem do HEAPN estão empenhados e já trabalhando na elaboração e formatação dos protocolos e rotinas institucionais, previstos no Manual de Acreditação.” Ciente de que a equipe enfrentará desafios durante o processo de Acreditação, o setor de Psicologia da Unidade, em parceria com o Núcleo de Atenção e promoção a Saúde do Servidor (NUAPSS), está em fase final de um projeto motivacional de formação de grupos de discussão entre os funcionários da enfermagem. “O objetivo é trabalhar as relações humanas interdisciplinarmente para que ao final desse processo de discussão se tenha maior consciência da importância de um atendimento humanizado e de alta qualidade ao cliente externo”, explica Elaine da Hora, que também é Coordenadora do Núcleo de Atenção e Promoção a Saúde do Servidor do hospital.
Elaine da Hora acredita ainda que a Acreditação internacional irá melhorar a relação equipe de enfermagem-paciente-familiares, uma vez que promoverá um processo permanente de avaliação e de certificação da qualidade dos serviços prestados: “Estaremos ampliando a segurança dos usuários na utilização do serviço e teremos a certeza de maior eficiência e efetividade no atendimento.”
Qualidade de instituições passa pela educação continuada
POLITICA E PODER
SAUDE SUPLEMENTAR
BSB, segunda, 28.09.09
Editor Responsave: Etevaldo Dias
Editores Executivos : Mauricio Junior e Lenir Camimura
Matéria Especial
Para se alcançar o nível de qualidade exigido pelas normas da certificação, as instituições de saúde e os profissionais do setor devem ser preparados, buscando uma educação continuada e de capacitação. Apesar de a acreditação no Brasil ser recente, já é possível perceber a busca das instituições pelo aumento da qualidade de seus prestadores e de seus serviços.
Qualidade de instituições passa pela educação continuada
O desenvolvimento contínuo, através de educação, treinamento e capacitação, devem ser instrumentos fundamentais na política de recursos humanos em uma instituição, principalmente de Saúde. A afirmação é da coordenadora de Ensino do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Rosângela Boigues. De acordo com ela, por meio do programa de acreditação, os profissionais recebem especial atenção nestes requisitos, garantindo assim, seu contínuo aperfeiçoamento pessoal e profissional.
Segundo Rosângela Boigues, a exigência de qualificação e capacitação contínua dos profissionais aumenta significativamente o grau de confiabilidade no desempenho das atribuições conferidas a cada categoria profissional.
Contudo, no Brasil, a participação de profissionais de saúde em cursos de qualificação, que atendam às exigências da acreditação, ainda está em processo de adaptação. A área de atuação Acreditação Hospitalar é uma área nova, de somente 10 anos no Brasil, portanto ainda não houve tempo de formar profissionais, conforme explicou a coordenadora do CBA. Dos 7.426 hospitais brasileiros, menos de 50 têm selo de qualidade, a maioria no sudeste.
Ela destacou o estudo do Banco Mundial, de autoria de Gerard M. La Forgia e Bernard. F. Couttolet, “Desempenho Hospitalar no Brasil: em Busca da Excelência” de 2008, que diz que “Segundo o BIRD, o Brasil tem o melhor marco regulatório da América Latina para licenciamento de um hospital. No entanto, os hospitais não cumprem a legislação. A diferença entre um hospital certificado e outro sem certificação é gritante e pode ser mortal para o paciente: a mortalidade cirúrgica chega a ser três vezes maior em um hospital sem selo de qualidade do Ministério da Saúde. Uma análise comparativa entre hospitais participantes de programas de acreditação e hospitais não-participantes descobriu que entidades participantes têm índices maiores de eficiência e qualidade. Os programas de acreditação forçam os hospitais a examinar sua competência, avaliando e comparando o atendimento por eles prestado com padrões estabelecidos. A experiência de alguns hospitais de ponta no Brasil mostra que o sucesso na implantação de programas de acreditação depende da adoção de programas de melhoria de qualidade, que, por sua vez, têm sua implantação facilitada pela aplicação de uma ou mais ferramentas de melhoria da qualidade”.
A acreditação possibilita aos profissionais de todas as categorias a discussão, com largo embasamento técnico-científico, dos procedimentos e protocolos. A exigência da organização e do estabelecimento de ideais condições de funcionamento destas categorias profissionais, possibilita uma adequada e integrada relação com a direção da instituição e os demais profissionais em atividade.
O estabelecimento de competências e habilidades, através da exigência de uma descrição de cargos atualizada e compatível com os níveis de responsabilidade e atribuições das diferentes categorias profissionais, condiciona uma melhor organização funcional dos diferentes departamentos e unidades de serviços, segundo o perfil assistencial. Segundo Rosângela, por meio destas descrições é possível planejar o quantitativo apropriado de profissionais e o monitoramento de seu desempenho.
O CBA tem buscado atender a esta demanda desde seu início, em 1998, realizando intervenções sistemáticas e cientificamente fundamentadas para a melhoria da qualidade e segurança e a certificação de organizações de saúde (hospitais, clínicas, ambulatórios, unidades de home care e cuidados continuados, transporte, atenção primária etc.) de acordo com critérios internacionais (Joint Commission International - JCI): 22 instituições estão acreditadas e 37 em processo de preparação. (Lenir Camimura)
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e o Grupo Fleury vão realizar o Seminário Regional: Qualidade e Sustentabilidade - Geração de valor ou custo? O evento que será na capital paulista e está programado para o dia 06 de outubro, acontecerá na sede do Grupo Fleury, que fica na Avenida General Valdomiro de Lima, 508, Jabaquara.
A proposta do seminário, que reunirá representantes de organizações privadas e governamentais, é proporcionar a discussão e a atualização sobre qualidade na prestação dos serviços de saúde, com foco na sustentabilidade.
Reservas podem ser feitas pelo telefone (11) 5052-5414. O evento é gratuito e voltado aos profissionais de saúde.
Pré-Congresso Internacional de Acreditação reúne maiores especialistas em segurança ao paciente
Pré-Congresso Internacional de Acreditação reúne maiores especialistas em segurança ao paciente
No dia 9 de novembro, o Rio de Janeiro será sede do Pré-Congresso Internacional de Acreditação, que tem com tema principal Acreditação e Segurança do Paciente. “Pela primeira vez, realizaremos o congresso de Acreditação junto com o Congresso Mundial de Hospitais”, ressalta Maria Manuela dos Santos, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação, que realiza eventos do setor.
A conferência de abertura será Segurança do Paciente – Alianças Mundiais com o chefe de divisão do General Medicine at the Brigham and Women’s Hospital, dos EUA, David W. Bates. Outro destaque do evento é a participação de Itziar Larizgoitia, coordenadora Programa Mundial Segurança do Paciente, da Organização Mundial de Saúde, e Karen Timmos, presidente da Joint Commission International (JCI-EUA), que participarão do debate sobre Acreditação no Brasil – Conceitos e Perspectivas. Já Paul VanOstenberg, diretor executivo de Desenvolvimento e Interpretação de Padrões da JCI fará a conferência Metas Internacionais de Segurança. O Pré-Congresso de Acreditação abordará ainda as seguintes temáticas: cirurgia segura, segurança no uso de medicamentos e segurança na prevenção de quedas.
O Pré-Congresso Internacional de Acreditação acontece no Centro de Convenções do Windsor Barra Palace Hotel, na Av. Sernambetiba, 2630, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Para participar, os interessados devem se inscrever no www.cbacred.org.br. Para inscrições feitas até o dia 31 de outubro o valor é 150 euros. No dia do encontro o valor será de 180 euros.
Trabalhos científicos
Até o dia 25 de setembro estão abertas as inscrições para trabalhos científicos com foco na temática Ações de melhoria pela Acreditação Internacional – experiências práticas e resultados. Os trabalhos precisam estar dentro das seguintes categorias: Processos clínicos/assistenciais, processos administrativos/gerenciais e processos de educação de pacientes. Os três primeiros colocados receberão incentivo financeiro no valor de 1 a 3 mil reais e farão parte de uma publicação científica oficial elaborada pelo CBA em parceria com uma instituição acadêmica, além de serem apresentados como pôsteres no programa oficial do evento.
Parceria firmada entre o Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) irá beneficiar dois Hospitais Universitários
União busca melhoria para os hospitais universitários de Salvador e Brasília
Uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) irá beneficiar dois hospitais universitários: o Professor Edgard Santos, em Salvador, na Bahia, e o Brasília, no Distrito Federal. A ideia é transferir conhecimentos especializados e experiências de gestão para essas unidades hospitalares. Para isso, HAOC convidou o Consórcio Brasileiro de Acreditação para participar do projeto, que objetiva a melhoria do atendimento e segurança, tanto para pacientes quanto para toda equipe de saúde dos hospitais universitários.
O projeto faz parte do programa Hospitais de Excelência a Serviço do SUS, lançado no ano passado pelo Ministério da Saúde. “O programa Reestruturação de Hospitais Públicos, com ênfase na melhoria de processos e certificação baseada em padrões mundiais de Qualidade e Segurança em Saúde, foi criado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz para atender ao convênio com o Ministério da Saúde e está alinhado com nossa missão de contribuir para o desenvolvimento da sociedade”, conta Liliana Amaral, gerente de projetos de gestão do hospital. Segundo ela, a seleção feita pelo Ministério da Saúde beneficiou hospitais do SUS com mais de 300 leitos, com enfoque em alta complexidade e cuja direção aderiu voluntariamente ao projeto. Amaral adianta ainda que o objetivo da parceria é contribuir para a melhoria da gestão dos hospitais: “Daremos ênfase ao aprimoramento dos processos por meio dos padrões internacionais de qualidade e segurança da Joint Commission International (JCI), bem como a sistematização dos processos com apoio de software de gestão”. Caberá ao CBA, representante da JCI no Brasil, prestar consultoria em educação de acordo com os padrões internacionais de Acreditação, realizando a educação dos profissionais e preparando para as avaliações e certificações.
Para o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o programa desenvolvido pelas instituições impactarão direta e positivamente na assistência. “No que se refere à melhoria da gestão, ao mesmo tempo, otimizará a aplicação dos recursos financeiros do Sistema Único de Saúde e ampliará, com qualidade, o acesso dos cidadãos aos serviços”, afirma Temporão.
Embora entusiasmada com a receptividade da direção dos hospitais e dos grupos de facilitadores, que já receberam o treinamento inicial sobre os padrões internacionais de Acreditação, Liliana Amaral acredita que o grande desafio do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e do CBA será obter a adesão de todos os profissionais na implantação da cultura de qualidade e segurança. Apesar do desafio, ela está confiante: “Os programas já foram iniciados e a previsão de término é para dezembro de 2011.”
Todos pela acreditação
Para sabermos como o programa de reestruturação está sendo desenvolvido no Hospital Universitário Professor Edgard Santos, conversamos com a professora Almerinda Luedy Reis, Vice-Diretora e Coordenadora do Programa no complexo HUPES.
CBA - Como a direção e os funcionários do hospital receberam a notícia do programa de Acreditação Internacional?
Almerinda Reis - Foi com muita satisfação e entusiasmo que recebemos a notícia que o nosso Complexo HUPES foi indicado entre os Hospitais Universitários do país para participar do Programa de Acreditação Hospitalar Internacional pela Joint Commission. A receptividade dos funcionários não foi diferente. Estamos todos com grandes expectativas.
CBA - Quais as melhorias que acredita que o programa trará para a instituição?
A.R. - Temos a certeza de que é a melhoria da qualidade dos processos que determina a melhoria qualidade do cuidado e dos serviços prestados em todos os níveis. Desta forma, acreditamos que o programa trará, dentre outras melhorias, uma maior integração dos profissionais buscando um objetivo único: aumentar a motivação das pessoas; melhoria da comunicação; maior transparência dos processos e resultados, melhoria da estrutura e das condições de trabalho e, consequentemente, promover uma melhoria do cuidado e segurança do paciente.
Todo esforço será para o alcance da missão institucional que é a de prestar assistência a saúde da população; formar pessoas voltadas para as práticas de ensino, pesquisa e assistência e produzir conhecimento em benefício da coletividade e, que o nosso Complexo HUPES, seja referência em nível de excelência no ensino, na assistência, na pesquisa e na gestão.
CBA - Como o hospital se preparou para o programa?
A.R. - Estamos vivendo um momento muito interessante. O maior "burburinho" em torno da Acreditação. Estamos na fase de mobilizar as pessoas, conscientizá-las da importância do programa para o Hospital, para as pessoas e, principalmente, para o paciente. Assim, já elaboramos o plano de implantação, constituímos o Comitê, nomeamos o Grupo de facilitadores e o Coordenador. Temos reuniões sistemáticas com os grupos, promovemos palestras de sensibilização para os profissionais sobre Acreditação, disseminando informações sobre o programa nos nossos meios de comunicação (intranet, jornal, cartazes) e fazendo um diagnóstico situacional embasado nos padrões e elementos de mensuração apresentados pelo Manual de Acreditação da JCI para hospitais.
CBA - Acredita que o caráter universitário do hospital implicará em maior dificuldade para a implementação do programa de qualidade e segurança na saúde?
A.R. - A dificuldade não estará no caráter universitário do hospital, mas em dificuldades financeiras para reestruturar um hospital com 60 anos e que tem questões estruturais, tecnológicas e de dimensionamento de pessoal que precisam de melhorias. Vale salientar que contamos com a participação de professores no Comitê e no grupo de facilitadores. Isto, certamente, está sendo um aspecto positivo para a implantação do programa, visto o efeito multiplicador que terá com estudantes e demais professores das Unidades de Ensino.
CBA - Que dificuldades já foram encontradas e o que está sendo feito para superá-las?
A.R. - A maior dificuldade nesta fase é de acalmar os ânimos e ansiedades das pessoas. Todos querem mudar e melhorar tudo, já nesta fase inicial. Mas, por outro lado, isso é bom! Reflete o entusiasmo e o querer das pessoas pela melhoria do cuidado e segurança do paciente.
Estamos apenas começando. Temos um processo de mudança de cultura e de comportamento para trabalhar. Precisamos envolver todas as pessoas. Temos consciência de que a tarefa não é fácil! Mas, o mais importante é acreditarmos que somos capazes de fazermos melhor, sempre! E a frase que simboliza o nosso momento é a de Bruce Barton que diz: “Nada de esplêndido jamais foi realizado, exceto por aqueles que ousaram acreditar que algo deles era superior às circunstâncias.”
ACREDITAÇÃO EM ALTA - Cresce o número de cursos e seminários para formação profissional
ACREDITAÇÃO EM ALTA
Cresce o número de cursos e seminários para formação profissional
É cada vez maior o número de hospitais acreditados no Brasil. Somente no ano passado, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), único representante no Brasil da Joint Commission International, maior agência de Acreditação em saúde do mundo, aumentou em 100% o número de instituições brasileiras com acreditação internacional. Consequentemente, a procura por cursos nesse setor vem aumentando. “Ter padrões internacionais de qualidade virou objetivo e o diferencial para muitas instituições de saúde”, diz Maria Manuela dos Santos, superintendente do CBA.
Segundo Maria Manuela, há carência de profissionais para atuar na área de gestão da qualidade, face à especificidade que requer a atividade. Por isso, os salários são atraentes, o que tem levado muitos profissionais a buscar atuação no campo da qualidade em saúde. Visando atender a essa demanda, que cresceu 60% no último ano, o CBA firmou parcerias com diversas instituições oferecendo novos cursos com novas metodologias.
No mês de setembro, o próprio CBA oferece três cursos na área: Curso de Introdução em Acreditação Internacional, Curso de Integração dos Sistemas de Comunicação com Ênfase em Prontuário Clínico e Curso de Gerência de Sistema em Fármaco. Dois outros eventos também já estão programados para os próximos meses: o Seminário Regional Qualidade e Sustentabilidade - Geração de valor ou custo? e o Pré-Congresso Internacional de Acreditação que, pela primeira vez, será realizado junto com o Congresso Mundial de Hospitais.
Impulso para carreira profissional
Voltado para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e gestores da área de saúde, o Curso de Gerência de Sistema em Fármaco, programado para os dia 23 e 24 de setembro, abordará temas como seleção, aquisição, armazenagem, organização, prescrição e transcrição de medicamentos.
A proposta do Curso de Introdução em Acreditação Internacional, que acontece nos dias 24, 25 e 26 de setembro, no Rio de Janeiro, é preparar profissionais da área de saúde, administração e engenharia, nesses casos relacionadas com gestão ou prática em serviços de saúde, para atuarem como avaliador ou técnico de acreditação.“Nesse momento estaremos recrutando novos profissionais e aumentando nosso quadro de pessoal em função do crescimento de nossas atividades e carteira de clientes”, revela Heleno Costa Júnior, Coordenador de Educação do CBA. Segundo ele, os avaliadores e técnicos em acreditação internacional do CBA foram selecionados a partir desses cursos de formação realizados pela instituição.
Já o Curso de Integração dos Sistemas de Comunicação com Ênfase em Prontuário Clínico é voltado para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e gestores de saúde que já tenham alguma experiência em acreditação. O curso, que acontece nos dias 24 e 25 de setembro, também no Rio de Janeiro, ensina aos profissionais como o prontuário clínico pode melhorar o controle dos procedimentos, a comunicação entre os profissionais da instituição e aumentar a segurança no cuidado ao paciente.
As inscrições para os cursos podem ser feitas diretamente no site www.cbacred.org.br. Mais informações pelos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8242 ou 3299-8200 ou ainda através do e-mail rosangelaboigues@cbacred.org.br.
Profissionais do HCor lançam primeiro livro dedicado ao tema Enfermagem em Terapia Nutricional
Profissionais do HCor lançam primeiro livro dedicado ao tema Enfermagem em Terapia Nutricional
Idealizada pelo cardiologista e nutrólogo Dr. Daniel Magnoni e pela enfermeira Cláudia Satiko Takemura Matsuba a obra aborda os conceitos e informações sobre terapia nutricional que é um dos pontos mais importantes da gestão hospitalar.
No dia 17 de setembro, no HCor – Hospital do Coração -, será lançado o livro “Enfermagem em Terapia Nutricional” escrito pelo cardiologista e nutrólogo Dr. Daniel Magnoni e pela enfermeira Cláudia Satiko Takemura Matsuba, ambos profissionais do HCor.
O livro é considerado a primeira obra dedicada aos profissionais da equipe de enfermagem, reunindo os conceitos e informações mais atuais e abrangentes sobre terapia nutricional. “Nos empenhamos bastante para incluir na obra conhecimentos e experiências do dia a dia, destacando os procedimentos e dispositivos mais avançados utilizados para essa prática, sempre buscando a qualidade”, destaca Dr. Magnoni.
Para alcançar o objetivo de ser uma obra de referência, os autores contaram com a colaboração de profissionais especialistas de outros Hospitais que, a exemplo do HCor, possuem equipes multiprofissionais de terapia nutricional. Também participam do livro enfermeiros de outros países da América do Sul, como Uruguai e Colômbia.
Esse conjunto de experiências torna o trabalho ainda mais abrangente, permitindo que seu conteúdo seja importante para todos os profissionais envolvidos direta ou indiretamente com o tema, o que inclui enfermeiros, nutricionistas, médicos e fonoaudiólogos, entre outros.
A terapia nutricional, uma das grandes responsáveis no processo de recuperação do paciente, pode ser realizada por meio da nutrição parenteral ou enteral. A nutrição parenteral (NP) consiste na reposição intravenosa de energia, na forma de glicose, lipídios e aminoácidos, além de água, eletrólitos e micronutrientes como vitaminas e minerais. A nutrição enteral (NE) consiste na infusão de uma dieta líquida administrada por meio de uma sonda colocada no estômago ou no intestino.
Muitas vezes, nutrição enteral e parenteral podem ser indicadas concomitantemente, seguindo um princípio básico: a NP deve ser indicada em situações restritas e com duração mais curta possível. Como isso nem sempre é possível, alguns pacientes permanecem em NP por longos períodos, e às vezes, por toda a vida.
Santa Joana investe na consolidação como um dos mais modernos hospitais do País
Santa Joana investe na consolidação como um dos mais modernos hospitais do País
Ao longo de sua história, o Hospital Santa Joana desenvolve uma política de investimento permanente em tecnologia de ponta. Dessa forma, busca sempre oferecer a médicos e pacientes o que existe de mais moderno nos diversos segmentos da Medicina Hospitalar. O alto padrão dos serviços também é resultado do constante aperfeiçoamento técnico e científco dos médicos, corpo de enfermagem e equipe de colaboradores.
Em razão disso, o Santa Joana é, hoje, referência regional em diferentes serviços especializados e de alta complexidade, como Oncologia, Neurologia, Neurocirurgia, Ginecologia, e Obstetrícia, Traumatoortopedia, Cardiologia Clínica e Cirúrgica, além de Neonatologia. “Nossa principal meta é oferecer cada vez mais serviços diferenciados, com excelência de qualidade”, afirma o médico Eustácio Vieira, diretor-presidente.
No ano em que completa 3 décadas de existência, o Hospital Santa Joana dá continuidade a essa flosofa de trabalho desenvolvendo um grande conjunto de ações planejadas visando consolidar sua posição entre os centros hospitalares mais modernos do País. Entre essas ações estão a ampliação e renovação completa da Unidade de Oncologia; aquisição de equipamentos com a maior resolutividade no mercado mundial para o Santa Joana Diagnóstico; início da construção, ainda este ano, da nova UTI Geral, ocupando todos os 750 m2 de área física da cobertura do prédio principal, e preparação para a Acreditação Hospitalar Internacional - Joint Commission International – JCI.
A nova unidade oncológica, que será inaugurada no segundo semestre, vai oferecer aos paciente um ambiente totalmente renovado. Sua estrutura foi planejada para oferecer tratamento com os mais modernos recursos científcos e tecnológicos, aliados ao atendimento de uma equipe médica e de enfermagem altamente capacitada, em um ambiente aconchegante e familiar, livre de qualquer referência que lembre um hospital.
Alta Tecnologia
O Santa Joana está instalando um equipamento de medicina nuclear SPECT/CT, que possibilita localizar um tumor cancerígeno em praticamente todos os órgãos do corpo. A máquina representa um importante salto de qualidade e precisão no diagnóstico de vários tipos de câncer e de outras enfermidades. O novo equipamento vem se somar à Ressonância Magnética Aberta Espree 1,5 T e ao Tomógrafo Multislice de 64 canais, todos equipamentos de última geração lançados recentemente no mercado mundial.
UTI Ampliada
A nova UTI adulto, que ocupará todo o 7º andar do prédio principal, terá todos os seus leitos privativos. A exemplo do que acontece na UTI já existente, a unidade vai disponibilizar recursos de alta tecnologia, aliados à assistência proporcionada por uma equipe especializada e preparada para oferecer um atendimento humanizado.
Acreditação Internacional
Procurando sempre aprimorar cada vez mais a qualidade dos seus serviços, o Santa Joana deu início ao processo para conquista do Certifcado de Acreditação concedido pelo Joint Commission Internacional (JCI), organização representada no País pelo Consórcio
Brasileiro de Acreditação (CBA), que possui os mais exigentes e abrangentes padrões de certifcação. Com a Acreditação, todos os setores do hospital passarão a operar dentro dos padrões e normas internacionais de qualidade.
Central de Acolhimento
Ocupando a posição de liderança no Polo Médico do Recife, o Santa Joana mantém seu espírito pioneiro com o objetivo de garantir a constante melhoria do atendimento. Nesse sentido, não só vem reforçando e implantando serviços inovadores de hotelaria hospitalar, como também é o primeiro hospital do Nordeste a disponibilizar uma Central de Acolhimento. A unidade tem como objetivo garantir um atendimento diferenciado e promover o bem-estar dos pacientes e seus familiares não só durante a permanência no Hospital, mas também promovendo o seguimento após a alta médica.
Responsabilidade Social e Ambiental
Consciente de sua responsabilidade como empresa cidadã, o Santa Joana também extrapola as fronteiras de sua atividade principal e mantém um comprometimento constante com as questões socioambientais. Todos os anos, o hospital promove as campanhas “Verão com Saúde” e “Inverno com Saúde” com o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância dos cuidados e pequenos hábitos que podem contribuir para a conservação do meio ambiente e garantir uma melhor qualidade de vida. Essas campanhas conferiram ao hospital, por duas vezes, o Prêmio Cidadania S.A. nas categorias “Relação com o Meio Ambiente” e “Relação com a Comunidade”.
Ampliação do Complexo Hospitalar
O Hospital está investindo na expansão de sua área física. Atualmente, o complexo hospitalar já ocupa uma área extensa no bairro das Graças com acessos pelas ruas Joaquim Nabuco, Creoulas e Av. Rui Barbosa. A partir da aquisição de novos prédios, estão
sendo criadas áreas para serviços de apoio, consultórios e uma unidade de ombro e joelho. Até o fnal do ano, o número de apartamentos será ampliado em mais 20%, o que aumentará a capacidade de atendimento do hospital. Também estão sendo disponibilizadas mais 60 vagas de estacionamento e, em um futuro breve, será construído um edifício garagem para atender a crescente demanda.